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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

601 FAÍZA HAYAT (1975)

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Faíza Hayat é uma escritora que nasceu em Lisboa, filha de mãe portuguesa católica, e pai muçulmano goês. 

 

Assina há vários anos uma crónica na revista XIS, de nome Conversas com o Espelho. 

 

Tem contos publicados em diversas revistas espanholas (atualmente faz mestrado em Antropologia em Barcelona onde reside) e portuguesas. 

 

O Evangelho Segundo a Serpente é o seu primeiro romance e a sua obra é marcada pelo hibridismo cultural resultante das influências europeia e oriental

 

A compilação das suas crónicas num volume intitulado Conversas com o Espelho será igualmente publicada em breve pela Dom Quixote.

600 CARLOS DA PENHA GONÇALVES

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Carlos Augusto Gomes Barbosa da Penha-Gonçalves é um cientista português de ascendência portuguesa e goesa.

 

Tirou a Licenciatura em Medicina Veterinária, Universidade Técnica de Lisboa em 1984.

 

Tenente-Coronel Médico Veterinário, chefiou o Laboratório de Defesa Biológica do Exército.

 

Fez Mestrado em Biologia Molecular na Universidade Nova de Lisboa, em 1992 e o Doutoramento em Imunologia na Umeå University, Suécia, em 1999.

 

Conseguiu a Agregação em Ciências Biológicas, Universidade de Lisboa, em 2007.

 

Atualmente é Investigador Principal do Instituto Gulbenkian de Ciência.

 

Carlos da Penha Gonçalves é neto do conhecido escritor goês, Mariano Gracias.

GEOGRAFIAS

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Se «Goa, Damão e Diu» fosse hoje um Estado Independente, existiriam no mundo 28 outros países mais pequenos em termos territoriais, nos cinco continentes. 

 

Desses 28, apenas um, Singapura, teria mais população do que Goa, com os seus 5,6 milhões de habitantes.

 

De entre os países europeus, Luxemburgo, Malta, Liechtenstein, São Marino, Vaticano, Andorra e Mónaco, apenas este último possuiria costa marítima (1984 metros), mas que em Goa se extenderia por mais de 100 quilómetros.

 

O ponto mais alto de Goa, o Monte Songosor, a 1167 mt de altitude, seria apenas superado por Andorra, até ao Pic del Comapedrosa (2942 m).

 

Goa possuiria cinco principais rios, o Mandovi, o Zuari, o Terekhol, o Chapora e o Rio do Sal, mais de quarenta ilhas estuarinas, oito ilhas marinhas e dezanove ilhas de rio. O Estado do Vaticano não possuiria nem ilhas, nem rios.

599 AUGUSTO DA PENHA GONÇALVES (03/07/1915)

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Nasceu em Pangim, fez-se Bacharel em Direito (1938) e formou-se em Ciências Jurídicas (1939) pela Universidade de Lisboa.

 

Integrou-se na magistratura do Ministério Público em Portalegre e em Fronteira. 

 

Foi transferido para Luanda e Lourenço Marques.

 

Foi juiz no Quanza (1951) e depois no Bié e em Luanda (1956/58).

 

No processo, percorreu os lugares de Delegado do Procurador da República, Juiz de Direito, Procurador da República substituto e Juiz Desembargador do Tribunal da Relação de Luanda.

 

Foi Procurador a Câmara Corporativa, e ainda deputado a Assembleia Nacional na X Legislatura (1969/73).

 

Deixando a magistratura, estabeleceu-se advogado na capital da província de Angola.

598 ASSIS MILTON OVÍDIO RODRIGUES (27/09/1942)

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Assis Milton Ovídio Rodrigues nasceu a 27 de Agosto de 1942, na Cidade de Pangim, capital de Goa, onde frequentou a escola primária. Estudou na People’s High School (Bombaim) até ao sexto ano, altura em que a visão deixou de lhe permitir ler livros e fazer os seus trabalhos.

 

Depois da anexação de Goa pela Índia, veio para Portugal; fez a sua reabilitação na Fundação Sain e ingressou na Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa onde frequentou o curso de Germânicas.

 

Em 1969, interrompeu os estudos e rumou para Moçambique, fixando-se na Cidade da Beira. 

 

Em 22 de Julho de 1969, fundou, na cidade da Beira, o Instituto Assis Milton, a primeira Instituição moçambicana vocacionada a prestar apoio aos deficientes visuais para a sua educação, reabilitação e formação profissional.

 

Regressou a Portugal em 1976; em 1984, concluiu a Licenciatura em Línguas e Literatura Modernas pela Universidade Clássica de Lisboa.

 

Em 1980, fundou a #APEDV (Associação Promotora do Emprego para Deficientes Visuais) vocacionada para a formação profissional de deficientes visuais e sua colocação no mercado do trabalho.

 

Assis Milton publicou o livro “Estrelas no meu Céu Escuro” que foi lançado durante o Seminário Comemorativo dos 25 anos da APEDV que se realizou no dia 30 de Setembro de 2005, na Biblioteca Nacional em Lisboa.

 

Assis Milton faleceu no dia 20 de Março de 2006 depois de uma doença prolongada.

 

Por tudo isso merece esta justa homenagem que se traduz neste Prémio Nacional de Textos Inclusivos.

 

Autor do Texto: Rafael Calandou

 

Assis Milton Rodrigues formou-se em Germânicas pela Universidade de Lisboa e especializou-se na formação para invisuais em Londres, Birmingham e na Alemanha.

597 Dr. XÊNCORA RAMACHONDRA SINAI NADKARNI (1900)

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O Dr Xêncora Ramachondra Sinai Nadkarni nasceu em Pangim, no ano de 1900.

 

Em 1920 vem para Portugal onde se forma em Medicina, Direito, e em Contabilidade.

 

Exerce vários cargos de destaque e vamos encontrá-lo enquanto membro da Comissão Oficial, na Exposição Colonial de 1934, na cidade do Porto.

 

No final dos anos 40 encontra-se no Algarve, mais precisamente na aldeia de Alte, alcandorada nos contrafortes da serra algarvia, a exercer medicina, onde conquista o carinho da população local.

 

Parte depois para a cidade de Faro, onde lecciona na Escola Tomás Cabreira, e onde ganhará também ali, a estima e a consideração dos locais.

 

Entretanto contrai matrimónio com a Sra.Paulina Fortes, natural de Évora, da qual surgirá descendência, nomeadamente Surendra Xêncora Fortes Nadkarni, pai de Luís Teixeira Nadkarni, seguidor desta página.

 

O Dr. Xêncora faleceu em Faro, no ano de 1957. 

 

Deixou no entanto, além de descendência, um lastro de serviço a comunidade que não foi esquecido até os dias de hoje pela população, em especial a mais idosa, como comprova o seu retrato pintado pelo artista Daniel Vieira que pode ser visto e apreciado na Casa do Povo de Alte, 63 anos após o seu falecimento.

 

Também ganhou a estima de políticos algarvios, como é o caso do Dr.Luís Filipe Madeira, figura de destaque do Partido Socialista e pai da deputada Jamila Madeira.

 

foto cedida por Luís Teixeira, neto do Dr.Nadkarni.

596 ANTÓNIO ALEIXO DE SANTANA RODRIGUES (04/07/1887)

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"Com estudos liceais, formou-se pela Escola Médico-Cirúrgica de Goa (1910) e pela Faculdade de Medicina de Lisboa (1919), diplomando-se ainda pela Escola de Medicina Tropical.

 

Como Assistente voluntário, depois especializou-se em Otorrinolaringologia na dita Faculdade.

 

Foi Tenente-Médico miliciano durante a 1°Guerra Mundial, depois Assistente na Faculdade de Medicina de Lisboa e do Instituto de Medicina Legal de Lisboa, Professor de Medicina Legal na Escola Médico-Cirúrgica de Goa e Chefe de Clínica do Instituto de Medicina Legal.

 

Por diversas vezes deu lições de Medicina Legal aos alunos de Direito e de Medicina.

 

Participou em vários encontros e congressos médicos, nacionais e internacionais, bem como em Congressos de Medicina do Trabalho e no XVII Congresso Internacional dos Orientalistas.

 

É vasta e variada a sua bibliografia em português, francês e inglês, desde 1919 a 1952."

 

em Dicionário de Goanidade, de Domingos Soares Rebelo.

473 Juiz Adv. ANTÓNIO TAUMATURGO PEREIRA (15/01/1872)

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António Taumaturgo Leonardo Leão Aloisio dos Reis Alemão Pio Pereira era natural de Velção, Salcete, Goa, 

 

Após o Liceu onde estudou Retórica, Latinidade e Filosofia, matriculou-se em Coimbra, na Faculdade de Direito tendo completado o curso juntamente com o seu primo Bragança Pereira e com Cunha Gonçalves. 

 

Em 1907 foi Magistrado no Ministério Público e Judicial na Província de Moçambique e em Goa. 

 

Taumaturgo Pereira foi durante dezasseis anos Procurador da República Portuguesa, provavelmente a pessoa a desempenhar durante mais tempo a função, entre 1929 e 1945. 

 

Para além da notável carreira pública, o Desembargador desempenhou diversos cargos de interesse e protagonismo cívico.

595 Bispo Dom MATHIAS FERNANDES (04/11/1917)

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Dom Mathias Fernandes foi um padre católico de origem goesa, indigitado bispo de Mysore de 16 de novembro de 1963 até a sua morte em 9 de maio de 1985.

 

O seu mandato como bispo foi marcado pelos seus esforços para melhorar o nível educacional dos jovens carenciados, e pela introdução na sua jurisdição episcopal de uma série de ordens religiosas destinadas a coadjuvá-lo nesse desiderato.

 

Mathias Fernandes nasceu a 4 de Novembro de 1917, no seio de uma família de gãocares da aldeia de São Matias, na ilha de Divar, em Goa.

 

Foi seminarista no Seminário de Rachol e ordenado sacerdote em 26 de outubro de 1944.

 

Tornou-se pároco da Catedral de Santa Filomena da Diocese de Mysore, Índia, em 16 de novembro de 1963.

 

Consagrado Bispo de Mysore em 3 de fevereiro de 1964, foi o primeiro industânico a ocupar a dita função.

 

No exercício das suas funções pastorais, D. Mathias assistiu a duas sessões - três e quatro - do Concílio Vaticano II.

 

Morreu de septicemia em 9 de maio de 1985 enquanto ocupava o cargo de Bispo de Mysore e está sepultado na Catedral de Santa Filomena, naquela cidade.

 

APOIANDO A FORMAÇÃO ESCOLAR

O Bispo Fernandes consagrou os seus esforços em dotar a diocese de Mysore de escolas e respectivos meios financeiros, o que abrangia, não apenas a cidade propriamente dita como as cidades circundantes dentro da sua jurisdição.

 

Para isso chamou e contou com o apoio de diversas ordens eclesiásticas como as Irmãs Ursulinas, as Carmelitas Apostólicas, da Congregação das Irmãs da Florzinha de Betânia que abriarm escolas primárias femininas, ou as Irmãs de Notre Dame que abriram uma escola secundária.

 

Também com o apoio das Little Sisters of the Poor abriram um lar para idosos em Mysore

 

Dom Fernandes apoiou ainda a fundação do St. Joseph's College of Education, colégio esse masculino.

 

Assim como seu antecessor, Dom René Feuga, Fernandes foi também um patrono do St. Philomena’s College em Mysore.

 

A Escola São Matias de Mysore foi criada em memória de D. Fernandes.

 

GOVERNAÇÃO ECLESIÁSTICA

Logo após a sua consagração, o bispo Fernandes ergueu uma estrutura para uma igreja em Malavalli, uma cidade no distrito de Mandya, dedicada a São Matias, padroeiro da sua aldeia natal.

 

O Bispo conseguiu também persuadir a Família Real de Mysore a vender a propriedade de Rani Thota aos Carmelitas Descalços da Província de Manjummel, onde se estabeleceram em 1962.

 

Permitiu também que as Irmãs Ursulinas Franciscanas fundassem o Convento Christu Raj, em Hanur, em 11 de junho de 1979.

 

Ainda em 1979, o bispo solicitou à congregação de Betânia que estabelecesse um convento em Kutta, no distrito de Coorg (hoje Kodagu), para atender às necessidades educacionais e pastorais locais. Este foi inaugurado como St. Mary Como Convent em novembro de 1981.

 

Em 1984, o Bispo Fernandes convidou a Congregação das Irmãs de St. Anne, Bangalore, para iniciar uma nova fundação em Pushpagiri, Belvathagrama, cerca de 7 km da cidade de Mysore, inicialmente para administrar a Escola Primária Kannada existente, pertencente à paróquia e para ajudar nas atividades paroquiais. Isso levou ao estabelecimento do Convento de Santa Ana, na referida aldeia.

 

DIÁLOGO ECUMÉNICO

O bispo Fernandes ficou conhecido por ter iniciado e guiado o projeto de produção da primeira Bíblia na língua Kannada, concluído em 1998. 

 

A sua rede de amizades pessoais e institucionais também se espalhou por pessoas de outras religiões.

594 SÍLVIA SILVEIRA DE BRAGANÇA (04/10/1937)

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Faleceu no último dia 22 e isso foi notícia na mídia, um pouco por todo o mundo, mas particularmente em Moçambique, Portugal, passando por Goa e pela Índia. 

 

A pintora e pedagoga luso-moçambicana Sílvia Silveira de Bragança morreu na segunda-feira, aos 83 anos, em Goa, na Índia, indicou hoje à agência Lusa fonte da Sociedade Nacional de Belas Artes (SNBA).

 

Nascida em Goa, em 1937, onde teve a sua primeira aprendizagem na pintura com o professor Ramachondra Naique, Sílvia de Bragança foi professora primária durante cinco anos, e depois em Lisboa no ensino médio.

 

Participou em exposições em Lourenço Marques, atual Maputo, capital de Moçambique, incentivada pelo professor e pintor António Quadros.

 

Sílvia de Bragança fez o curso de Pintura da Escola Superior de Belas Artes de Lisboa entre 1962 e 1966, foi bolseira da Gulbenkian, distinguindo-se "pelo seu pensamento divergente e pela busca das linguagens plásticas não oficiais, na mesma geração de Gil Teixeira Lopes, Rocha de Sousa, Francisco Aquino, Elisabete Oliveira", recorda a SNBA.

 

Realizou uma dezena de exposições individuais entre 1971 e 2000, com obras num estilo caracterizado pelo uso de diversos materiais, como folhas de metal, numa primeira fase, depois os tecidos em renda, e, por último, a poesia escrita, inserindo a sua busca dos materiais acessíveis nos países emergentes.

 

A artista integrava o Conselho Mundial INSEA/UNESCO (Sociedade Internacional para a Educação pela Arte/Organização das Nações Unidas para a Educação, a ciência e a Cultura).

 

A pintora chegou a ter problemas em Moçambique, por, nas décadas de 1960 e 1970, criticar "a opressão colonialista".

 

Na primeira exposição individual, em Moçambique, em 1971, numa visita, o filósofo e professor Agostinho da Silva, aconselhou-a: "Não fales, os teus trabalhos dizem tudo. Podes ser presa".

 

Foi cofundadora da Associação dos Artistas Portugueses, no pós-25 de Abril.

 

Desde 1968, realizou 15 exposições individuais e 50 coletivas na Ásia, Europa e África, com obras multiculturais inspiradas em temas como a guerra e a paz, a opressão e a liberdade, e outros valores universais.

 

A sua vida decorreu entre Lisboa, Goa, e Maputo, onde criou raízes, e onde casou com Aquino de Bragança (1924-1986), um dos mais proeminentes historiadores goeses, destacada figura anticolonialista, falecido no desastre de aviação que vitimou Samora Machel.

 

Sílvia de Bragança homenageou-o em 2017 com uma exposição na Associação 25 de Abril, onde interveio numa conferência com Vasco Lourenço e Pezarat Correia.

 

https://24.sapo.pt/atualidade/artigos/morreu-a-pintora-e-pedagoga-silvia-silveira-de-braganca

593 PADRE FRANCISCO DE SOUSA (1630)

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Da página «A Terra de Santa Cruz»

O Jesuíta, Inquisidor e Poeta Baiano conhecido como "O Camões de Itaparica" 

 

O Padre Francisco de Sousa (1630-1713) nasceu na Ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos, filho de ricos senhores de Engenho da Bahia, de acordo com seu biógrafo, José Maria da Costa e Silva, tinha sangue Tupi, pois sua família se misturou com descendentes da Índia Catarina Paraguaçu.

 

Um leitor ávido de "Os Lusíadas" de Camões o jovem Francisco de Sousa tinha pretensões de se tornar poeta e missionário no Oriente, Quando tinha 19 anos de idade em 1649 seu Pai então lhe mandou estudar em Goa, na Índia Portuguesa, onde ingressou na Companhia de Jesus. Longo depois estudou no Colégio dos Jesuítas de Lisboa onde ganhou fama de grande orador.

 

Em 1665, Francisco de Sousa se tornou vigário da Igreja de Nossa Senhora das Neves na Ilha de Salsete na Índia Portuguesa. Logo depois foi convidado para ser Inquisidor de Salsete a fim de combater o Cripto Hinduísmo entre os católicos da índia que praticavam aspectos da Religião Hindu em Segredo. Anos depois partiu para Goa onde fez os seus estudos de Letras, Filosofia e Teologia. Por ordem do padre-geral da Ordem, Tirso Gonzalez, empreendeu a narração da Historia dos trabalhos dos jesuítas no Oriente, de que publicou dois volumes em 1710 com o título de "Oriente conquistado a Jesus Cristo pelos Padres da Companhia de Jesus da Província de Goa". E desta obra a curta citação que se inclui e que refere a primeira embaixada ida de Macau a Chaoquim, em 1582, sendo um dos Primeiro Livros da História dos portugueses na Índia e em Macau.

 

Além de seus méritos como historiador, o Padre Francisco de Sousa também era conhecido como poeta, sendo chamado de "Camões de Itaparica" por sua extensa obra de poesias. Em 1710, ja idoso escreveu uma das primeiras poesias com a temática do Descobrimento do Brasil pelos portugueses: "Em hum Vasto me Achei, e novo Mundo. De nós desconhecido, e ignorado, em cujas praias bate um mar profundo, O clima alegre, fertil e jacundo, e o chão de árvores muito povoado, Pássaros muitos de Diversas Cores, Ali Sempre Continua a Primavera"

 

Padre Francisco de Sousa morreu em Goa em 1713, sendo enterrado na Basílica do Bom Jesus de Goa. 

 

Fonte: Ensaio biographico-critico sobre os melhores poetas portuguezes, Volumes 7-8 Por José Maria da Costa e Silva/Memorias Para A Historia De Portugal, 1736

592 FABIAN PEREIRA E O CARROM

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Carrom ou Carom é um jogo de tabuleiro muito popular na Ásia, particularmente na Índia e Ásia do Sul. É também conhecido pelo nome de "Bilhar Indiano".

 

A sua lógica é muito semelhante ao «snooker», porém sem o auxílio do chamado taco. É jogado com os dedos sobre um tabuleiro de 74x74 centímetros.

 

Joga-se contra um adversário simples ou em pares.

 

A sua origem continua obscura, havendo várias sugestões como os Marajás da Índia, a Birmânia, o Egito, Etiópia ou Portugal.

 

Entretanto, como em outros jogos tais como o Badminton (Poona) ou o Pólo equestre, o Carrom foi importado pelos britânicos, espalhando-se posteriormente por alguns país europeus como a França, Polónia, República Checa, Suíça, Suécia, Alemanha e também Canadá e EUA, não sendo popular em Portugal.

 

É neste contexto que surge Fabian Pereira, nascido em Goa, e que radicado em França, adere ao Club de Carrom de Viliers, em Paris. 

 

Demonstrando grande habilidade, vem a ganhar vários torneios franceses e de outros países, tendo sido Campeão Francês em 2006, 2008, 2010 e 2012, assim como Vice Campeão em 2005, 2009, 2016 e 2018.

 

Fez parte da seleção francesa, campeã europeia de 2018.

 

Venceu em 2018, o Torneio de Neully-Sur-Marne e o Torneio La Mer Sur Seine.

 

Dos torneios franceses fazem parte ainda, Renato Felizardo e Francisco Fernandes (Vice Campeão Francês de Carrom em 2020, 6° em 2019 e 5°em 2018), ambos goeses.

591 VINCE CABLE E OLYMPIA REBELO (1968)

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Ele, um alto funcionário do aparelho estatal britânico, ela, uma goesa da classe média do Quénia.

 

Protagonizaram em Nairóbi um badalado e inusitado enlace, numa altura em que a separação racial era tabu e norma vigente.

 

A rejeição ao casamento não veio apenas do entorno social, mas de ambos os pais do casal. Porém no caso do pai de Vince, um homem da classe operária, a rejeição foi total, até depois do nascimento dos três filhos do casal.

 

Anos mais tarde, ele os procurou, tendo então a relação normalizado e Olympia se tornado numa grande amiga dele.

 

Certo é que o casamento foi muito feliz e durou por 30 anos, até ao falecimento de Olympia Rebelo, de cancro do peito em 2001.

 

Cable estudou economia em Cambridge e em Glasgow, antes de se tornar Conselheiro Económico do Governo do Quênia nos anos 60 e do Secretariado da Commonwealth nos anos 70 e 80. Durante este período, também lecionou Economia em Glasgow. Mais tarde, foi Economista-Chefe da Shell na década de 90. 

 

Inicialmente membro do Partido Trabalhista, Cable tornou-se conselheiro trabalhista em Glasgow na década de 1970, quando foi conselheiro especial do então Secretário de Comércio John Smith. 

 

Em 1982, entretanto, mudou-se para o recém-formado Partido Social-Democrata, que mais tarde se uniu ao Partido Liberal para formar os Liberais Democratas. Logo foi nomeado porta-voz do Tesouro do Partido Liberal Democrata e, mais tarde, vice-líder em 2006. Cable renunciou aos dois cargos em maio de 2010. 

 

Secretário de Estado para Negócios, Inovação e Competências no Governo de Coligação, perdeu seu assento em 2015, mas depois o recuperou em 2017. Cable teria sucesso na eleição de liderança para substituir Tim Farron, e não teve oposição.

 

Olympia Rebelo conheceu Cable casualmente num hospital psiquiátrico em York, quando trabalhava como enfermeira numas férias de verão. Fez-se Mestra em História pela Universidade de Glásgua em 1976.

 

Vince voltou a casar alguns anos mais tarde.

590 JEAN PIERRE BRAGANZA

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Jean-Pierre Braganza é um Designer de Moda. 

 

De ascendência católica, irlandesa e goesa, Braganza nasceu em Londres e foi para o Canadá ainda criança. 

 

Cresceu em Montreal e depois mudou-se para Toronto ainda adolescente. 

 

Braganza estudou Belas Artes na York University, com especialização em Pintura, voltando para Londres para estudar Moda e Moda Feminina na Central Saint Martin's College of Art and Design, onde trabalhou com Robert Cary-Williams. 

 

Após a sua formatura, foi convidado a participar numa mostra de graduação no Victoria and Albert Museum, e noutra com o designer Roland Mouret.

 

Em fevereiro de 2004, Braganza apresentou a sua primeira coleção completa de moda masculina e feminina na London Fashion Week. 

 

Desde então, viu as suas coleções não só em Londres, mas também em Osaka, Vilnius, Cingapura, Barcelona, ​​Xangai, Sydney e Berlim. 

 

No início de 2008, foi selecionado por Karl Lagerfeld para participar do Projeto Protégé da Australian Wool Innovation, com a sua coleção A/W 08, para um público internacional. 

 

Em 2008, foi também indicado para o Prêmio Têxtil Suíço.

 

Entre os clientes Braganza incluem-se Estelle, Rufus Wainwright, Alison Goldfrapp, os Nine Inch Nails e os Kings of Leon.

 

em https://www.showstudio.com/contributors/jean_pierre_braganza

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