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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

634 RANGOON, BIRMÂNIA, 1961

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Esta cidade foi o lar de uma proeminente comunidade Goesa ainda durante o Raj Britânico. Do seu legado material e imaterial permanecem vários edifícios emblemáticos entre os quais a Farmácia De Souza, pertença de E M.de Souza, ao tempo um dos maiores empresários da cidade. 

 

Este edifício ainda está de pé na Maha Bandula Road (ex 475 Dalhousie Street), a oeste do Pagode Sula (ao fundo), e alberga hoje os Correios e Telecomunicações de Myanmar. O pórtico do edifício visível na foto desapareceu, entretanto.

 

"YOU CAN RELY ON De SOUZA FOR THE REAL MEDICINE"

 

"This postcard from 1961 is of the once-prosperous De Souza Pharmacy building. This building is still standing in Mahabandoola Road (old address was 475 Dalhousie Street), just west of Sule Pagoda. It is now occupied by the Accounts Division of Myanmar Posts and Telecommunications. The postcard was printed before 1964, as the Maung Ko & Bros Watch showroom was still there then. On the opposite side would be the A Swe Daw watch showroom. The signs on the De Souza building read, “You can rely on De Souza for the genuine medicine.”

 

Rangoon was once home to a community of Goans (from then-Portuguese Goa). De Souza Pharmacy was one of the biggest Goan businesses in the city. Unfortunately, the portico on the building was demolished. There was a dental clinic run by Mr de Souza in the building where my parents use to take me for my dental check-ups or treatment up till 1963, after which Mr de Souza had to close his clinic and leave the country. Back then, Dr/Mr de Souza’s dental clinic was the best in Yangon.

 

In the Rangoon Times (1912) this building is listed as ‘E.M, de Souza & Co. / 271 Dalhousie Street & Maung Tawley Street.’ Dalhousie Street is now Mahabandoola Road, and Maung Tawley Street is BoSanPet Street."

 

Harry Hpone Thant / Bob Percival

GOESES

 

633 «IMPROVÁVEL», de ANTÓNIO ROCHA PINTO

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“IMPROVÁVEL"

 

É o título do primeiro romance de António Rocha Pinto, de 60 anos, engenheiro civil. Publicado pelas edições Toth, o romance baseia-se na história da família do autor. 

 

Como o autor nos conta, é uma história, tão improvável quanto verdadeira, de um clínico goês, que aderiu ao comunismo, que se bateu pelos “rojos” na Guerra Civil de Espanha e por fim foi médico de Salazar. 

 

Improváveis também, para mais nessa época, os casamentos de amor de dois irmãos goeses, um com uma holandesa e outro com uma beirã, ao arrepio da tradição indiana de casamentos combinados entre as mães dos noivos. Tão improvável como um homem e uma mulher, em meados do século XX, aguardarem 13 anos à distância de dois continentes, a oportunidade de casarem, adianta o autor. 

 

“Improvável” conta a história da confluência de mundos separados por milhares de quilómetros, e do cruzamento de culturas que uniu Cláudio a Anna, e César a Julieta.

 

ANTÓNIO ROCHA PINTO

António Rocha Pinto nasceu em Lisboa, em 1960, mas tem as suas raízes familiares maternas e paternas, respetivamente, na Covilhã e em Goa. 

 

Passou a sua juventude em Santarém onde ainda vive. Engenheiro civil formado no ISEL, com pós-graduações em Urbanismo e em Gestão, exerce a profissão desde 1982, em conjugação com atividades e participação cívica e sociocultural e com responsabilidades em instituições do Terceiro Sector. 

 

Exerce funções dirigentes na função pública, foi vice-provedor da Santa Casa da Misericórdia de Almeirim e presidiu ao Clube de Santarém. 

 

Dos pais lhe terá vindo a paixão pelas leituras. Iniciou-se na escrita com a publicação digital de contos – nas redes sociais e no blogue https://quemcontadoiscontos.blogs.sapo.pt/.

 

 

632 JOSÉ ALBANO DE SOUZA (1878) e JOSÉ LEÃO DE SOUZA (1919)

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Pai e filho foram a seu tempo, dois de entre os vários Goeses que ocuparam a presidência da Câmara Municipal de Bombaim, a maior cidade indiana.

O Dr. José Albano de Souza foi Mayor de Bombaim entre 1946 e 1946.

Foi também membro da Assembleia Constituinte enquanto representante daquela megalópole durante a elaboração da Constituição da União Indiana, além de seu deputado no primeiro parlamento eleito da nação recém independente.

José Albano de Souza foi ainda Membro e Chairman da Comissão de Saúde Pública por três períodos.

Era natural de Calangute, Goa, Índia Portuguesa.

O Dr.José Leão de Souza, nasceu em Bombaim, e foi Prefeito daquela cidade, entre 1967 e 1968.

Ao contrário do seu pai que tinha sido designado para o cargo, Leão de Souza foi eleito através de uma eleição aberta.

Leão de Souza começou a sua vida autárquica em 1952, e em 1961 trabalhou para o Comité para a Educação, onde iniciou o projeto de Leite Gratuito para as Escolas Primárias.

Enquanto Mayor, de Souza irmanou Bombaim com outras cidades tais como Estugarda, Dresden, Yokohama, , Londres, Roma, Leningrado e Los Angeles.

Em 1975 tornou-se o primeiro Goês a ser designado ministro do Estado de Maharashtra e em 1980 representou aquele estado na Câmara Alta da União Indiana até 1986.

Recebeu o prémio Dr.B.C.Roy pelo seu serviço público.

O Dr. José Leão foi também um afincado desportista, e enquanto católico, desempenhou serviços relevantes a comunidade católica de Bombaim.

Faleceu em Goa aos 87 anos de idade.

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