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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

566 Mr. DEMPO (04/02/1916)

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Vasantrao Shrinivas Sinai Dempo foi um industrial e filantropo goês hindu, que fundou o Grupo de Indústrias Dempo.

O negócio de mineração que ele fundou em 1941, cresceu para incluir outras aéreas como a construção naval, alimentos, ferro e aço, educação, viagens e construção civil.

Entre 1961 e 1965, foi em Lisboa, deputado na Assembleia Nacional pelo círculo da Índia Portuguêsa.

Foi também em 1968, o fundador do Dempo S.C., um popular clube de futebol com sede em Pangim, após adquirir o clube local, Bicholim SC.

A Cadeira Reflexiva Vasantrao Dempo, na Tepper School of Business da Universidade Carnegie Mellon, recebeu seu nome e é financiada pelas doações do grupo empresarial.

A Dempo Charities Trust, o braço filantrópico do Grupo administra várias instituições de ensino em Goa.

O governo da Índia concedeu-lhe a quarta maior honra civil, o Padma Shri em 1991.

565 SUNEETA PERES DA COSTA (1976)

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Suneeta Peres da Costa é uma aclamada autora australiana, mais conhecida por seu romance tragicômico Homework (1999) e uma novela, Saudade (2018).

Começou sua carreira como dramaturga e também publica poesia, não ficção e crítica literária.

Suneeta Peres da Costa nasceu em Sydney, Nova Gales do Sul, Austrália, em 1976.
De herança goesa, seu trabalho faz referência a cultura goesa e subcontinental, história, famílias, diáspora e pós-colonialismo. Também escreveu sobre justiça dos requerentes de asilo na Austrália e mulheres e endometriose.

Suneeta formou-se com honras de primeira classe e medalha da Universidade do Bacharelado em Comunicação na Universidade de Tecnologia de Sydney, onde mais tarde ensinou escrita criativa.

Entre seus professores, a quem prestou homenagem, estavam os falecidos Martin Harrison e Glenda Adams. Foi bolsista da Fulbright e recebeu um mestrado em Artes Plásticas pela Sarah Lawrence College, Nova York. Estudou doutorado em James Joyce na Universidade de Sydney.

Carreira
Peres da Costa tinha 23 anos quando seu romance tragicômico Homework, sobre uma família disfuncional de emigrantes Goeses, situada no subúrbio de Sydney, foi publicado internacionalmente pela Bloomsbury.

A obra foi traduzida para o alemão por Rowohlt e selecionado para o Dobbie Literary Award. As suas peças incluem Eu sou uma Ilha, Marca d'água, Canção de Angelina, Crianças vêem tudo, Fogo, Água.

Duas obras biográficas, The Art of Straying (que imagina a última noite na vida do filósofo cultural, Walter Benjamin) e Estranged Muse (da filha de James Joyce) também foram produzidas pela Australian Broadcasting Corporation.

A sua novela de 2018, Saudade, foi selecionada na categoria de ficção dos Prémios Literários do Primeiro Ministro de 2019, os Prémios de Literatura de Adelaide do Festival de 2020 em 2020 e foi finalista do Torneio de Livros 2020 do Field Notes.

"Saudade de Suneeta Peres Da Costa - é uma história maravilhosamente concebida, contada sob a perspectiva de uma jovem migrante goesa que vive com sua família em Angola durante os últimos anos de ocupação portuguesa [...] Saudade é notável pela maravilhosa fluência de sua prosa estilo. Sua história comovente é contada com uma elegância e concisão que exemplificam as virtudes da forma da novela."
Comentários dos juízes, prêmios literários do primeiro-ministro

Os seus escritos apareceram em várias publicações e antologias e trabalhou com a Galeria Nacional de Victoria, a Australian Broadcasting Corporation, o Museu Nacional da Austrália, o Australian Theatre for Young People, o Belvoir St Theatre, o Belvoir St Theatre, a Sydney Theatre Company e a Sydney Review of Books , bem como muitas organizações internacionais.

As suas honras incluem doações, bolsas de estudo, prémios e residências do Conselho de Literatura do Conselho de Artes da Austrália, da Agência de Direitos Autorais, da Asialink Arts, da Colônia de Artes MacDowell, da Corporação de Yaddo, do Bundanon Trust, Varuna - The Writers ' House, Fundação Valparaíso, Create NSW e Marten Bequest.

Foi convidada de muitos festivais de escritores, incluindo a Feira do Livro de Miami, a Stuttgarter Buchwochen, a Longa Noite de Literaturas do Instituto Cervantes, Nova Délhi e o Festival de Escritores e Leitores de Ubud. Atualmente, é membro do Comitêlé de Gestão da PEN Sydney.

Prémios
2020 Field Notes' Tournament of Books, finalista com Saudade
2020 Adelaide Festival Awards for Literature, com Saudade
2019 Australian Prime Minister’s Literary Awards, com Saudade
2017 Woollhara Digital Literary Award, com "A Home in Ananda and the World"
2000 Dobbie Literary Award, com Homework
1997 ABC Ian Reed Foundation Prize para Radio Drama
1996 New South Wales Ministry for the Arts Philip Parsons Young Playwrights Award
1996 Sydney Theatre Company-ICI Young Playwrights' Award
1995 Sydney Theatre Company-ICI Young Playwrights' Award

564 JAIME VALFREDO RANGEL (13/02/1897)

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O Dr. Francisco Newton João Vicente da Piedade, Jaime Valfredo Rangel, foi um médico, diretor da Tipografia Rangel, presidente do Conselho Municipal de Bardez e delegado da Organização Internacional do Trabalho por Portugal.

Ao longo de sua carreira como proprietário e diretor da Tipografia Rangel, foi responsável pela publicação de milhares de livros importantes para a Literatura Portuguesa e a Literatura Goesa e pela publicação do jornal em português «O Independente» e dos Arquivos da Escola Médica Cirúrgica de Nova Goa, dos quais foi o editor.

A Tipografia Rangel foi uma das primeiras impressoras privadas na Índia Portuguesa e foi líder na publicação de literatura portuguesa antes da anexação de Goa em 1961.

★Início de Vida
Jaime Valfredo Rangel nasceu em Bastora, Bardez, Goa, filho de pais católicos de Goa. Era o filho mais velho de Vicente João Janin Rangel, fundador da Tipografia Rangel, e Augusta Udobildes Correia Lobo e Rangel. O seu pai era originário da Piedade, mudou-se para Bastora, e fundou a Tipografia Rangel em 1886 .

Jaime destacava-se em idiomas e era poliglota, com proficiência em inglês, konkani, português, latim e francês. Completou sua matrícula na Universidade de Bombaim em 1915 e se formou como médico na Escola Médico-Cirúrgica de Goa (que posteriormente ficou conhecida como Faculdade de Medicina de Goa) em 1922 em Panjim, onde era o editor dos Arquivos da Escola Médico-Cirúrgica, que continuou a publicar, mesmo após a conclusão de seus estudos médicos.

Antes de concluir seu curso de medicina, já era professor de português no Sagrado Coração de Jesus em Parra.

Depois de se formar, assumiu o cargo de diretor da empresa familiar Tipografia Rangel.

★Diretor da Tipografia Rangel
Durante o tempo de Rangel como chefe da editora, os seus negócios e literatura em Goa floresceram.
A emprensa publicou trabalhos em inglês, konkani, francês e português. Teve a responsabilidade de imprimir o Boletim do Instituto Vasco da Gama, boletim de uma das principais instituições de atividades culturais de Goa desde o século XIX.

Rangel também estava profundamente envolvido na imprensa científica da Índia Portuguesa na época, publicando cinco periódicos na área médica, incluindo os Arquivos da Escola Médico-Cirúrgica e que haviam sido estabelecidos por Froilano de Mello, e o Boletim Geral De Medicina, uma instrução para todos os médicos na Índia Portuguesa.

A editora foi a maior em Goa, publicando um total de 17 periódicos na época, incluindo «O Independente» e «O Indespensavel», que também foram criados e editados pela família Rangel.

As suas publicações tornaram-no conhecido e a sua casa sinônimo de literatura publicada em Goa.

Em 1926, Tipografia Rangel publicou «Hanv Saiba Poltodi Vetam» de Carlos Eugénio Ferreira, que se tornaria uma das canções mais famosas do Dekhni de Goa, e que seria adaptada por Raj Kapoor como «Na mangoon sona chandi» no seu filme em hindi «Bobby». Publicaria o trabalho deste artista durante toda a sua vida.

★Carreira Política
Rangel foi eleito conselheiro do Conselho Municipal de Bardez em 1929 e nomeado Presidente do Conselho em abril de 1940, cargo que ocupou até 1949.

Como presidente do Conselho Municipal de Bardez Rangel, empreendeu esforços significativos para o desenvolvimento e o embelezamento projetos na sede do município de Mapusa, onde construiu estradas e jardins, incluindo a primeira estrada de concreto em Mapusa que ainda está ativa.

Também renovou o Hospital Asilo em Mapusa, concedendo ainda um subsídio anual de Rs.6000 para que o hospital funcionasse eficientemente.

Foi posteriormente nomeado pelo governo português para ser o representante da Organização Internacional do Trabalho de Portugal.

Nesta posição, participou de Conferências Internacionais de Trabalho da Ásia em Bandung em 1950, Chennai em 1952, Tóquio em 1953, Banguecoque em 1954, Rangoon em 1955 e Delhi em 1957, onde recebeu uma audiência com o primeiro Presidente da Índia, Dr. Rajendra Prasad.

★Vida Pessoal e Legado
Rangel era casado com Maria Ana Filomena Frias Ferreira (sobrinha de Carlos Eugénio Ferreira de Panjim) Goa, que com 24 anos e sete filhos faleceu quando de férias em Bangalore, no dia 6 de julho de 1959.

O Dr. Rangel foi um benfeitor de muitas instituições e foi um fervoroso defensor da educação para mulheres, doando bens pertencentes às Irmãs da Cruz de Chavanod.

Também é conhecido pelo seu trabalho em registos médicos, que foram utilizados posteriormente como referências para várias publicações sobre a História da Medicina naquela região.

A Tipografia Rangel continua sendo lembrada como uma das instituições mais conhecidas da literatura portuguesa e da literatura goesa

O seu filho, Dr. José Rangel, foi poeta, autor de Toada da Vida e Outros Poemas, diretor fundador do Centro de Estudos Indo-Portugueses Voicuntrao Dempo, nomeado em homenagem ao cofundador da Dempo Mining Corporation e MP da Voicuntrao Dempo. Depois da anexação, fez parte do comitê executivo do United Goans Party, além de suceder o seu pai como Diretor de Tipografia Rangel.

Concelho Municipal de Bardez

 

"GOA É DIFERENTE, PALAVRAS DO PRESIDENTE"

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“Goa é diferente. Eu disse isso ao Presidente e ao primeiro-ministro da Índia, e eles compreenderam que essa é uma das riquezas que a Índia recebeu de Portugal, foi a riqueza de ter no seu seio uma comunidade que faz a diferença. Enriquece a Índia porque faz a diferença. É um contributo que nós demos ao mundo, chama-se Goa [...]

“É diferente de todas as comunidades portuguesas espalhadas pelo mundo, porque Goa é diferente”.

“É diferente porque tem uma história diferente. É diferente porque tem uma cultura diferente. É diferente porque até tem uma religião que no quadro geográfico em que se enquadra é diferente. É diferente porque tem uma gastronomia diferente. É diferente porque tem hábitos e usos diferentes. E é essa diferença que faz com que seja indestrutível” [...]
 
 
 
 
 

A GOANIDADE NO GOVERNO DE PORTUGA

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De dez titulares no Governo de Portugal, na Ditadura. Militar (1), no Estado Novo (2) e principalmente na 3° República (7), em quase uma vintena de cargos, três nasceram em Goa de ambos os pais Goeses. Alfredo Bruto da Costa, Nelson Souza e Barreto Xavier.

Teresa Cárcomo Lobo nasceu em Angola de pais Goeses. Os restantes são de descendência Goesa em algum grau, maior ou menor.

Constâncio Salvador Roque da Costa, não fez parte oficial do governo, embora fosse um importante diplomata, diretor geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Encarregado de Negócios na Argentina e Uruguai, e que celebrou diversos acordos internacionais. Por esse motivo não aparece em baixo, mas fica a menção.

 
 
 
 
 

563 JOÃO LEÃO (1974)

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★Origem
João Rodrigo Reis de Carvalho Leão é o novo ministro das Finanças de Portugal.

Lisboeta, de origem goesa paterna, assumirá o cargo na segunda-feira e é o Secretário de Estado cessante do mesmo ministério.

O novo ministro tem como avô o Prof. Leão Fernandes, docente do Liceu de Pangim e cuja casa em Campal ainda existe. Originalmente de Sarzora em Salcette, o professor Leão mudou-se para Panjim para lecionar no referido Liceu.

Cláudio, o pai, migrou de Goa para Portugal e vive em Lisboa, aposentado do serviço público.

João Leão visitou o Estado pela última vez em 1998.

★Carreira Académica e Profissional
Foi secretário de Estado do Orçamento no anterior Governo, entre 2015 e 2019.

O novo ministro das Finanças de Portugal é doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, e licenciado em Economia e Mestre em Economia pela Universidade Nova de Lisboa.

Antes de ser secretário de Estado e agora ministro, foi diretor do Gabinete de Estudos do Ministério da Economia, entre 2010 e 2014, e assessor do secretário de Estado Adjunto da Indústria e do Desenvolvimento, entre 2009 e 2010.

João Leão é professor de Economia no ISCTE - Instituto Universitário de Lisboa, desde 2008. Também no ISCTE, foi presidente da Comissão Científica do Departamento de Economia, entre 2009 e 2010, e diretor do Doutoramento em Economia (2011-2012). É investigador da Business Research Unit do mesmo instituto.

Foi membro do Conselho Económico e Social entre 2010 e 2014 e do Conselho Superior de Estatística entre 2010 e 2014. Integrou a delegação portuguesa no Comité de Política Económica da OCDE em 2010 e 2012 e integrou grupos de trabalho no âmbito da OCDE.
 
 
 
 
 

562 Os ROSÁRIO MONTEIRO (XVIII/XIX)

100770927_1581245075376112_8318002620304195584_n.jJoaquim do Rosário Monteiro nasceu em Loutolim, Goa, vindo de uma família brâmane católica.

Em 1770 emigra para Moçambique, e rapidamente prospera no mundo dos negócios.

Ao fim de poucos anos, é já armador, detentor de uma embarcação, a Santo Antônio e Almas, fazendo a ligação entre o sertão africano, as ilhas do Índico e a costa asiática, até a China.

Negoceia marfim, cavalos marinhos, entre outros produtos, sendo muitos os negociantes do Rio de Sena, no interior de Moçambique, seus devedores.

Beneficia do cargo que lhe é atribuído, o de Selador da Alfândega de Moçambique, o qual ocupará durante décadas, secundado pelo seu filho, Joaquim Eleutério do Rosário Monteiro.

Eleutério sucederá o pai no cargo e nos negócios após a morte deste, por volta de 1813.

Os Rosário Monteiro tornam-se não só a principal das famílias de armadores, como de negreiros de Moçambique, comercializando escravos para o Brasil e atual Uruguai, sendo detentores de avultadas quantias de capital de giro.

Eleutério do Rosário Monteiro falece no Rio de Janeiro por volta de 1872, e o seu filho, Joaquim Monteiro dos Remédios, nascido em 1827, em pleno oceano Índico numa das embarcações da família (Nossa Senhora do Socorro), veio a seguir um destino diferente, tendo se formado em medicina no Rio de Janeiro.

Este, após estágio em Paris, fixou residência em Santa Catarina e depois na Bahia, sendo um cidadão notável.

Pugnou pela abolição da escravatura no Brasil.

561 BIBLIOTECA NACIONAL DE GOA (1832)

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A mais antiga biblioteca pública existente no sub-continente tem o seu início na iniciativa do vice-rei miguelista D. Manuel de Portugal e Castro, ao ordenar em 1832 a criação duma "Pública Livraria" anexa à Academia Militar de Goa.

Em 1836, o Governo Provisional do Estado da Índia rebatiza-a de Biblioteca Pública e ordena a integração na instituição dos livros e manuscritos oriundos dos Conventos de Velha Goa, entretanto extintos. Com esse passo a biblioteca de Nova Goa adquiria uma função de preservação.

Em Março de 1841, uma nova reforma sublinha essa vocação ao determinar a separação da biblioteca da Academia Militar e da Biblioteca Pública, guardando aquela somente as obras que versavam temáticas militares e matemáticas. Os livros e manuscritos dos antigos conventos deveriam constituir a coleção nuclear da Biblioteca Pública.

Em 1870, o decreto de 30 de abril inaugura uma nova fase na renomeada Biblioteca Pública de Nova Goa, dotando-a, pela primeira vez, dum fundo anual para a aquisição de livros. O orçamento, embora limitado, permitia o desenvolvimento de uma nova política para o catálogo, até aí confinado ao legado dos conventos e à expansão por via das publicações oficiais e donativos privados.

É a partir dessa data que se pode considerar que se adequou a sua vocação inerente ao conceito de Biblioteca Pública.

Entre 1879 e 1888 a Biblioteca é orientada por uma Comissão Diretora nomeada pelo governador do Estado da Índia. A Comissão foi responsável por melhoramentos nas instalações e funcionamento da biblioteca, entre eles a criação de uma secção de numismática, no seguimento da proposta do numismata e arqueólogo José Maria do Carmo Nazareth.

Em 1889, seria publicado um novo Regulamento visando ao desenvolvimento de bibliotecas públicas à luz da ideologia do Estado Liberal Católico português.

Culminando esse processo em 1897, pelo decreto de 15 de fevereiro, a biblioteca seria elevada à categoria de Biblioteca Nacional.

Em Março de 1925, é integrada no Instituto Vasco da Gama, passando a ser denominada Biblioteca Central Vasco da Gama.

Em março de 1952, adquire o privilégio de Depósito Legal, onde todos os livros e publicações editadas são registadas, e em setembro de 1959, é separada do Instituto Vasco da Gama, ficando sobre a alçada dos Serviços de Instrução e Saúde, adquirindo o nome de Biblioteca Nacional de Goa.

A Biblioteca possui hoje mais de 180.000 livros, em diferentes idiomas, como inglês, hindi, marata, konkani e português. Aproximadamente 15,00.000 páginas de livros raros, jornais oficiais e jornais estão disponíveis em formato eletrônico (microfilme). O livro mais antigo tem 500 anos.

Com a anexação não referendada ou pedida de Dezembro de 1961, a biblioteca, a sua história e o seu vasto património, são hoje inteligentemente explorados e aproveitados pela União Indiana e pelo atual Estado de Goa, seu subsidiário.

Surgiram novas e modernas instalações e o nome foi alterado para 'Krishnada Shama Goa State Central Library', uma bonita homenagem (em inglês) a um nobre escritor do séc XVI, que contudo nada tem a ver com a sua origem histórica.
 
 
 
 
 

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