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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

ALFREDO OSÓRIO DOS ANJOS

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ALFREDO OSÓRIO DOS ANJOS, natural de Salcete em 1926, formou-se em Farmácia na Escola Médica de Goa e em Letras. Mas foi com a especialização em Matemáticas Modernas que deixou a sua marca em Portugal. Ensinou nos liceus Pedro Nunes, Gil Vicente e de Lourenço Marques. A sua bibliografia tem feito parte da vida dos estudantes portugueses nas últimas décadas. Faleceu em Lisboa onde residia.

619 Padre ALEIXO XAVIER DE MARIA CORDEIRO (1916)

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"Com um distinto Curso Teológico de Rachol (1936), ordenado Padre (1938), foi autorizado a fazer um doutoramento em Roma, desistindo da intenção face á II Grande Guerra, rebentada em 1939.

 

Fixou-se no Patriarcado de Lisboa, onde foi capelão de Palma (1941/45), professor no Seminário de Almada (1945/46), Capelão no Sanatório da Ajuda (1956), Pároco de Carcavelos (1970) e Vigário do Termo de Lisboa (1972).

 

Em 1974/75 regressou a Goa e dali voltou para a Casa Paroquial de Carcavelos.

 

Seu busto em bronze foi colocado no Centro Comunitário de Carcavelos (1999), por ele fundado em 1981 e a Junta de Freguesia de. Carcavelos atribuiu seu nome a uma importante via pública de Carcavelos [Passeio Padre Aleixo Cordeiro].

 

Faleceu de provecta idade, nos primeiros anos de 2000."

 

por Domingos Soares Rebello

618 Padre OLEANDRO VICENTE FRANCISCO MENEZES (1925)

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por Domingos Soares Rebelo

 

"Desde remotos anos a recordação dos mortos se evidenciou como um dos mais expressivos símbolos do grau de evolução dos povos na esteira da História da Humanidade. Assim, a evocação dum conterrâneo falecido com o rol de excelsas virtudes e de grande saber é quase um dever cívico que se nos impõe para apontá-lo às gerações novas e vindouras como um exemplo digno de imitação. Eis a razão deste meu modesto in-memoriam dedicado ao ilustre conterrâneo, Padre Oleandro Vicente Francisco Menezes, falecido aos 18.09.2006 na provecta idade de octogenário.

 

Consta que Oleandro Menezes viera a este mundo aos 22.05.1925 no seio duma família cristã de Loutolim, Salcete (Goa) e que, após os estudos primários, provavelmente acabados na aldeia natal, se enveredara nos estudos eclesiásticos dos Seminários de Saligão e de Rachol findos os quais ele recebera as Ordens Sacras de Presbítero aos 17.10.1950.

 

Pouco depois, em 1955, na designação de Mons. Altino Ribeiro Santana como o 1º Bispo da Diocese de Sá da Bandeira (Angola), Oleandro Menezes e meia dúzia dos seus colegas-sacerdotes, seguiram o Antístide até à África Ocidental para servir o novo Bispo. 

 

Padre Oleandro Menezes demorou na dita Diocese de 1956 a 1962, provavelmente regressando à terra do seu berço natal em 1963.

 

Decorridos 3 lustros, Padre Oleandro Menezes fora indigitado pela Arquidiocese de Lisboa para assumir o múnus de Vigário da Paróquia de Nossa Senhora da Conceição onde se manteve, de 1976 a 1992, assinalando-se como o Vigário de Turquel, com mais longos anos após o Padre Pedro Vicente Ribeiro (1984/87) Vigário de Turquel de 1980 a 1987.

 

De Turquel, Padre Oleandro Menezes foi servir outras paróquias diocesanas como a Igreja de São João-Porta de Lisboa e, já nos fins da vida, como Vigário de Caldas da Rainha.

 

Grande foi a dedicação e o carinhoso afecto votados pelo Padre Menezes à Paróquia de Turquel e aos seus paroquianos como se infere do facto de ele ter nas disposições testamentárias, providenciando um legado de 2.000 contos à Paróquia e manifestado o desejo dos seus restos mortais baixarem ao Cemitério da Vila de Turquel.

 

A estima e a veneração granjeados pelo Padre Oleandro Menezes foram de tal ordem que provocaram certa admiração até mesmo na vizinha freguesia da Benedita. Dois conceituados correspondentes do mais antigo jornal alcobacense e de orientação Católica - O ALCOA, Alcoabaça, Ano LXI, Nº 2143, de 12.X.2006 - dedicaram seus insuspeitos testemunhos à benquista memória do benfeitor turquelense, em prosa (de Acácio Lopes Ribeiro, de Turquel e em verso (de Hermínio, da Benedita) que os interessados poderão consultar em apreciação das préstimas qualidades da sua bela alma de católico e português, vindo para radicar-se em Turquel na vida e na morte, deixando a terra natal de Goa.

 

Embora domiciliado em Alcobaça desde meados de 1980, infelizmente nunca tive o ensejo de conhecer a pessoa do ilustre conterrâneo como Vigário de Turquel. Isto porém não impede que dedique o presente IN MEMORIAM a esse exemplar sacerdote num preito de sincera homenagem, com votos que DEUS lhe dê o eterno descanso em recompensa da sua labuta na Vinha do Senhor na Índia, em Angola e em Portugal."

Fotos de Linette Barreto

 

617 LINETTE BARRETO, por Marco Valle Santos

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"Faleceu no dia 15 de janeiro de 2021 vítima de Covid-19, Maria Linette Filomena Selda Barreto, goesa, filha de Agostinho Blásio Horácio Barreto e Selda Genelina da Costa Lopes. 

 

Era neta de José Sebastião da Piedade Barreto e Luisinha Clementina Ubelina Rosinha Fernandes Barreto pelo lado do pai e de Augusto Gambeta Manoel Mousinho Lopes e Maria Aurora Zulema Amália Quitéria Filomena Lopes de Noronha da Costa pelo lado da mãe. 

 

Nascida em 20 de Setembro de 1948 em Pangim, Goa, Estado Português de India, era residente na cidade da Beira em Moçambique com a família desde os 4 anos de idade, território onde seu pai se estabeleceu com o primeiro cinema itinerante de Moçambique, que infelizmente teve de deixar por complicações de saúde relacionadas com a doença parasitária grave, comum na região, a bilharziose.  

 

Linette Barreto cresceu no seio de uma família feliz até aos seus 10 anos, altura em que seu pai faleceu por complicações de saúde. 

 

Recaiu então sobre a mãe, Selda da Costa Lopes, mulher de armas, a difícil tarefa de criar dois filhos, contando apenas com o seu próprio esforço prestando serviços de modista. 

 

Foram anos de bastantes dificuldades, que levaram a jovem Linette a concorrer e entrar para o Banco Nacional Ultramarino (BNU) com apenas 18 anos. 

 

Passou pelos anos anos 60 e 70, de intensas transformações sociais e culturais, com grande influência da cultura americana de bailes, coca-cola e rock & roll, dos clubes de fãs dos Beatles e Elvis Presley aos quais fervorosamente pertenceu. 

 

Cruzou-se no liceu com figuras conhecidas da nossa sociedade como as manas Jardim, Yolanda Noivo, entre outras. 

 

Esta fase da sua vida culminou com a participação no concurso Miss Moçambique 1972. Foi uma das primeiras goesas a participar num concurso de misses, onde foi eleita Miss Radio e Televisão de Moçambique, tendo sido escolhida pela sua beleza e “ar" exótico, para se incluir no grupo de misses que veio a Lisboa numa campanha de charme do Estado Português. 

 

Apareceu nessa altura na RTP a ser entrevistada pelo conhecido apresentador Henrique Mendes e muitos serão os portugueses residentes na altura em Moçambique, que ainda se recordarão da sua indelével participação. 

 

Não voltou a participar em eventos do gênero, pois dedicou-se a criação dos três filhos e ao seu trabalho como caixa do BNU de Tomar onde trabalhou até à reforma.

 

Os seus últimos anos foram marcados por um infeliz avanço do Alzheimer, mas o seu doce sorriso acompanhou-a sempre até ao fim, iluminando o dia de quem quer que a conhecesse."

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