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Descendente em linha direta de nomes como Marada Poi (12°avô), Anta Poi (11°avô), Pedro Colaço (Gankar de Margão e 7°avô), Dom Pedro António Álvares (6°avô) e Constâncio Roque da Costa (4°avô), este maestro e barítono português é já portador de uma consistente carreira no mundo da música erudita nacional.
Tem nos Primeiros-Ministro Nobre da Costa e António Costa, nos cantores Mafalda Veiga e Rui Pregal da Cunha, no médico Alfredo da Costa, ou no político Marcos Perestrelo, alguns dos muitos parentes afastados com quem partilha a mesma ancestralidade goesa.
Aqui fica o seu percurso profissional, cedido pelo próprio e que desde já agradecemos.
"Nascido em Lisboa, concluiu o Curso Geral de Canto na classe da Professora Filomena Amaro, na Escola de Música do Conservatório Nacional, tendo ainda estudado Composição com Elisa Lamas Pimental e Eurico Carrapatoso, e Música de Câmara com Armando Vidal, Gabriela Canavilhas, José Manuel Brandão e Rui Pinheiro.
Participou em master classes orientadas por Elisabete Matos, Jill Feldman, Liliane Bizinech, Peter Harrison e Tom Krause.
A sua atividade como solista abrange, sobretudo, o domínio da oratória, destacando-se o Magnificat e as Missas BWV 234 e BWV 235 de J. S. Bach, Stabat Mater de Caldara, Te Deum de Charpentier, Stabat Mater de João Rodrigues Esteves, Requiem
de Jommelli, Requiem de Fauré, Messiah de Händel, Lauda Sion de Mendelsshon, as Missas KV 49, 192, 194, 220 e a Missa da Coroação de Mozart e o Stabat Mater de Rossini.
No domínio da ópera cantou os papéis de Buona Fede (Il mondo della luna de Pedro Avondano, na sua estreia moderna), Dom Pedro (A Africana de Meyerbeer), Leporello (Don Giovanni de Mozart), Orfeu (Orfeu ed Euridice de Gluck), Papagueno
(Die Zauberflöte de Mozart) e Riff (West Side Story de Bernstein).
Neste contexto colaborou com a Orquestra de Câmara de Cascais-Oeiras, Capela Real, Concentus
Antiquus, Flores de Mvsica, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Divino Sospiro e
Orquestra Gulbenkian, tendo sido dirigido, respectivamente, pelos maestros Nikolay
Lalov, Stephen Bull, Victor Roque Amaro, João Paulo Janeiro, Jean-Marc Burfin, Sérgio Fontão, Arnaldo Guerreiro, Massimo Mazzeo, Michel Corboz, Lawrence Foster e Joana Carneiro.
Em 2017, foi convidado a estrear o papel de Conde de Almaviva na ópera Beaumarchais, de Pedro Amaral, com a Orquestra Gulbenkian, numa parceria entre o Teatro Nacional Dona Maria II, a Fundação Calouste Gulbenkian e a Mala Voadora.
Licenciou-se no Departamento de Ciências Musicais da Universidade Nova de Lisboa.
Exerceu funções de docência no Instituto Superior de Educação e Ciências, na Escola de Música do Conservatório Nacional de Lisboa, no Conservatório Regional de Setúbal e na Academia de Música de Santa Cecília. É colaborador da Revista Portuguesa
de Musicologia, do Serviço de Música da Fundação Calouste Gulbenkian e da Revista Brotéria.
Durante a juventude foi coralista dos Pequenos Cantores do Grémio Literário, do
Coro de Câmara da Universidade de Lisboa e do Coro Ricercare.
Colaborou, esporadicamente, com o Coral de Linda-a-Velha e os Coros Lisboa Cantat e Regina Caeli.
Enquanto cantor residente do ensemble Banchetto Musicale, participou no Festival de Música Antiga de Juíz de Fora (2004), no Brasil, com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, e no Festival de Música de Haut-Jura (2006), em França, a convite de Maria Cristina Kier. Foi elemento fundador do Officium Ensemble.
Colabora, regularmente, com o coro Voces Caelestis.
É elemento do Coro Gulbenkian desde 1998.
Fundou, em 1998, o coro Opus21, do qual é diretor artístico, bem como os Lisbon Consort Players, com os quais deu, em 1ª audição em Portugal, o Magnificat de Francesco Durante, os Responsórios Fúnebres de João de Deus Castro Lobo e a Missa em Ré maior“Hofkapellmesse” (1783) de Johann Albrechstsberger.
Com os mesmos agrupamentos dirigiu diversas obras das quais se destacam os Motetes de J.S.Bach, a Missa a oito vozes de João Rodrigues Esteves, a Messe Basse e o Requiem de Gabriel Fauré, as Matinas de Natal de Maurício Nunes Garcia, o Glória de G.F.Händel, as Litaniae Lauretane kv.197 e o Requiem kv.626 de W.A.Mozart, o Stabat Mater de Domenico Scarlatti, os Responsórios de S. Vicente de António Teixeira, o Glória de Vivaldi, bem como diversa polifonia portuguesa dos séculos XVI-XVIII.
Em 2016, foi convidado a assumir a direcção artística do ensemble vocal Polyphonos, com o qual se apresentou em concerto, entre outros, no Festival Terras sem Sombra (2017) e no Música a Norte – Ciclo de Música Barroca (2019).
Com este agrupamento irá gravar um CD (2020) com primeiras gravações de obras de António
Teixeira e Manuel Mendes.
Em 2020, foi convidado a assumir, interinamente, a direcção artística do Coro da Universidade Nova de Lisboa."