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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

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INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

HOMENS E HOMENS

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Na dita colonização europeia em África (e na América) existiram três géneros de pessoas, em todos os estratos sociais.

 

Em primeiro lugar, esteve aquele tipo de indivíduo portador da energia criadora em si mesmo. Em regra, este era o género de pessoa que soube não apenas se impor, como também acolher em seu torno as populações e tradições locais. Desse encontro, resultou uma nova síntese criativa que se expressou em basta descendência, numa nova cultura, em conquistas territoriais, em geração de empresas e de riqueza, em suma, em obra. Líder natural, este foi aquele que soube viver no risco e no limiar da civilização ocidental, extendendo os seus limites para lá do horizonte seguro. Era independente, mas era intrinsecamente leal. Couberam no topo desta categoria homens como João Ramalho, no Brasil, Silva Porto em Angola e, em Moçambique, João Albasini e o goês Manuel António de Souza.

 

Em segundo lugar esteve aquele tipo de indivíduo, em geral vindo da metrópole, detentor de formação apropriada, e que desempenhou funções de caráter oficial. Dotado de um forte sentido de estado e de justiça, tinha no brio, na isenção e no denodo ao serviço às instituições, a sua grande qualidade. Mas ao contrário dos primeiros, vivia dentro e na segurança do sistema e não se imiscuia fora dele. Não era um criativo, e embora contribuísse para o desenvolvimento, não se identificava particularmente com o território onde se encontrava de serviço, geralmente por um curto período de tempo. Militares como João Tavares de Almeida ou o Coronel Eduardo Galhardo, no fundo o grande obreiro das campanhas de Moçambique atribuídas a Mouzinho, personificam bem este tipo de indivíduo.

 

Por fim temos o terceiro tipo de homem. Estéril, não tinha nem tinha a capacidade criativa dos primeiros, nem o sentido de estado e de brio dos segundos. O que o movia era apenas o interesse pessoal e a mesquinhez. Era capaz de tudo para sobressair, inclusive de cavalgar o mérito alheio em proveito próprio. E isso fazia-o como ninguém. Nesta categoria de pessoas colocamos sem qualquer dúvida, Mouzinho de Albuquerque.

 

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