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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

Dr. Manoel Agostinho de Herédia (1811)

 

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Exerceu clínica geral como 'médico do partido' municipal, em Divar e Chorão, junto das Comunidades, após o qual em 1900, foi para Bombaim onde teve grande sucesso. 

Ao seu lado, a esposa, Anna Joaquina de Athaide e Herédia.

Na última foto, o seu neto, também ele médico e com o mesmo nome.

550 VAMONA NAVELCAR (1930)

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Vamona Ananta Sinai Navelcar é um artista de Goa, que estudou e trabalhou, a partir da década de 50, em Portugal, Moçambique e Goa.

Vive na vila de Pomburpa, em Goa.

Navelcar, agora com 90 anos, iniciou sua carreira artística em Moçambique, após estudar em Portugal, na Escola Superior de Belas Artes, e onde também morou por algum tempo

Destacou-se na arte figurativa cristã e adotou o nome de 'Ganesh'.

Navelcar foi definido como "um tesouro do estado de Goa, cuja obra notável se estende por várias décadas".

Recebeu duas vezes Bolsas da Fundação Gulbenkian (1963 e 1971) e ganhou prémio internacional na Exposição Internacional de Arte em Monte Carlo pelo seu desenho a tinta, «Angoch Woman».

É considerado um "mestre prolífico da linha", com especialização em murais e baixo-relevo, compostos por estruturas metálicas, de madeira e vidro e as suas obras fazem parte de coleções particulares e de museus em todo o mundo.

549 Dr.VAMONA SINARI

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O Dr. Vamona Sinari formou-se em Medicina na Escola Médico-Cirúrgica de Goa, em Panjim.

Em 1947 foi para Lisboa para fazer a pós-graduação e por lá se estabeleceu após a conclusão do curso.

Em 1961, retornou à Escola Médico-Cirúrgica de Goa como professor, mas o seu mandato foi interrompido após a ação militar indiana em dezembro de 1961, tendo voltado definitivamente para Lisboa onde mantinha atividade profissional.

Apesar disso, visitava regularmente a sua terra ancestral de Goa.

Faleceu em Outubro de 2013.

na foto: O professor Sinari e seus alunos da Escola Médico-Cirúrgica de Goa.

548 XENCORA CAMOTIM (1921)

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​​Xencora Camotim nasceu a 17 de Setembro de 1921 em Goa.

Licenciou-se em Direito a 17 de Julho de 1950, pela Universidade de Coimbra.

Inscreveu-se como Advogado a 15 de Janeiro de 1953. Foi no exercício desta profissão que mais se notabilizou.

Foi Presidente da Direção​ da Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores, para o triénio 1972/74.

Foi eleito delegado às Assembleias Gerais no triénio 1972/74.

Foi também elemento preponderante na instituição da Fundação Salgado Zenha.

Faleceu a 11 de Dezembro de 2014, aos 93 anos.

segundo https://www.direito.uminho.pt/en/Library/Pages/Xencora-Camotim.aspx

547 JOAQUIM CAMILO FERNANDES ÁLVARES (26/06/1902)

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Nascido em Vila Viçosa, era filho de Hipólito Camilo Álvares e neto de Camilo Dionísio Álvares, naturais de Goa e de linhagem Brâmane.

O seu pai, além de médico municipal de Vila Viçosa, ocupou o cargo de Governador Civil do Distrito de Évora, entre 1939 e 1944.

Joaquim Fernandes Álvares completou a Licenciatura em Engenharia electrotécnica e exerceu a profissão de Engenheiro electrotécnico e Administrador de empresas.

★Carreira Profissional

Engenheiro adjunto da Direcção e engenheiro-chefe dos serviços técnicos dos
Serviços Municipalizados e Gás e Electricidade do Porto;

Engenheiro da Direcção dos serviços técnicos da Administração Geral dos Correios;

Inspector dos serviços eléctricos da Direcção-Geral dos Caminhos de Ferro;

Presidente da secção de Engenharia Electrotécnica da Ordem dos Engenheiros, em cuja qualidade integrou a Câmara Corporativa, em representação da referida Ordem;

Director da Hidroeléctrica do Alto Alentejo;

Administrador da Hidroeléctrica do Zêzere;

Administrador da Companhia Eléctrica do Alentejo e Algarve.

★Carreira Parlamentar

VI Legislatura (1953-1957)

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546 JOSÉ BRUTO DA COSTA

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Descendente em linha direta de nomes como Marada Poi (12°avô), Anta Poi (11°avô), Pedro Colaço (Gankar de Margão e 7°avô), Dom Pedro António Álvares (6°avô) e Constâncio Roque da Costa (4°avô), este maestro e barítono português é já portador de uma consistente carreira no mundo da música erudita nacional.

Tem nos Primeiros-Ministro Nobre da Costa e António Costa, nos cantores Mafalda Veiga e Rui Pregal da Cunha, no médico Alfredo da Costa, ou no político Marcos Perestrelo, alguns dos muitos parentes afastados com quem partilha a mesma ancestralidade goesa.

Aqui fica o seu percurso profissional, cedido pelo próprio e que desde já agradecemos.

"Nascido em Lisboa, concluiu o Curso Geral de Canto na classe da Professora Filomena Amaro, na Escola de Música do Conservatório Nacional, tendo ainda estudado Composição com Elisa Lamas Pimental e Eurico Carrapatoso, e Música de Câmara com Armando Vidal, Gabriela Canavilhas, José Manuel Brandão e Rui Pinheiro.

Participou em master classes orientadas por Elisabete Matos, Jill Feldman, Liliane Bizinech, Peter Harrison e Tom Krause.

A sua atividade como solista abrange, sobretudo, o domínio da oratória, destacando-se o Magnificat e as Missas BWV 234 e BWV 235 de J. S. Bach, Stabat Mater de Caldara, Te Deum de Charpentier, Stabat Mater de João Rodrigues Esteves, Requiem
de Jommelli, Requiem de Fauré, Messiah de Händel, Lauda Sion de Mendelsshon, as Missas KV 49, 192, 194, 220 e a Missa da Coroação de Mozart e o Stabat Mater de Rossini.

No domínio da ópera cantou os papéis de Buona Fede (Il mondo della luna de Pedro Avondano, na sua estreia moderna), Dom Pedro (A Africana de Meyerbeer), Leporello (Don Giovanni de Mozart), Orfeu (Orfeu ed Euridice de Gluck), Papagueno
(Die Zauberflöte de Mozart) e Riff (West Side Story de Bernstein).

Neste contexto colaborou com a Orquestra de Câmara de Cascais-Oeiras, Capela Real, Concentus
Antiquus, Flores de Mvsica, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Divino Sospiro e
Orquestra Gulbenkian, tendo sido dirigido, respectivamente, pelos maestros Nikolay
Lalov, Stephen Bull, Victor Roque Amaro, João Paulo Janeiro, Jean-Marc Burfin, Sérgio Fontão, Arnaldo Guerreiro, Massimo Mazzeo, Michel Corboz, Lawrence Foster e Joana Carneiro.

Em 2017, foi convidado a estrear o papel de Conde de Almaviva na ópera Beaumarchais, de Pedro Amaral, com a Orquestra Gulbenkian, numa parceria entre o Teatro Nacional Dona Maria II, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Mala Voadora.

Licenciou-se no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa.

Exerceu funções de docência no Instituto Superior de Educação e Ciências, na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, no Conservatório Regional de Setúbal e na Academia de Música de Santa Cecília. É colaborador da Revista Portuguesa
de Musicologia, do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e da Revista Brotéria.

Durante a juventude foi coralista dos Pequenos Cantores do Grémio Literário, do
Coro de Câmara da Universidade de Lisboa e do Coro Ricercare.

Colaborou, esporadicamente, com o Coral de Linda-a-Velha e os Coros Lisboa Cantat e Regina Caeli.

Enquanto cantor residente do ensemble Banchetto Musicale, participou no Festival de Música Antiga de Juíz de Fora (2004), no Brasil, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, e no Festival de Música de Haut-Jura (2006), em França, a convite de Maria Cristina Kier. Foi elemento fundador do Officium Ensemble.

Colabora, regularmente, com o coro Voces Caelestis.

É elemento do Coro Gulbenkian desde 1998.
Fundou, em 1998, o coro Opus21, do qual é diretor artístico, bem como os Lisbon Consort Players, com os quais deu, em 1ª audição em Portugal, o Magnificat de Francesco Durante, os Responsórios Fúnebres de João de Deus Castro Lobo e a Missa em Ré maior“Hofkapellmesse” (1783) de Johann Albrechstsberger.

Com os mesmos agrupamentos dirigiu diversas obras das quais se destacam os Motetes de J.S.Bach, a Missa a oito vozes de João Rodrigues Esteves, a Messe Basse e o Requiem de Gabriel Fauré, as Matinas de Natal de Maurício Nunes Garcia, o Glória de G.F.Händel, as Litaniae Lauretane kv.197 e o Requiem kv.626 de W.A.Mozart, o Stabat Mater de Domenico Scarlatti, os Responsórios de S. Vicente de António Teixeira, o Glória de Vivaldi, bem como diversa polifonia portuguesa dos séculos XVI-XVIII.

Em 2016, foi convidado a assumir a direcção artística do ensemble vocal Polyphonos, com o qual se apresentou em concerto, entre outros, no Festival Terras sem Sombra (2017) e no Música a Norte – Ciclo de Música Barroca (2019).

Com este agrupamento irá gravar um CD (2020) com primeiras gravações de obras de António
Teixeira e Manuel Mendes.

Em 2020, foi convidado a assumir, interinamente, a direcção artística do Coro da Universidade Nova de Lisboa."

545 FREI MANUEL DE SANTO ANTÓNIO (1660)

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Nasceu em Goa, filho de Manuel da Mata e de Francisca Tavares de Sousa.

Frei dominicano, foi enviado para Timor como missionário e Visitador.

Desenvolveu ampla ação de evangelização nos vários reinos do território, tendo organizado as primeiras paróquias na região.

Por indicação do rei português foi nomeado pelo Papa, Bispo de Malaca. Contudo como manteve a sua residência em Timor, é geralmente aceito como sendo o primeiro Bispo de Timor.

Durante o longo período em que ali permaneceu, exerceu também poder político e militar, tendo substituído interinamente, o governador, durante período transitório.

Ganhou prestígio como intermediário durante o cerco de Lifau pelo Topas Domingos da Costa, convencendo-o a retomar a fidelidade á Coroa Portuguêsa, apesar do aprisionamento injusto de Manuel da Costa, o Liurai de Viqueque.

Frei Manuel de Santo António acabou por se incompatibilizar com o governador António de Albuquerque Coelho que o expulsou de Timor.

Contudo permaneceu na memória dos Timorenses como alguém que pugnou pelos seus interesses e dignidade.

Faleceu em 1733.

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