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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

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INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

541 RUI DE NORONHA (28/10/1909)

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António Rui de Noronha nasceu na então Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique a 28 de Outubro de 1909.

Foi um poeta moçambicano, sendo considerado o precursor da poesia moderna moçambicana.

Filho de pai Goês de origem brâmane, José Roque das Neves Noronha e de mãe negra, Sofia Michluvane Bilanculo, Rui é mais uma prova viva de que, ao contrário dos indianos, os Goeses não são endogâmicos.

Foi funcionário público no Serviço de Portos e Caminho de Ferro, e foi jornalista.

O autor colaborou na imprensa escrita de Moçambique, nomeadamente no «Brado Africano», com apenas 17 anos de idade.

Esta produção inicial, que se reduziram apenas a três contos, e que correspondem ainda a uma fase de afirmação literária, virá a ser prosseguida a partir de 1932, com uma intervenção mais activa na vida do jornal, chegando mesmo a integrar o seu corpo directivo.

Uma desilusão amorosa, causada talvez pelo preconceito racial, fez, segundo os seus amigos, com que o escritor se deixasse morrer no hospital da capital de Moçambique, com 34 anos, no dia 25 de Dezembro de 1943.

Foi casado com Carolina Albertina dos Santos, de quem teve dois filhos.

Sua obra completa está reunida em «Os Meus Versos», publicada em 2006, com organização, notas e comentários de Fátima Mendonça.

Desde logo mostrou e deixou transparecer, na sua vida e na sua escrita, um temperamento recolhido, uma personalidade introvertida e amargurada.

Foi, sem dúvida, um homem infeliz. Nunca chegou a concretizar, em vida, o grande sonho de publicar o seu livro de poemas. No entanto, seu professor de francês, Dr. Domingos Reis Costa reuniu, selecionou e revisou 60 poemas para a edição póstuma intitulada «Sonetos» (1946), editado pela tipografia Minerva Central.

Incluído em inúmeras antologias estrangeiras – na Rússia, na República Checa, na Holanda, na Itália, nos EUA, na França, na Argélia, na Suécia, no Brasil e em Portugal - Rui de Noronha é considerado o precursor (mais jovem) da poesia moderna Moçambicana.

Obras Publicadas
.«Sonetos» (1946), editado pela tipografia Minerva Central.
.«Os Meus Versos», Texto Editores, 2006 (Organização, Notas e Comentários de Fátima Mendonça)
.«Ao Mata-Bicho»: Textos publicados no semanário «O Brado Africano» Pesquisa e Organização de António Sopa, Calane da Silva e Olga Iglésias Neves. Maputo, Texto Editores, 2007

 

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