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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

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587 OS GOESES E A ASSISTÊNCIA MÉDICA EM MOÇAMBIQUE, de Eugénia Rodrigues

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Em 1766, o Governador-Geral, Baltazar Pereira do Lago, solicitou à Câmara da Ilha de Moçambique, com jurisdição sobre a Terra Firme fronteira, uma relação de todos os moradores “não só para saber a qualidade de gente que governava, como para lhe examinar os modos por que vivião, e a rezão por que não exercitavão os officios com que
forão criados”.

Essa relação, que apenas incluía homens católicos, indicava viverem no território do município 71 indivíduos dados como oriundos de Portugal, nos quais se incluíam outros europeus e alguns nascidos em Moçambique e, no império, 74 com origem na Índia, quase todos de Goa, e 36 naturais de Moçambique.

Entre os habitantes arrolados estavam o cirurgião-mor da capitania, o cirurgião do regimento, um outro cirurgião e um barbeiro e sangrador, todos idos do reino e os dois últimos provavelmente atuando a título privado; eram também referidos três moradores nascidos em Goa, cujas atividades estavam ligadas à área dos cuidados de saúde: um exercera a profissão de boticário e vivia então do comércio, outro era sangrador e barbeiro, e o último estava
ocupado como almoxarife do Hospital Real.

Quase quarenta anos depois de a Câmara elaborar essa informação, o Governador-Geral informava que abundavam no país os goeses “com alguma pratica de curar”.

Tudo indica que a presença goesa na assistência médica em Moçambique ganhou vulto à medida que as instituições de saúde adquiriram um papel cada vez mais central nas políticas de controle
sanitário, que, concomitantemente, se foram alargando na tentativa de cobrir todo o território da capitania.

em «Moçambique e o Índico: a circulação
de saberes e práticas de cura»

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