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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

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INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

614 OS GOESES E A REPÚBLICA BOER DO TRANSVAAL

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No dia 21 de Dezembro de 1844, chega a Lourenço Marques, uma coluna Boer liderada por Hendrick Potgieter com o intuito de estabelecer relações comerciais e políticas com os portugueses, como forma a se afirmarem autónomos em relação aos britânicos que os tinham expulso do Sul da África (zona do Cabo). 

 

Era na altura Lourenço Marques, pouco mais do que a Feitoria, liderada pelo Major António Joaquim Teixeira, o presídio, e alguns casebres adjacentes.

 

Pretendiam pois os Boer, fundar o povoado de Ohrigstad, numa zona do hinterland, em que se calculava que ainda estivesse na jurisdição portuguesa e assim também inciar relações pacíficas com estes.

 

Na caravana de retorno, em 1845, João Albasini, um influente caçador, comerciante, militar português de ascendência italiana e espanhola, acompanha-os, instalando-se em Mpumalanga, junto ao rio Sabié, em território do régulo Makaxule, onde hoje se situa hoje o Parque Nacional Krueger e próximo de Ohrigstad, que começaria a crescer. 

 

Acompanharam Albasini, a fiel tribo Ma-Gwamba e cinco comerciantes goeses: Lourenço Mariano Nunes, Gelásio Fernandes, Manuel da Gama, Casimiro Simões e Jacob Cristóvão Couto, que havia sido seu escrivão na feitoria de Lourenço Marques.

 

Em Maio de 1847, Albasini retorna a Lourenço Marques, onde apresenta um relatório consubstanciado sobre a estrutura política, económica, social e religiosa dos Boer, sendo o primeiro português a estabelecer ligação terrestre entre as duas regiões. Terá sido também este o primeiro relatório feito por um estrangeiro sobre a comunidade boer.

 

O fato é que os Goeses permaneceram no território e com o seu trabalho ajudaram a fincar as bases do futuro estado boer ou República do Transvaal.

 

Jacob Couto, Casimiro Simões e Augusto de Carvalho foram os Goeses que mais se distinguiram.

 

Jacob Couto, além de comerciante, veio a ser Secretário de João Albasini quando este tornou-se Cônsul de Portugal na República do Transvaal.

 

Casimiro Simões prosperou no comércio e Augusto de Carvalho, estabelecido como comerciante e agricultor, veio a gozar de grande prestígio entre os Boer do Transvaal.

 

O lendário pioneiro e caçador português Diocleciano Fernandes das Neves relata no seu livro, «Itinerario da Caça dos Elefantes» (Lisboa 1878), que quando chegou a Zoutpansberg, no Transvaal Norte onde Albasini tinha uma praça forte, avistou-se pela primeira vez com o comerciante goês Casimiro Simões, que já era um notável na região. 

 

Disse ainda o sertanejo: "Fez-nos o favor de nos hospedar em sua casa o Sr. Casimiro Simões, que era natural de Goa. Era o negociante mais forte que, naquele tempo, havia na República. Tinha três estabelecimentos [...]".

 

A continuar...

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