Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

016 JÚLIO FRANCISCO ADEODATO BARRETO (1905-1937)

FB_IMG_1547906873291.jpg

 

"Júlio Francisco Adeodato Barreto, mais conhecido como Adeodato Barreto, foi um poeta e escritor goês. As suas obras contêm importantes arquétipos e paradigmas da cultura hindu. Nos seu poemas observam-se as noções de eterno regresso e de transmigração, âncoras da filosofia Indiana.

 

Biografia
Nasceu em Margão,Goa a 3 de Dezembro de 1905

 

Seu pai, Vicente Mariano Barreto, possuía considerável erudição e um senso pedagógico que deram frutos junto do seu filho.

 

Após ter completado o curso dos Liceus em Pangim, Adeodato Barreto parte a caminho de Portugal com dezassete anos e matricula-se em Coimbra, no curso de Direito, em 1923, e, no ano seguinte, na Faculdade de Letras, no Curso de Ciências Histórico-Filosóficas.

 

Nesta cidade foi eleito presidente do Centro Republicano-Académico, em Outubro de 1929.

 

Licenciou-se em Direito em 1928 e em Ciências Histórico-Filosóficas em 1929, respectivamente, na Faculdade de Direito e na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra.

 

Exerceu o magistério na Figueira da Foz e em Coimbra.

 

Foi depois escrivão de Direito em Montemor-o-Novo e notário em Aljustrel.

 

Colaborou com assiduidade nos periódicos O Diabo e Seara Nova. Fundou as publicações Índia Nova (1928—1929), de que saíram seis números, e Círculo (1934), que editou sete números.

 

Foi pai de “096 KALIDÁS BARRETO (16/10/1932), político e histórico sindicalista português.

 

Foi amigo de Flausino Torres, com quem estudou.

 

O seu sonho, ainda finalista universitário, era o de criar um jornal. Assim nasceu o Índia Nova, em Coimbra, no qual foi director juntamente com José Teles e Telo de Mascarenhas.

 

Abalançou-se, então, a uma empresa mais alta, a de fundar o Instituto Indiano sediado na Faculdade de Letras de Coimbra. Para isso conta com os apoios de Mendes dos Remédios, Providência da Costa, e Joaquim de Carvalho que prontamente o auxiliaram a organizá-lo, e corresponde-se com orientalistas de renome, como Rabindranath Tagore e Silvain Lévi.

 

A actividade do Instituto foi coroada de alguns sucessos. Conferências, artigos de jornais onde se desenvolveram temas indianos, bem como a publicação das Edições Swatwa.

 

Entretanto, Adeodato Barreto entregava-se à tradução da obra de Romain Rolland sobre a vida de Mahatma Gandhi. Quando a concluiu, comunicou a este célebre escritor, Nobel da Literatura, que lhe respondeu imediatamente numa carta admirável, recusando todos os direitos de autor. A tradução de Mahatma Gandhi não foi publicada por várias dificuldades editoriais de então.

 

Terminados os seus estudos universitários, concorreu ao Estágio Profissional do 4º Grupo dos Liceus. Pretendia, assim, abraçar a via docente, mas depressa o seu espírito irrequieto leva-o a optar pela carreira jurídica. Na verdade, tendo sido nomeado professor agregado do Liceu de Évora, em 1932, em breve aceita o cargo de Escrivão de Direito em Montemor-o-Novo.

 

Meses depois, é nomeado notário em Aljustrel e aí permaneceu quatro anos. Nesta terra alentejana, Adeodato Barreto fundou e dirigiu um novo periódico O Círculo, colaborou assiduamente nos periódicos O Diabo e Seara Nova.

 

A Civilização Hindu nasce de uma série de artigos publicados previamente na Seara Nova sobre esta matéria. Mais tarde, escreverá O Livro da Vida, colectânea de poemas publicada postumamente em 1940 em Goa.

 

Em Coimbra, Adeodato Barreto estudara o esperanto, do qual era entusiasta e defensor. Em Aljustrel contribui para o surgimento de um «florescente movimento esperantista», nas palavras de Francisco Rasquinho.

 

A sua atitude de intervenção junto dos mais desprotegidos leva-o a criar um serviço de assistência semanal aos pobres e administrar gratuitamente cursos nocturnos de alfabetização aos mineiros. A sua actividade de assistência aos desvalidos não passaria despercebida à PIDE, à qual dá conotação subversiva. Por isso, o escritor passa a ser vigiado e, mais tarde, quando concorre ao notariado de Goa é preterido por informações políticas.

 

A tuberculose venceu-o com 32 anos, em 6 de agosto de 1937, no Sanatório dos Olivais em Coimbra."

 

 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2022
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2021
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2020
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2019
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D