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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

439 TOMÁS PERES DA SILVA (04/10/1800)

desembarque dos liberais no mindelo em 1832 r. gam

 

Filho de Bernardo Peres da Silva (008), e de sua mulher Ignácia da Conceição Menezes, ambos Goeses, fica aqui o elogio e o retrato feito pelo deputado da nação, o insuspeito Conde do Casal Ribeiro.

 

Sem dúvida, um goês que merece outro destaque por tudo o que fez e representa.

 

 

"Thomaz José Peres nasceu aos 4 de Outubro de 1800 [em Goa].

 

Assentou praça de Cadete no Batalhão de Artllharia de Goa, cursou os estudos preparatórios das Humanidades e depois os das Ciências Matemáticas, na antiga Academia Militar da criaçâo do Vice-Rei, Conde do Rio Pardo, e foi 1° Tenente-Audante daquele batalhão.

 

Assistiu em 1821 á trágica deposição daquele distinto Vice-Rei.

 

Quando foi para Portugal matriculou -se na Universidade de Coimbra, onde se formou Bacharel em duas faculdades, Filosofia e Matemática.

 

Alistou-se no exército, e nele seguiu a causa [Liberal] da Rainha Dona Maria II. 

 

Emigrou para Inglaterra, esteve na Ilha Terceira, fez parte da expedição do Porto [Desembarque do Mindelo, 13/07/1832, e Cerco do Porto de Julho de 1832 a agosto de 1832], defendeu por 8 meses a Serra do Pilar sob as ordens do Brigadeiro Torres.

 

Entrou na expedição do Algarve, marchou sobre Cacilhas, foi vitorioso no combate do Valle da Piedade [Batalha da Cova da Piedade, 23 de Julho de 1833].

 

Na defesa de Lisboa comandou em Major, a Artilharia do 3° distrito.

 

Em 1837 foi Chefe do Estado-Maior de Artilharia, e em 1838, foi despachado governador de Quelimane, Tete, e Sena [Moçambique] para onde partiu, e na volta tendo estado em Goa, em 1842, o Conde das Antas, que conhecia a sua bravura, lhe ofereceu o comando militar do batalhão provisório vago com a morte do Major Magalhães, mas ele não o aceitou, assim como na sua saida do Reino também não aceitara o diploma de Deputado Ás Cortes que os povos do Algarve lhe haviam oferecido.

 

Quando em 1843 chegou a Portugal, do seu governo de Quelimane, comandou em Tenente-Coronel o 4° Regimento de Artilharia estacionado em Faro.

 

Ganhou Thomaz Peres no campo da batalha as condecorações de Oficial da Torre e Espada do Valor, Lealdade e Mérito, Cavaleiro das Ordens da Nossa. Senhora da Conceição de Vila Viçosa, e de S.Bento de Avíz.

 

Quanto o seu valor militar disse o seu Coronel Luna, que o valor deste oflcial podia ser igualado mas nunca excedido.

 

Caiu doente de tísica no Algarve, e mudou-se para a Madeira, onde faleceu em 23 de janeiro de 1846, contando apenas 45 anos de idade.

 

Naquele coração existiu até a pulsação final, o mais ardente, vivo e sincero amor da liberdade: ele preferia a morte com seus horrores, mas livre, á vida com os seus gozos, porém escrava.

 

Se a sua vida não fora uma série continua e nunca interrompida d'açōes magnânimas, generosas e de bravura, estas palavras só formariam o seu elogio. Elas nos fizeram invejar tal morte e arrebatados exclamar:

 

Viveu como bravo e morreu como herói"

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