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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

664 ANTÓNIO BERNARDO COLAÇO

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Juíz Conselheiro (jubilado) do Supremo Tribunal Administrativo, e membro da Associação Portuguesa de Juristas Democratas -APJD.

 

Tem tido desde há muito um grande protagonismo intelectual no sindicalismo da magistratura e na imprensa através das suas obras e artigos, nomeadamente no Observador, Público e Abril.

 

Natural de Goa, licenciou-se em direito e foi participante activo no processo de independência de Angola até 1977.

 

É co-autor do livro "Sindicalismo na PSP - Medos e Fantasmas em Democracia".

 

Percorreu todos os graus da magistratura do Ministério Público até ser apurado em concurso para o cargo de Juiz do Supremo Tribunal de Justiça.

663 RUI NOGAR (02/02/1931)

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Rui Nogar é o pseudónimo de Francisco Barreto, filho de emigrantes brancos oriundos de Goa. Nasceu em Lourenço Marques..

 

Após a morte do pai, abandonou os estudos secundários, a fim de prover ao sustento da família. 

 

Considerava-se um autodidacta, cuja formação devia tanto ao exemplo dos pais como ao de professores, exilados políticos portugueses, que o alertaram para as questões sociais e a necessidade de as problematizar no contexto colonial.

 

Viveu de perto desigualdades e injustiças, quer no subúrbio laurentino, que «conhecia como os seus dedos», quer no seu percurso profissional: trabalhou junto dos carregadores do cais e como praticante de escriturário nos Caminhos de Ferro de Moçambique, funções que só não foram mais humildes porque «era impossível ser servente. Na altura só os havia de raça negra», disse.

 

Posteriormente, foi copywriter, contabilista e redactor em diversos títulos da imprensa, como a Tribuna ou O Brado Africano.

Com Craveirinha, participou nas actividades da Associação Africana, aí se notabilizando como declamador. Foi, aliás, na sequência de uma das sessões culturais dinamizadas naquela associação, em 1953, que a polícia política o deteve pela primeira vez. 

 

Os seus poemas mais antigos datam de 1954-55 e surgem em O Brado Africano e no Itinerário. Publicou um único livro em 1982, Silêncio Escancarado, onde publicou principalmente poemas que escreveu durante o tempo em que esteve preso pela PIDE.

 

Nessa época, reconhecia «ser mais provocador de vocações do que ser ele próprio vocacionado», mas acabou por assumir a escrita como um instrumento de expressão do seu «mundo interior», o que, nas suas palavras, significava tudo «aquilo que nós achávamos justo», tudo o que «pensávamos realmente não poder continuar a acontecer à nossa volta».

 

Depois da independência do território foi deputado á Assembleia Popular, diretor do Museu da Revolução, Diretor Nacional da Cultura e Secretário Nacional da Associação dos Escritores Moçambicanos. 

 

Faleceu em Lisboa no ano de 1993.

664 A IMPRENSA EM GOA, por Eduardo Judas de Barros 

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★O início

 

"O início da imprensa periódica em Goa, se deu em 22 de dezembro de 1821, com a publicação do primeiro jornal oficial, a Gazeta de Goa.

 

Este jornal, órgão oficial do governo, era semanal e continha as deliberações do governo, o cadastro mensal da receita e despesas do tesouro público, do senado da câmara, da Santa Casa de Misericórdia, inserindo também algumas informações sobre a metrópole e do estrangeiro.

 

A Gazeta de Goa teve como seu primeiro redator o físico-mor Dr. Antônio José de Lima Leitão e em seguida foi editada pelo oficial-maior da secretaria, Luís Prates de Almeida Albuquerque, a quem sucedeu José Aniceto da Silva. O jornal perdeu o seu valor primitivo de publicação após a morte do seu redator Luís Prates, convertendo-se em veículo de discussões e animosidades, como observa Antônio Maria da Cunha, na sua obra A evolução do jornalismo. 

 

Em 1826, a Junta que sucedeu ao Vice-rei D. Manuel de Câmara, lavrou em 29 de agosto de 1826 uma portaria mandando cessar a publicação da Gazeta de Goa afirmando que “sempre o governo passou sem imprensa e sem Gazeta até a infeliz época da Revolução, e nestes tempos desastrosos só produziu males, e que achando-se atualmente os tipos imprestáveis, não havia inconveniente em se suspender a Gazeta”.

 

Em conseqüência das lutas públicas no Estado, o governo que estava no poder, criou em 13 de junho de 1835, um novo jornal periódico Chronica Constitucional de Goa, que foi, portanto, o segundo jornal, igualmente oficial e semanal como o primeiro e redigido pelo mesmo José Aniceto da Silva, que na sua parte não-oficial se consagrava à política em combate violento com os jornais portugueses de Bombaim como o Investigador Português, de José Valério Capela. A Chrónica suspendeu a sua publicação em 30 de novembro de 1837.   

 

Sucedeu a este jornal, o periódico oficial, Boletim do Governo do Estado da Índia, que teve iniciada a sua publicação em 7 de dezembro de 1837. Conforme o decreto de 7 de dezembro de 1936 que nas províncias ultramarinas fosse publicado em Boletim, tendo por seu Editor Chefe o Secretário Antônio Mariano de Azevedo, auxiliado pelo cônego Caetano João Peres e por Cláudio Lagrange Monteiro Barbuda. O Boletim foi publicado semanalmente, à exceção dos primeiros cinco meses de 1843, em que se publicaram dois números por semana, como se veio fazendo depois desde o começo de 1856 até agosto de 1879. 

 

Tanto a Chronica Constitucional como a Gazeta de Goa segundo observa Antônio Maria da Cunha no seu livreto A Evolução do Jornal tinham o cunho de jornais oficiais. 

 

O primeiro jornal político da Índia Portuguesa foi o Echo da Lusitânia, também impresso nos prelos do Governo por uma única razão de que não havia outra tipografia no país. Tendo por editor o desembargador Manoel Felicíssimo Lousada de Araújo, o jornal teve periodicidade semanal com início em 7 de Janeiro de 1836 e terminado em 5 de março de 1837.

 

Na mesma Tipografia do Governo, foram ainda publicados O Vigilante, do Major do Exército de Moçambique, João de Souza Machado, que se publicou de 13 de julho de 1838 a 22 de outubro do mesmo ano; O Observador, de José Aniceto da Silva, publicado de 15 de fevereiro de 1839 a 31 de outubro de 1840, tendo sido quinzenal nos seus primeiros 24 exemplares e depois mensal; o Correio de Nova-Goa, semanal, de Bento Zeferino Gonçalves de Macedo, de 4 de janeiro de 1844 a 8 de março de mesmo ano; A Voz dos Povos da Índia, semanal também, da redação coletiva de José Aniceto da Silva e outros que durou de 3 de julho de 1845 a 3 de março de 1846; o Defensor da Ordem e da Verdade, da redação de José Antônio de Oliveira e outros, com a duração de 24 de agosto de 1852 a 31 de agosto de 1853 e o Defensor do Real Padroado, com os mesmos redatores do anterior que iniciaram a sua publicação, em 1º de setembro de 1853 e terminando em março de 1854.

 

Saiu à luz também nessa mesma época, outro órgão oficial que foi publicado de 22 de maio de 1844 até o fim do ano de 1845, com o nome de Apenso aos Boletins do Governo e que tomou o nome depois de Jornal da Santa Igreja Lusitana publicado sob a orientação do Arcebispo D. José Maria da Silva Torres, defensor vigoroso do Padroado do Oriente contra a Propaganda, tendo sido publicado de janeiro de 1846 até março de 1849.

 

Essa é a fase do primeiro período da Imprensa Periódica de Goa Colonial que saiu do prelo oficial do governo.

 

 

 

★A Segunda Fase do Desenvolvimento

 

 A segunda fase da imprensa portuguesa em Goa se inicia com a introdução da primeira gráfica particular por Bernardo Francisco da Costa, em 1859, e é considerado o mais fecundo período da imprensa e do progresso literário de Goa. E foi ele que fundou o primeiro jornal com tipografia própria, O Ultramar. O primeiro número de O Ultramar foi publicado na cidade de Margão, no Conselho de Salcete em 6 de Abril de 1859, tendo o próprio Bernardo Francisco Costa como seu Editor principal e seu irmão Antônio Anastácio Bruto da Costa como redator responsável. Tendo Bernardo Francisco Costa sido eleito deputado às Cortes em Lisboa, ficou desde 15 de agosto de 1867 como editor o seu irmão Antônio Anastácio Bruto da Costa e continuou até a sua morte, 24 de abril de 1911. 

 

Conforme atesta Antônio Maria da Cunha foi “o único jornalista da Índia Portuguesa cujo cinqüentenário se celebrou. Após a sua morte o jornal foi dirigido pelo seu filho, o advogado Condorcê Bruto da Costa, assumido o mesmo desde 1º de maio de 1911. Inicialmente semanal, passou a ser bi-semanal desde 2 de novembro de 1905. 

 

Ao Ultramar seguiu-se outro importante jornal A Índia Portuguesa, tendo como editor Manuel Lourenço de Miranda. Foi publicado na Tipografia estabelecida em Margão e depois transferida para Orlim no mesmo Conselho de Salcete, onde continuou a ser publicado desde 29 de dezembro de 1864. Após a morte de Manoel de Miranda Franco, passou em 13 de Maio de 1866 a ser editado por Dr. José Inácio de Loyola, que esteve já trabalhando no jornal e permaneceu como editor até 17 de maio de 1902, seguindo-se-lhe o seu irmão Avertano de Loiola que o editou de 4 de julho de 1892 até 21 de Agosto de 1911, em que, por últimos acontecimentos políticos suspendeu a sua publicação empreendendo a do outro jornal semanal, O Popular, em Varcá no mesmo conselho de Salcete, que se publicou de 4 de outubro de 1911 a 20 de maio de 1912.

 

Renasce a Índia Portuguesa em 10 de agosto de 1912 sob a direção do Dr. Miguel Loyola Furtado que a dirige até a sua morte em 14 de setembro de 1918, ficando suspensa mais uma vez a sua publicação.

 

Porém, a Índia Portuguesa volta a ser publicada mais uma vez, mas desta vez em São Tomé, uma aldeia do mesmo conselho de Salcete, sob a direção de Vicente de Bragança Cunha e é publicada até 26 de novembro de 1921, interrompendo mais uma vez a sua publicação.

 

Com esses jornais encerra-se o segundo período da imprensa portuguesa em Goa.

 

 

 

★A Terceira Fase da Imprensa

 

 O terceiro período da imprensa portuguesa em Goa pode ser marcado com a publicação do jornal diário O Heraldo.

 

As bases para o lançamento do jornal diário em Goa já se iniciam em 1899 e, em 22 de janeiro de 1900, é publicado o seu primeiro número, tendo como diretor e proprietário Messias Gomes. Em 1901, com a partida de Messias Gomes a Lisboa, assume a direção do jornal o jornalista Antônio Maria da Cunha, até 8 de maio de 1908, que em seguida finda o seu próprio jornal Heraldo.

 

O jornal O Heraldo amplia as suas dimensões e, no mesmo dia, A Era Nova, semanário da capital, torna-se diário mas termina a sua publicação em 1905.

 

Ainda em 1905 se inicia em Margão outro periódico, Echo da Índia, cujo primeiro número sai, portanto, em 9 de setembro de 1905. Passa a ser semanal até que é interrompida a sua publicação em 1907. Mas no mesmo ano de 1905 publicou-se na capital do Estado de Goa, o Diário de Goa, que termina em 1906.

 

Também desde 14 de setembro de 1911 até 31 de novembro de 1912 é publicado como diário o Correio da Índia, que passa depois a ser semanal.

 

Em 1 de dezembro de 1919 é publicado o Diário da Noite, de formato pequeno, pelos irmãos Luís Menezes e Antônio Meneses. 

 

Temos ainda o diário publicado em Margão no Conselho de Salcete, A Vida, fundado pelo médico Sales da Veiga Coutinho, que continuou a ser publicado até depois da integração de Goa na Índia em 1964, tendo como editor o seu filho, Pe. Lúcio da Veiga Coutinho, tendo sido transformado mais tarde em diário de língua Concani, pelo nome de Divtti, do qual tive a oportunidade de ser o seu primeiro editor.

 

Os quatro diários em língua Portuguesa – O Heraldo, Heraldo, Diário da Noite e A vida –, continuaram a ser publicados em Goa até depois de 1964, ano em que Goa começou a fazer parte da União Indiana. Hoje não existe nenhum jornal nem periódico em língua portuguesa em Goa.

 

O Jornal diário O Heraldo se transformou em diário em inglês com o nome de Herald.

 

Embora a colonização portuguesa se deva à exploração comercial, como se qualificou todo o processo de colonização européia na Índia, esse processo se diferiu tanto do processo de colonização francesa bem como inglesa, na própria Índia.

 

Esta diferenciação se baseia especificamente na política colonial portuguesa em Goa, começada por Afonso de Albuquerque imediatamente após a sua tomada.

 

Esta política se firmava em construir uma comunidade luso-tropical cristã, sendo que a colonização portuguesa e a cristianização se tornaram inseparáveis, o que não aconteceu nem com a francesa nem com a inglesa nas outras regiões da Índia.

 

Por isso mesmo, como nota K. M. Pannikar (1956: 55). “de todos os povos que colonizaram a Índia, os portugueses deixaram um rastro indelével da sua passagem colonial”. Isso enquanto criaram em Goa uma comunidade cristã, adaptando-se o conceito de luso-tropicalismo, qual foi proposto por Gilberto Freyre, às considerações de situação histórico-social de Goa.

 

O processo colonial português chegou a criar uma comunidade cristã que se ocidentalizou nos seus modos, hábitos de vida e valores culturais. Esse processo se desenvolveu precisamente numa situação de transmissão cultural direto, considerada a sua própria missiologia da época, segundo a qual cristianizar era ao mesmo tempo ocidentalizar.

 

Conforme o escritor goês Mariano Saldanha (1948;8), em Goa, a cultura portuguesa teve rápida assimilação, tornando-se imediatamente reprodutiva, dado que o secular sistema educativo dos hindus havia preparado o terreno intelectual propício.

 

Dentro de meio século, ou menos ainda, da dominação portuguesa, estava esta pequena capital do império luso-oriental por tal forma lusitanizada no seu elemento intelectual cristão, que se achava em condições de auxiliar o próprio governo português, tanto na administração como na propagação do cristianismo no Oriente, fornecendo burocratas e missionários nativos habilitados nos seus seminários e colégios”.

 

 ★Conclusão

 

 É neste contexto de colonização Portuguesa na Índia que a língua portuguesa, remotamente aparentada com a língua local de Goa, o Concani, e com outras línguas de procedência sanscrítica, espalha-se em todos os territórios de Goa, Damão e Diu que constituem a Índia Portuguesa. Mais particularmente em Goa, devido às escolas governamentais que se multiplicam e sobe a tal altura a assimilação do novo idioma por parte duma elite sempre crescente de Goeses que não tarda a desabrochar em apreciáveis produções de pensamento e de arte.

 

Com efeito, a história da cultura literária de Goa Lusófona poderá ser dividida em quatro períodos. O primeiro abrange o tempo que vai desde a criação de escolas paroquiais em 1545 até o início da imprensa periódica com a publicação de Gazeta de Goa, em 22 de Dezembro de 1821. A segunda fase seria o tempo que vai até a criação do Instituto Vasco da Gama em 1871, hoje chamado Instituto Menezes de Bragança, nome de um dos lideres nacionalistas de Goa. O terceiro período poder-se-ia situar desde 1871 até 19 de dezembro de 1961, data em que Goa foi integrada na União Indiana. 

 

O período inicial da produção literária em língua portuguesa em Goa, tem início em 1545, quando o Vice-Rei D. João de Castro, manda abrir escolas com o objetivo de doutrinar nelas os meninos nos rudimentos da fé cristã e de ensiná-los, ao mesmo tempo, a ler, escrever e cantar em português. Foram estas escolas os primeiros estabelecimentos públicos da Instituição Primária em Goa em língua portuguesa.

 

É neste contexto que a imprensa portuguesa em Goa Colonial marca o desenvolvimento da língua portuguesa em Goa e terá de ser estudada mais profundamente para analisar a formação das elites intelectuais goesas, considerando que todos os quatro diários se sustentaram e sobreviveram até pouco tempo depois da integração de Goa na Índia, quando começa a desmoronar-se o mundo lusófono de Goa na Índia.

 

Numa análise das publicações em língua portuguesa encontramos uns cento e oitenta e nove jornais e periódicos que foram publicados em Goa."

663 RELAÇÃO DOS PERIÓDICOS DE GOA, por Eduardo Judas de Barros

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1 Gazeta de Goa
Semanal 22.12.1821 - Agosto de 1826

2 Chrónica Constitucional de Goa
Semanal 13.06.1835 - 30.11.1837

3 Echo de Lusitânia
Semanal 07.01.1836 - 05.03.1837

4 Boletim do Governo do Estado da Índia 07.12.1837

5 O Vigilante
Semanal 13.07.1838 - 22.10.1838

6 A Biblioteca de Goa
Janeiro de 1839 (único número publicado)

7 O Observador
Quinzenal 15.02.1839 - 31.10.1840

8 O Encyclopédico
Julho de 1841 - Junho de 1842

9 O Compilador
Mensal 07.10.1843 - 31.12.1847

10 O Correio de Nova Goa
Semanal 04.01.1844 - 24.09.1844

11 Appenso ao Boletim do Governo
Semanal 22.05.1844 - Dezembro de 1844

12 A Voz dos Povos da Índia
Semanal 03.07.1845 - 03.03.1846

13 Jornal da Santa Igreja Lusitana do Oriente
Semanal Janeiro de 1846 a março de 1849

14 Gabinete Literário das Fontainhas
Mensal 15.01.1846 a Dezembro de 1848

15 O Mosaico
Mensal Janeiro de 1848 a Junho de 1848

16 O Defensor da Ordem e da Verdade
Quinzenal 24.08.1852 - 31.08.1853

17 O Defensor do Real Padroado
Mensal Setembro de 1953 a Março de 1854

18 Revista Ilustrativa
Mensal 06.11.1854 - 16.07.1855

19 O Ultramar
Bissemanal 06.04.1859 a Novembro de 1941

20 A Índia Portuguesa
Semanal 04.01.1861 - 26.11.1921

21 A Phoenix de Goa
Semanal 06.04.1861 - 30.12.1862

22 A Harmonia
Semanal 12 04.1862 - 27.10.1864

23 A Aurora de Goa
Semanal 06.01 1863 - 01.07.1865

24 A Sentinella da Liberdade
Semanal 07.10.1864 - 31.12.1869

25 Jornal de Notícias
Semanal 01.10.1868 - 30.04.1869

26 A Imprensa
Semanal 18.10.1870 a abril de 1876

27 A Gazeta de Goa
Semanal 16.07.1872 - 30.12.1873

28 O Mensageiro
Semanal 16.08.1872 - 12.11.1873

29 O Paiz
Semanal 04.02.1873 - 27.10.1874

30 O Progresso
Semanal 07.04.1873 - 21.06.1873

31 Opinião Pública
Semanal 02.07.1873 - 22.12.1875

32 O Oriente
Semanal 07.03.1874 - 27.11.1874

33 Gazeta de Bardêz
Semanal 17.10.1874 - 22.01.1884

34 Nova Goa
Semanal 04.05.1876 - 12.03 1878

35 A Cruz
Semanal 15.07.1876 - 26.07.1882

36 A Pátria
Semanal 10.01.1877 - 14.12.1894

37 A Civilização
Semanal 06.2.1877 - 28.11.1878

38 O Imparcial
01.7.1878 a Agosto de 1899

39 A União
Semanal 05.09.1878 - 18.10.1880

40 A Semana
Semanal 04.03.1880 - 10.09.1880

41 A Verdade
Semanal 16.07.1882 - 31.12.1885

42 O Echo Popular
Semanal 07.01.1883 - 07.08.1884

43 O Correio da Índia
Semanal 07.08.1883 - 28.12.1892

44 O Correio de Goa
Semanal 07.08.1883 - 14.04.1888

45 O Crente
Semanal 09.08.1883 a 1928

46 Periódico do Povo
Semanal 25.10.1883 - 11.12.1886

47 O Progresso de Goa
Semanal 1883

48 The Times of Goa
Semanal 21.09.1885 a 1889

49 A Discussão
Semanal 12.08.1886 a 1889

50 A Convicção
Semanal 15.01.1887 a 1895

51 Farpas
Semanal Setembro 1887

52 O Repórter da Índia
Semanal 03.10.1888 - 22.03.1889

53 Archivo Portuguez Oriental
1857 - 1866

54 O Patriota
1858 - 1874

55 O Recreio
1859 - 1860 e 1865 - 1866

56 Tirocínio Literário
1862 - 1863

57 Jornal de Pharmácia e Sciências Médicas da Índia Portugueza
1862 - 1863

58 Revista Médico-Militar da Índia Portuguesa
1862 - 1864

59 Recreio das damas
1863

60 O Periódico Militar do Ultramar Portuguez
1863

61 Ilustração Goana
1864 - 1866

62 Archivo de Pharmácia e Sciências Accessorias da Índia Portugueza
1864 - 1871

63 Harpa do Mandovy
1865

64 O Chronista de Tissuary
1866 - 1869

65 Goa Sociável
1866

66 O Ramalhetinho
1866 - 1870

67 O Oriente Cathólico
1867 - 1870

68 Instituto Vasco da Gama
1872 - 1875

69 Jornal de Pharmácia, Chimica e Historia Natural Medida
1872 - 1873

70 Album Litterário
1875 - 1880

71 Dexâssudhârânetxo (em PT e Marata) 1876-1880

72 Estreia Litterária
1877

73 Goamitra
1882 - 1883

74 Jornal das Novas Conquistas
1882 - 1886

75 O Arya-Bondir
1885 - 1886

76 O Goa Pancha
1885 - 1889 e 1890 - 1892

77 Cavaco Instructivo
1887

78 Sudarxana
1888

79 A Democracia
Semanal 11.10.1888 - 03.10.1889

80 Ortigas
Semanal 01.1.1889 (Único exemplar)

81 O Niaya Chacxu
1889 - 1890

82 Mandovy
Semanal de Julho 1890 a 27.10.1890

83 Gomantac
1890 - 1892

84 O Vinte e Um de Setembro
Semanal 28.10.1890 - 29.12.1892

85 A Voz do Povo
Semanal 07.11.1890 a 1907

86 Correspondência de Goa
Semanal 1891

87 Gazeta de Perném
1893 - 1894

88 Gazeta da Índia
Semanal 01.02.1893 - 18.08.1894

89 O Investigador
Quinzenal 29.01.1894 - 21.07.1894

90 O Indispensável
01.04.1894 a Dezembro de 1895
28.12.1909 a Julho de 1915.
Edição inglesa de Janeiro de 1913 a Janeiro de 1914

91 Divan Litterário
1894

92 Archivo Médico da Índia
Agosto de 1894 a Abril de 1896

93 Notícias
01.09.1894 a 1937

94 O Brado Indiano
Semanal 15.12.1894 a Dezembro de 1895

95 O Liberal
Mensal de Janeiro de 1895 a Outubro de 1895

96 O Paíz
Quinzenal 01.01.1895 a Outubro de 1895

97 A Evolução
Semanal 02.01.1895 - 13.11.1895

98 Bibliotheca de Notícias
Mensal 03.08.1895 a Novembro de 1895

99 A Era Nova
Semanal 03.11.1897 - 30.04.1903

100 O Portuguêz
Semanal 16.12.1897 - 16.11.1901

101 O Athleta
Semanal 1899 - 22.12.1906

102 O Heraldo
Diário 22.01.1900 até hoje

103 O Bardezano
Semanal 04.02.1904 - 22.12.1906

104 O Índio
Semanal 09.02.1904 - 06.04.1908

105 O Nacionalista
Semanal 11.10.1904 - 12.12.1910

106 O Oriente
Semanal 09.03.1905 - 22.12.1905

107 Echo da Índia 09.09.1905 - 28.06.1907

108 A Reforma
Semanal 16.10.1905 - 01.01.1906

109 Diário de Goa
Diário 16.10.1905 - 22.02.1906

110 O Imparcial
Semanal 5.3.1906 a 18.8.1906

111 O Pygmeu
Diário 04.02.1908 - 31.12.1909

112 Heraldo
Diário 21.05.1908 até hoje

113 O Ariano
Semanal 16.07.1908 - 27.12.1911

114 O Futuro
Semanal 11.04.1909 - 12.01.1917

115 O Commércio
Diário 01.10.1909 - 30.12.1912

116 O Debate
Semanal 03.04.1911 - 16.02.1921

117 O Popular
Semanal 04.10.1911 - 20.05.1912

118 O Povo
Bisemanal 26.7.1912 - 12.02.1913

119 Students’ Progress
12.09.1912 a Agosto de 1914

120 Jornal da Índia
Semanal 14.03.1913 - 26.08.1913

121 Boletim do Commércio
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122 A Pátria
Semanal 06.08.1913 - 29.10.1914

123 Rebate
Semanal 01.10.1913 - 12.06.1914.

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Semanal 17.11.1913 - 22.09.1917

125 Jornal do Povo
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Ed. c.Conc. 07 10.1929
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662 LUÍS FILIPE NERY COLAÇO (29/01/1944)

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Luís Filipe Nery de Sousa Colaço nasceu no Huambo, Angola, filho de Luís Filipe Frederico Colaço e neto do Dr. Frederico Guilherme Colaço, médico e farmacêutico, morador na Rua Abade Faria em Margão. A sua mãe era natural de Coimbra.

Cumpridos os primeiros estudos primários e secundários em Angola, segue as pisadas de seu pai e forma-se em Coimbra, na área da Engenharia Civil de onde completa a sua formação com pós graduações em Física (Universidade de Aix-Marselha, França), Demografia, com Distinção (Universidade Católica de Louvaina, Bélgica), MSc. em Demografia, com Grande Distinção (Universidade Católica de Louvaina, Bélgica), e
Especialista em Investigação Demográfica e Social (Social Development Center, Universidade de Chicago, USA).

Durante o período estudantil início um percurso artístico paralelo que começa com a sua participação enquanto guitarrista, no mítico grupo de Coimbra, Conjunto Universitário Os Álamos, percursores do rock and roll em Portugal. Colabora posteriormente com a sua guitarra, na composição e em gravações de músicas e letras de Zeca Afonso, Adriano Correia de Oliveira, Nuno Filipe, Manuel Alegre e Rui Pato.

Foi diretor de promoção da editora Sonoplay e torna-se apresentador e realizador de vários programas no Rádio Clube Português. Foi cronista no jornal Diário de Notícias.

Voltando a sua terra natal, Luís Filipe Nery Colaço irá ocupar um extenso rol de importantes cargos académicos e diretivos, empresariais ou em colaboração com o estado angolano dos quais destacamos apenas algumas:

Professor Titular da Universidade Agostinho Neto (aposentado), investigador internacional no Centro de Estudos Estratégicos de Angola – CEEA, assistente graduado de Análise Matemática e Estatística matemática da Universidade de Luanda, conselheiro e consultor da empresa brasileira Sensus Data World para as Pesquisas Eleitorais de Angola, diretor executivo da Consensus – consórcio angolano e brasileiro de pesquisas de opinião, coordenador técnico de projeto do
Instituto Nacional de Estatística do Ministério do Plano de Angola, administrador da CUCA- Companhia União de Cervejas de Angola S.A. Esteve ligado a várias empresas do ramo dos cimentos, betão e tijolos. Colaborou ainda em Angola com a UNICEF e a Agência Sueca para o Desenvolvimento, na área da Estatística.

Durante o tempo em que permaneceu em Angola, foi director do departamento de rádio do MPLA (Programa Angola Combatente), director da Rádio Voz do Povo (ex-RCP), colaborador da Revista Notícia, do caderno Artes e Letras, Cronista do Jornal de Angola e do Novo Jornal.

Luís Filipe Colaço foi ainda investigador estagiário do Centre National de Recherche Scientifique (CNRS) no Laboratoire de Physique de Marseille (França) e professor auxiliar de Análise Matemática e Álgebra Linear na Faculdade de Ciências da Universidade de Argel.

 

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