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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

544 D. JOÃO XAVIER DE SOUSA E TRINDADE (1801)

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"Uma das questões que habitualmente se coloca quando nos debruçamos sobre a exclaustração das Ordens Religiosas é o que aconteceu aos frades e religiosos que de um dia para o outro se viram obrigados a abandonar os seus conventos.

Muitos passaram ao anonimato, desapareceram quase sem deixar história, outros no entanto envolveram-se na história e hoje podemos fazer um pequeno retracto das suas vidas.

Nestas circunstâncias encontra-se frei João Xavier de Sousa e Trindade, certamente desconhecido de muitos de nós, mas que por mero acaso me veio parar às mãos.

Segundo o que se encontra na grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira João Xavier de Sousa e Trindade nasceu em 1801 em Assagão de Bardez, Goa.

Brâmane de nascimento foi educado na fé católica e ainda bastante jovem entrou no convento de São Domingos de Goa.
Ali e no Colégio de São Tomás teria realizado a sua formação e começado a sua carreira, pois como diz num discurso parlamentar em 1840, estudou e ensinou filosofia e teologia, tendo alcançado os graus de Mestre e Doutor

Em 1825 e 1827 assina como Prior os termos de abertura dos Livros de Rendas e Receitas do Colégio de São Tomás de Goa, o que a fazer fé na data de nascimento teria ocupado os lugares de governo muito jovem.

Em 1836 encontra-se em Macau há já alguns anos, e por uma refutação que faz devido a críticas da sua administração do Convento de São Domingos de Goa e do Colégio publicadas no jornal Crónica de Macau, percebemos que teria ocupado também aquele lugar de governo.

Com a extinção das Ordens e encerramento dos conventos, frei João Xavier regressa a Goa, onde em Abril de 1839 é eleito deputado às Cortes pelo Estado da India.

No ano seguinte está em Lisboa e a 25 de Março ocupa o seu lugar na bancada parlamentar do partido do governo ao lado do advogado António Caetano Pacheco, enquanto os outros representantes do Estado da Índia se sentavam na bancada da oposição.

A sua participação na Assembleia Legislativa teve alguma importância na medida em que não só defendeu o envio da informação legislativa para todas as câmaras do ultramar, mas também a constituição de Códigos Legislativos que tivessem em conta as particularidades de cada território e seus habitantes.

Nesta passagem por Lisboa frei João Xavier é apresentado para Bispo e assim quando D. Maria II o nomeia Conselheiro Real, em 1843, é já tratado por D. João Xavier na Carta de Mercê. Em 1844 a mesma rainha apresenta-o para Bispo de Malaca.

Com a conclusão dos trabalhos do Parlamento D. frei João Xavier regressa a Goa onde novamente se envolve na política através do partido do Conde de Tomar, o que o traz pela segunda vez a Lisboa como representante do Estado da Índia às Cortes.

Em 1848 não é reeleito como deputado, apesar das suas expectativas e da Comenda da Ordem de Cristo entregue pela rainha.

Contudo, não regressa a Goa e mantém-se em Lisboa onde publica um pequeno opúsculo em 1849 intitulando-se bispo de Malaca, Solor e Timor.

Em 1856 é nomeado prelado para Moçambique, mas não parte de Lisboa, pois encontra-se a residir na Travessa da Pereira à Graça em 1861 de acordo com o Almanaque do Clero do Patriarcado desse mesmo ano.

Até à sua morte, ocorrida a 22 de Janeiro de 1864, pouco mais sabemos da sua vida, mas deve certamente ter continuado a frequentar os círculos políticos pois é sócio da Associação Marítima e Colonial de Lisboa, onde publica alguns artigos no Boletim da Associação.

Fica assim um pouco mais conhecida a história dos egressos dominicanos portugueses [...]"

em http://vitaefratrumordinispraedicatorum.blogspot.com/…/d-jo…

 

543 CARDEAL IVAN DIAS (1931)

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Foi o segundo goês a ingressar na Carreira Diplomática do Vaticano, após estudos em Roma.

Serviu as Nunciaturas Apostólicas da Dinamarca, Suécia, Noruega, Islândia, Finlândia, Indonésia, Madagáscar, Reunião, Comores e Mauricia.

Chefiou Missões do Vaticano na União Soviética, Estados do Báltico, Bielorrússia, Ucrânia, Polónia, Bulgária, China Vietname, Laos, Camboja, África do Sul, Namíbia, Lesoto, Suazilândia, Zimbabué, Etiópia, Ruanda, Burundi, Uganda, Zâmbia, Quénia, e Tanzânia.

Foi enviado como Núncio Apostólico ao Gana, Togo e Benin.

Foi sagrado Bispo na Basílica de São Pedro em 1982, tendo retomado as suas funções na Coreia do Sul e Albânia.

Foi designado Bispo e Cardeal de Bombaim.

Ocupou outros altos e relevantes cargos na igreja e no Vaticano.

Presidiu ás cerimónias religiosas de Fátima, em 2004, sempre na língua portuguesa.

segundo «Goeses Na Alta Hierarquia da Igreja De Roma», de Domingos Soares Rebelo

542 BLASCO FRANCISCO COLAÇO (16/05/1931)

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Blasco Francisco Colaço é um prelado goês da Igreja Católica que passou sua carreira no serviço diplomático da Santa Sé, incluindo trinta anos como Núncio Apostólico.

★Biografia

Nasceu em Raia, Goa.
Foi ordenado sacerdote em 2 de maio de 1954 e formou-se em Direito Canônico em Roma, na Universidade Urbana. Frequentou também o Instituto de Ciências Sociais de Roma. Para se preparar para uma carreira diplomática, ingressou na Academia Eclesiástica Pontifícia em 1959.

Entrou ao serviço diplomático da Santa Sé em 1961 e cumpriu missões na Colômbia, República Dominicana, Canadá, Austrália, Nova Zelândia, Oceania, França, Escandinávia, Honduras, França, etc.

Trabalhou na Cúria Romana, no Gabinete de Assuntos Públicos.

Em 23 de setembro de 1977, o Papa Paulo VI nomeou-o Núncio Apostólico no Panamá e arcebispo titular.

Foi consagrado bispo em 5 de novembro de 1977 pelo cardeal Jean-Marie Villot e Arcebispo Titular de Octana.

Foi o primeiro sacerdote de Goa a ter o título de "Núncio", em 26 de julho de 1982, quando o papa João Paulo II nomeou-o Núncio Apostólico na República Dominicana.

Em 28 de fevereiro de 1991, o mesmo Papa nomeou-o Pró-Núncio Apostólico para Madagáscar e Maurícias, e Núncio Apostólico das Seicheles em 4 de maio de 1994.

Em 13 de abril de 1996, foi nomeado Núncio Apostólico na Bulgária.

Em 24 de maio de 2000, Núncio Apostólico na África do Sul, na Namíbia, e Delegado Apostólico no Botsuana.

Em 24 de junho de 2000, acrescentou as responsabilidades do Núncio Apostólico no Lesoto e na Suazilândia.

Poliglota, falava pata além do Português, alemão, francês, concani, alemão, espanhol, grego, hindi, italiano, latim e marata.

Colaço aposentou-se em agosto de 2006.




541 RUI DE NORONHA (28/10/1909)

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António Rui de Noronha nasceu na então Lourenço Marques, atual Maputo, Moçambique a 28 de Outubro de 1909.

Foi um poeta moçambicano, sendo considerado o precursor da poesia moderna moçambicana.

Filho de pai Goês de origem brâmane, José Roque das Neves Noronha e de mãe negra, Sofia Michluvane Bilanculo, Rui é mais uma prova viva de que, ao contrário dos indianos, os Goeses não são endogâmicos.

Foi funcionário público no Serviço de Portos e Caminho de Ferro, e foi jornalista.

O autor colaborou na imprensa escrita de Moçambique, nomeadamente no «Brado Africano», com apenas 17 anos de idade.

Esta produção inicial, que se reduziram apenas a três contos, e que correspondem ainda a uma fase de afirmação literária, virá a ser prosseguida a partir de 1932, com uma intervenção mais activa na vida do jornal, chegando mesmo a integrar o seu corpo directivo.

Uma desilusão amorosa, causada talvez pelo preconceito racial, fez, segundo os seus amigos, com que o escritor se deixasse morrer no hospital da capital de Moçambique, com 34 anos, no dia 25 de Dezembro de 1943.

Foi casado com Carolina Albertina dos Santos, de quem teve dois filhos.

Sua obra completa está reunida em «Os Meus Versos», publicada em 2006, com organização, notas e comentários de Fátima Mendonça.

Desde logo mostrou e deixou transparecer, na sua vida e na sua escrita, um temperamento recolhido, uma personalidade introvertida e amargurada.

Foi, sem dúvida, um homem infeliz. Nunca chegou a concretizar, em vida, o grande sonho de publicar o seu livro de poemas. No entanto, seu professor de francês, Dr. Domingos Reis Costa reuniu, selecionou e revisou 60 poemas para a edição póstuma intitulada «Sonetos» (1946), editado pela tipografia Minerva Central.

Incluído em inúmeras antologias estrangeiras – na Rússia, na República Checa, na Holanda, na Itália, nos EUA, na França, na Argélia, na Suécia, no Brasil e em Portugal - Rui de Noronha é considerado o precursor (mais jovem) da poesia moderna Moçambicana.

Obras Publicadas
.«Sonetos» (1946), editado pela tipografia Minerva Central.
.«Os Meus Versos», Texto Editores, 2006 (Organização, Notas e Comentários de Fátima Mendonça)
.«Ao Mata-Bicho»: Textos publicados no semanário «O Brado Africano» Pesquisa e Organização de António Sopa, Calane da Silva e Olga Iglésias Neves. Maputo, Texto Editores, 2007

 

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540 Frei RICHARD D'SOUZA, o Padre Astrónomo

83586121_1465461590287795_2944533753122258944_o.jpPessoas como o Abade Faria ou Monsenhor Dalgado, demonstram que Ciência e Religião não são antagónicas nem incompatíveis. Eis mais um caso.


Richard D'Souza, é o padre-cientista #goês (not indian) que descobriu recentemente que a Via Láctea tinha uma galáxia irmã.

Numa entrevista ao «Scroll.in», Richard D´Souza explica o significado das descobertas que ele e Eric Bell fizeram na Universidade de Michigan.

"Uma recente descoberta intergaláctica que fez manchete em todo o mundo tem uma conexão goesa."

No início desta semana, foi amplamente divulgado que os cientistas Richard D´Souza e Eric Bell, da Universidade de Michigan, deduziram que a Via Láctea já teve um irmão, que foi devorado pela galáxia vizinha de Andrômeda, cerca de dois bilhões de anos atrás.

As descobertas foram publicadas na revista «Nature Astronomy» em 23 de julho e chamaram a atenção pelo seu potencial de mudar a nossa compreensão de como as galáxias se fundem e evoluem ao longo do tempo.

Quando duas galáxias são unidas por força gravitacional, elas correm o risco de colidir. Neste caso, o maior geralmente substitui a entidade menor. Andromeda, a maior galáxia do Grupo Local da qual a Via Láctea também faz parte, acreditava-se há muito devorou ​​várias pequenas galáxias ao longo dos anos.

Usando simulações em computador, D’Souza e Bell deduziram que uma das galáxias com as quais Andromeda se fundia era de fato enorme, a terceira maior no Grupo Local, depois da Via Láctea.

Os pesquisadores propuseram que as estrelas dessa galáxia fragmentada acabassem circundando Andrômeda, dando-lhe o seu halo estelar fraco externo e sua intrigante galáxia satélite, M32. Por muito tempo, os cientistas tentam decifrar como o M32 foi formado, pois é uma galáxia elíptica compacta rara (ao contrário da Via Láctea, que é espiral), rica em estrelas.

As novas descobertas propõem que o núcleo não destruído da galáxia canibalizada passou a formar a M32.

Descrita em relatos da mídia como irmão ou irmã da Via Láctea, a galáxia perdida foi nomeada M32p.

As descobertas são interessantes não apenas porque indicam que o núcleo do M32p sobreviveu à colisão, mas também que o disco de Andrômeda permaneceu intacto, apesar da fusão com uma galáxia tão grande.

Isso contraria a crença científica tradicional de que colisões entre entidades desse tamanho impactariam drasticamente a estrutura da galáxia sobrevivente.

D’Souza, principal autor do artigo, nasceu em Puna, em 1978, mas vem de Goa a sua família onde ainda vive.

Ele está fazendo a sua pesquisa de pós-doutorado na Universidade de Michigan.

D’Souza também é padre jesuíta e membro do pessoal do Observatório do Vaticano, uma instituição astronômica apoiada pela Igreja Católica Romana.

539 «NATAL DA ÍNDIA PORTUGUESA»

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"Natal da Índia Portuguesa", "Natal de Goa" ou "Vamos a Belém" é uma canção de Natal tradicional indo-portuguesa originária, como o nome indica, do antigo Estado Português da Índia.

★História
«Vamos a Belém» é uma música tradicional de Goa (daí o seu nome alternativo, "Natal de Goa", que foi a capital do Estado Português da Índia).

Segundo o musicólogo português Mário de Sampayo Ribeiro, foi composta em Portugal no século XVIII e da metrópole foi levada para o Oriente. A favor desta #teoria, está o facto de a a música ter um caráter evidentemente europeu e a parte poética estar escrita em português padrão e não num dialeto indo-português ou em canarim.

A canção era ainda interpretada pelo Natal nessa mesma região por volta de 1870.

Por intermédio de um sacerdote goês foi transmitida a Mário Sampayo Ribeiro que a harmonizou e publicou como um dos 'Sete Cantares do Povo Português' em 1955.

Este trabalho terá completado o ciclo, popularizando de novo a cantiga na Metrópole.

★Harmonizações
Das harmonizações que recebeu destacam-se:

.'Natal da Índia Portuguesa' por Mário de Sampayo Ribeiro
.'Vamos a Belém' por Manuel Ferreira de Faria

★Letra
O tema da letra desta canção é o relato de um episódio da adoração dos pastores. Na verdade, descreve um episódio intermédio entre a anunciação aos pastores, em que os zagais são informados do nascimento de Jesus e a adoração dos pastores, em que os mesmos visitam o Menino. Nesta composição, estas personagens bíblicas vão ainda no caminho até ao presépio, atravessando os campos apressadamente sob um céu iluminado.

Vamos a Belém,
Beijar o Menino.
Filho de Maria,
O Verbo Divino.

Vamos a Belém,
Vamos apressados.
Luzes aparecem
Por esses 'scampados.

Vamos a Belém,
Vamos sem demora,
A ver o Menino
Que nasceu agora.

★Discografia
.1983 — Cantigas de Natal. Os Larocas & Os Meninos Rabinos. Metro-som. Faixa 3: "Natal de Goa".
M1995 — Natal Português. Coral T.A.B. Ovação Records. Faixa 6: "Natal…".
.1996 — Os Melhores Coros Amadores da Região Centro. Coral Vera Cruz. Public-Art. Faixa 2: "Natal da Índia".
.2009 — Laudate Natal. Coro Laudate de São Domingos de Benfica. Public-art. Faixa 6: "Vamos a Belém".
.2011 — Canções de Natal Portuguesas. Coro Gulbenkian. Trem Azul. Faixa 20: "Natal da Índia Portuguesa".
 
 
 
 
 

538 PETER NAZARETH (27/04/1940)

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"Peter Nazareth é um crítico, além de escritor de ficção e drama.

★Vida
Peter Nazareth nasceu no Uganda, de pai de ascendência goesa, e mãe Malaia-Singapurense.

Foi educado na Universidade Makerere (Kampala, Uganda), onde obteve seu BA em Literatura Inglesa em 1962, e nas universidades de Londres e Leeds, na Inglaterra.

Enquanto residiu em África, foi oficial sénior de finanças no Ministério de Idi Amin até 1973, quando aceitou uma bolsa de estudos na Universidade de Yale e emigrou para os EUA.

★Vida Académica
É professor de Estudos Mundiais Ingleses e Afro-Americano, na Universidade do Iowa (Estados Unidos), onde também é consultor do Programa Internacional de Escrita.

Nazareth lecionou o curso "Elvis Como Antologia", que explora as profundas raízes mitológicas do papel de Elvis Presley na cultura popular. Esta aula sobre Elvis levou Nazareth a ser entrevistada por uma série de publicações - The Wall Street Journal, UPI, AP, Notícias do Mundo, «Hoje à Noite com Peter Jennings», «The Today Show» da NBC, ABC Chicago, MTV, The Voice of America, National Public Radio, BBC e «Cedar Rapids Gazette», entre outros.

Nazareth também ensina e escreve sobre literatura africana, caribenha, afro-americana, goesa e outras.

As suas publicações incluem «In The Trickster Tradition: The Novels of Andrew Salkey, Francis Ebejer e Ishmael Reed» (1994); «Edwin Thumboo: Criando uma nação através da poesia (2008»); e o longo ensaio «Elvis as Anthology in Vernon Chadwick», e «Em Busca de Elvis: Música, Raça, Arte, Religião».

Também editou «Critical Essays on Ngugi Wa Thiong'o» (2000) e «Pivoting on the Return of: Modern Goan Literature» (2010).

O seu primeiro romance, «In a Brown Mantle», foi ensinado na Universidade de Pretória, e por Ngugi wa Thiong'o, na U.C. Irvine.

As suas críticas literárias frequentemente envolvem a observação do destino de diversos migrantes económicos e académicos globais, abrangendo as histórias culturais asiáticas, africanas e negras americanas. Isso inclui a diáspora goesa estabelecida nos países ocidentais, a emigração asiática pós-Idi Amin da África Oriental e as superstições culturais da presidência pré-Obama da política americana."

em Wikipédia
 
 
 
 
 

537 MARGARET MASCARENHAS

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Poeta, novelista, ensaísta e curadora independente, Margaret Mascarenhas nasceu no Michigan, Estados Unidos, filha de pai goês e mãe estado-unidense.

Cresceu nos EUA e na Venezuela e, por isso, os seus textos têm sido elaborados em inglês, português e castelhano. Viveu também uma larga temporada em Goa.

Foi autora dos romances «Skin" e "The Disappearance of Irene Dos Santos», publicados pela Penguin (2001) e Hachette (2009), respetivamente.

"Skin" tem sido descrito como uma "história de uma mulher contemporânea que traça sua diáspora famíliar transcontinental, que se origina no comércio de escravos portugueses na Índia no século 17". Foi traduzido para o francês e o português.

O «O Desaparecimento de Irene Dos Santos» foi selecionado para a 'Indie Next List', e foi considerado um 'Discover Pick' pela Barnes & Noble em 2009.

A sua coleção de poesia e desenho, «Triage - baixas de amor e sexo« foi lançada em 2013 pela Harper Collins.

Os ensaios e artigos de Mascarenhas foram publicados em «Marg, Colloquio Letras», «Urban Voice» e noutros lugares.

As suas colunas de opinião e resenhas de livros apareceram em inúmeras publicações impressas e 'on-line', incluindo o Outlook, India Today, TOI Crest, Hindustan Times, Goa Today e o The Navhind Times Panorama.

Afirmou-se que Mascarenhas trabalhava no seu terceiro romance, «Another Car Bomb» (título de trabalho), ambientado em Beirute, bem como numa coletânea das suas colunas, contos e poesias, quando faleceu de doença em Julho de 2019.

Dos seus tempos de Goa, Margaret Mascarenhas foi co-diretora fundadora do 'Blue Shores Prison Art Project', um currículo de arte prisional projetado para reclusos que se concentra nas inter-relações entre imagem e texto.

Fez parte também dos conselhos consultivos do 'Centro de Artes Sunaparanta Goa' e do 'Goa Photo'
 
 
 
 
 

536 INNOCENT SOUSA (26/07/1879)

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Inocêncio António Mariano de Sousa foi um poeta nascido em Bombaim, filho de Luís Gabriel e de Esmeralda de Sousa.

Concluída a sua formação escolar no Saint Xavier College, seguiu a profissão de funcionário dos correios da Índia Britânica, tendo trabalhado em Bombaim, Puna e Belgāo, onde atingiu o topo de carreira.

No entanto foi como poeta e romancista em língua inglesa, que Innocent Sousa ficou mais conhecido, mesmo tendo escrito também em português e concani.

Contudo o tempo parece ter esquecido o seu contributo, pois hoje é praticamente desconhecido do grande público, tanto em Goa como em outros lugares, e os seus textos não são facilmente acessíveis.

Mas em 1931 um trabalho publicado pela Mitre Press de Londres incluia-o nos 500 principais poetas vivos na obra «Principal Poets of the World Volume I"».

Também noutro estudo elaborado pela University Libraries da University of Washington, denominado «Research Guide on South Asian literature in English for the Pre-Independence period», citava-o como estando entre os melhores poetas e prosistas.

Atualmente, cinco das suas obras são citadas na Amazon, embora indisponíveis.

★Obras

.«Radha: a romance, and other Indian tales» Bombaim: Taraporevala, 1904. 113 p.;
.«Radha, a Hindu belle» Bombay: New Book Co., 1939. 151 p.; Rev. ed. of Radha, a romance.
.«The Clarks, and other post office tales» Bombaim: n.p., 1923.
.«Uncle Roland: or looking for a wife» Bombaim: Taraporevala, 1906. 156 p.
.«Beautiful Bombay and other story poems» Bombaim: New Book Co., 1938. 56 p.
.«The maid of the hill» Londres: A.H. Stockwell, 1929.
.«The Fascination of the Dance, and Other Tales» Bombaim: Taraporewala
.«A Guide to Goa, with a brief history of Goa, and the Life of St. Francis Xavier» Bombaim: Hosang T. Anklesaria.
«Twixt Night and Morn», Londres: Drane, London

Em antologia: «The Spring Anthology», 1930 (The Mitre Press).

Faleceu aos 83 anos.
 
 
 
 
 

535 CONCHINHA DE MASCARENHAS

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Conchinha ou Concha de Mascarenhas, também conhecida na sua família como Mimi, foi uma locutora de rádio e cantora angolana e luandense.

Irmã de Ana Maria Mascarenhas, ganhou notoriedade como locutora durante as décadas de 60 e 70 em Angola.

Protagonizou também como cantora, alguns temas populares escritos pela sua irmã ou por Adelino Tavares da Silva, tais como «Mulata é a Noite», «Canção Da Vida», ou «Melodias de Angola».

Partilha com inumeros irmãos e primos a herança goesa do seu avô materno Mascarenhas.
 
 
 
 
 

534 ANA MARIA MASCARENHAS

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Nome sonante do meio musical luandense e angolano das décadas de 60 e 70, Ana Maria Mascarenhas carrega no sobrenome a herança goesa do seu avô materno:

"Nasceu em Luanda e aos 12 anos de idade frequentou a Escola Particular da professora Lilly Pardal de Anapaz, onde estudou teoria da música, solfejo e piano pelo método de Viana da Mota, de quem fora aluna aquela professora.

Fez parte do grupo infantil «Os Cábulas e as Formigas» e mais tarde do grupo de teatro «De Tanga».

Uns anos depois ingressou no grupo coral da Sé Catedral de Luanda, onde, com a suas irmãs, se manteve cerca de 12 anos acompanhando missas cantadas em latim e português.

Nos finais dos anos 60 foi criada em Luanda a Academia de Música. Os alunos que a frequentaram tinham que ser inscritos também no Conservatório Nacional de Lisboa se quisessem os seus estudos oficializados.

Apesar dos muitos anos que estudou com a professora Lilly Anapaz, e porque queria continuar com os seus estudos musicais, matriculou-se na Academia de Música de Luanda recomeçando os estudos. Foi assim que, entre 1968 e 1971, obteve os diplomas do Curso Geral de Teoria e Solfejo e do Curso Geral de Canto do Conservatório Nacional de Lisboa.

Na audição final do curso de canto apresentou, como soprano, acompanhada pela seu colega finalista Raul Miranda (baixo) o dueto «La ci dareu la mano» da ópera D. João, de Mozart.

Ainda como soprano foi vocalista da «Fantasia relê instrumentos», sob direcção do maestro Jayme Luendes e seu compositor, no Cine-Teatro Nacional, em Luanda.

A partir dessa altura recebeu vários convites oficiais da Câmara Municipal de Luanda, que sempre aceitou. Convites do presidente Dr. António Videira.

Em 1972 exerceu, por acumulação porque era funcionária privativa da Direcção dos Serviços de Fazenda, o cargo de professora de Educação Musical do Ciclo Preparatório da Escola General Victor, em Luanda, na estrada de Catete.

Em 1973 participou, pelo curso de Professores da Academia de Música de Luanda, na sessão musical que foi dirigida pelo professor compositor Dr. Cândido Lima, sob o patrocínio da Fundação Gulbenkian.

Todos os conhecimentos adquiridos como aluna da D. Lilly Anapaz, do professor de canto, Sr. Mário Duque e da Dra. Maria Emília de Leite Velho (ambos da Academia de Música de Luanda) criaram a compositora e letrista Ana Maria de Mascarenhas.

Ainda que as suas composições já fossem conhecidas num ciclo restrito, foi com o Festival da Canção de Luanda que as suas obras se tornaram públicas. Nos anos 60 formou uma dupla com o jornalista português Adelino Tavares da Silva, que tinha chegado a Angola havia pouco tempo. Quatro ou cinco composições em conjunto e logo se inscrevem na SPA, Sociedade Portuguesa de Autores, ele como autor e Ana Maria como compositora. Pode dizer-se que foi a dupla que revolucionou o Festival da Canção, quando Maria Provocação foi defendida por Sara Chaves e «Mulata é a Noite» por Concha de Mascarenhas, ambas acompanhadas pelo Ngola Ritmos, conjunto de ritmos angolanos.

Ana Maria e Tavares da Silva tinham iniciado as canções com recados, canções com sabor local. «Senhora da Muxima», «Sangazuea, Benguela – Rua 9», «Mulata Maldita», «Camião do Asfalto Molhado» (impossível citar todas) foram concorrentes a festivais, obtendo sempre as primeiras classificações. A dupla desfez-se em 1968. A partir daí Ana Maria concorreu como compositora e letrista (autora). «Balada de todo o tempo», «Um mundo novo», «No silêncio dos sabores», «Canção da vida», continuaram a merecer festivais e havia que parar…

Ana Maria foi convidada a integrar o júri do Festival da Canção de Luanda seguinte. Aceitou e deixou de concorrer, mas não deixou de compor: «Mukondaya kitari», «Luanda ao luar», «Manhê, manhê», «Angola nova», «Canção nostálgica», entre muitas, continuaram a ser cantadas e gravadas.

No «Nosso tempo de inocência», Ruy Legot foi o primeiro artista a cantar uma das suas primeiras composições – «Acorrentada». Anos depois esta composição foi recreada pela dupla e gravada em single pela fadista portuguesa Celeste Rodrigues com o título «Gaivota Perdid»a. Também Lurdes Resende, Artur Rodrigues, conjunto Água Viva (Espanha), Los Indios Paraguaios, Agostinho dos Santos e Martinho da Vila (brasileiros) cantaram e gravaram composições de Ana Maria. «Maria Provocação», que deu a Sara Chaves e ao Ngola Ritmos os primeiros prémios do Festival, foi internacionalizada pelo Duo Ouro Negro, primeira gravação em LP, segunda gravação, por Artur Rodrigues, em single, e terceira gravação, em LP, por Martinho da Vila.

«Mulata é a Noite», que igualmente deu à Concha de Mascarenhas honras de primeiro prémio, foi gravada logo a seguir ao Festival. Agostinho dos Santos (single) mas também Cirineu Bastos, Lilly Tchiumba, Milita, Fernanda Ferreirinha, Dionisio Rocha, Ruy Legot e Carlos Burity, cantaram e cantam Ana Maria de Mascarenhas.

O seu percurso poético teve início quando um primo seu, Luís Barbosa Victor, lhe chamou a atenção para o facto de ela falar rimando. Ofereceu-lhe livros de poesia de Marta Mesquita da Câmara e de Florbela Espanca. Era então adolescente. Apaixonou-se por sonetos. E o seu “segundo” pai – o padrinho da família, Lourenço Mendes da Conceição – sabendo dessa preferência ofereceu-lhe um tratado de sonetos de Luís de Camões para que estudasse a composição e métrica dos sonetos e suas rimas. Não parou mais. Cresceu escrevendo poesia e compondo melodias. Tem uma antologia manuscrita da maior parte das suas obras e um CD de tangos inéditos, ambos sem destino. Quando em 1975, mês de Abril, foi convidada a deixar o seu país, fixou residência em Lisboa.

Para não interromper os seus estudos musicais, faz um curso intensivo no Centro de Altos Estudos Gregorianos tomando conhecimento do método WAR, aperfeiçoando-se em vocalizações, gestos, ditados musicais e escritos melódicos, improvisações e ritmos (1976). Por razões profissionais do marido fixou residência na cidade da Guarda, em 1978, onde leccionou como professora de Educação Musical do Ensino Básico na Escola Preparatória daquela cidade… forte, fria e farta.

Em 1981 regressou a Lisboa, onde continua a escrever e a compor."

na foto: Aos microfones da rádio em Angola com o locutor José Guize.

533 AS MASCARENHAS DE COLVALE (circa1860)

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Representando a família Mascarenhas (mãe, á esquerda, e filhas) originária de Colvale, Goa, é tida como a foto mais antiga de Goeses, muito provavelmente efectuada em Bombaim onde residiam.

A foto, feita para comemorar o noivado da filha mais nova, Godiza, esconde no entanto uma parte menos feliz porque ela havia sido noiva anteriormente, porém o noivo faleceu.

Nesta situação, foi viver com a sua irmã Marta, casada com um senhor de Britona, que emigrado em África, faleceu dois anos depois. Daí a ausência de brincos ou jóias em Marta.

Entretanto Godiza fica novamente noiva.

A mãe de ambas, apresenta um brinco no nariz, o que pode indiciar uma recente conversão ao cristianismo.

A data da foto é feita por estimativa, baseada nas datas em que era costume o casamento por parte das senhoras, nos registros de nascimento dos filhos e de casamento de Godiza e pela técnica de confecção da fotografia.

foto em 'Old Goan Photographs and Documents'
 
 
 
 
 

532 PEDRO CORDEIRO (1979)

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A tradição goesa na imprensa e no jornalismo não é nem daqui, nem é de agora. Foram muitos os periódicos, artigos e colunas que os Goeses assinaram e deram á estampa desde o século XIX, quer fosse em Goa, Bombaim ou Lisboa, ou noutros lugares. Não eram necessarimente jornalistas de profissão. Muitos eram advogados, políticos, escritores, sacerdotes, etc.

A imprensa foi ainda o veículo, pelo qual foram sustentadas muitas ideias politicas e polémicas em que os Goeses se deixaram envolver.

Era também Goesa a primeira mulher jornalista crítica de cinema da Índia, nos anos 50 do século transacto. Chamava-se Claire de Souza.

No campo da apresentação audiovisual, Margarida Mercês de Melo, Catarina Furtado e Cláudia Semedo, são três referências nacionais com raízes goesas. Na Índia, Maria Goretti é há muito um valor seguro, com origem na antiga comunidade Indo-portuguesa de Baçaim.

O professor Carmo Vaz, Óscar Mascarenhas e mais recentemente, os descendentes Camilo Lourenço, Ricardo Costa, ou Daniel Traça, enquanto comentador, têm tido também eles, um papel de destaque no panorama jornalístico e mediático português.

O mesmo acontece com Pedro Cordeiro, português, filho do pediatra Mário Cordeiro, e bisneto do ilustre goês Júlio Gonçalves:

★Biografia em semanário «Expresso»:

"Nasceu em 1979 na Lisboa onde mora, com intervalos em Oxford e Madrid e saltos permanentes ao Oeste.

Licenciado em Engenharia da Linguagem e do Conhecimento (não perguntem!) pela Universidade de Lisboa, trabalhou nessa área antes de rumar ao Master en Periodismo do diário El País/Universidade Autónoma de Madrid.

Depois de estágios no «Público» e na revista «Tempo», esteve no «Courrier Internacional» desde a fundação, em 2005, até à sua venda pela Impresa, em 2017.

Entrou para o «Expresso» em 2009, onde é editor da secção Internacional desde 2018.

Pai de quatro filhas e benfiquista, ensina Ciência Política no Colégio Moderno e faz traduções."
 
 
 
 
 

531 CÓNEGO JOSÉ JACINTO PEREGRINO DA COSTA (1916)

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O Cónego Jacinto foi um sacerdote e professor, que nasceu Índia Portuguesa, em 1916.

Veio cedo para Cabo Verde, e exerceu o sacerdócio na Paróquia da Cidade da Praia, a capital, onde devido ao seu trabalho abnegado, atingiu o título de Cónego ainda jovem.

Exerceu também a docência, leccionando gratuitamente no Seminário de São José e no Liceu Domingos Ramos.

Revelou-se um professor de uma competência profissional invulgar em várias áreas, com destaque para as de Físico-Química e Matemática.

Foi ainda reconhecido como um professor exemplar, dialogante e respeitador dos seus alunos.

Cónego Jacinto foi um dos primeiros estrangeiros a pedir a nacionalidade cabo-verdiana após a independência.

Faleceu no dia 28 de Janeiro de 1999, aos 83 anos de idade, em Goa, sua terra natal, data essa que foi escolhida para a festa do aniversário do Liceu da Várzea.

Esta escola começou a ser edificada na Cidade da Praia em 1993 sob a denominação Liceu da Várzea, por ser este o bairro onde se encontrava. Porém, pouco tempo depois da inauguração, numa assembleia e por unanimidade, foi decidido a alteração do seu nome para Escola Secundária Cónego Jacinto Peregrino da Costa.

Atualmente a escola, um pilar na educação caboverdiana, encontra-se no centro de uma polémica, pois o terreno onde se encontra está destinado a albergar a futura embaixada dos EUA.
 
 
 
 
 

530 O CARNAVAL DE GOA

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Significativamente mais pequeno do que os do Brasil ou o da Madeira, o Carnaval de Goa retomou uma nova dinâmica a partir de 1965, com Timóteo Fernandes, um músico inspirado pelo carnaval carioca.

Apesar da longa letargia que o acompanhou durante o tempo do Estado Novo, são no entanto antigas as suas raízes, que segundo alguns autores remontam ao século XVIII, e segundo outros ao século XVI.

De estrutura idêntica aos anteriormente referidos, embora não tão exuberante, é denominado 'Carnaval', 'Intrud' ou 'Entrado', e celebrado nas principais cidades como Panjim, Margão, Pondá, Vasco da Gama, Curchorém, Mapuçá ou Morjim e tem sido usado como cartaz turístico.

529 Padre MANUEL VAZ (c.1535)

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Natural de Carambolim, Manuel Vaz torna-se no primeiro sacerdote católico goês ao ser ordenado Padre em 1558 no Colégio de São Paulo (foto), fundado quatro anos antes em Goa.

Tem assim início, uma longa tradição de sacerdotes e religiosos Indo-Portugueses, pioneiros que deixaram literalmente a sua marca, o seu suor e o seu risco, um pouco por todo o globo. De Goa ao Brasil, de Portugal ao Reino da Etiópia, do Ceilão ao Japão.

São José Vaz, São Gonçalo Garcia, Padre Jácomo Gonçalves, Beato Agnelo de Sousa, Padre Belchior da Silva serão as estrelas mais cintilantes de uma constelação de homens e mulheres munidos de uma fé do tamanho do mundo.

Uma história ainda por contar.
 
 
 
 
 

528 ANTÓNIO FLORIANO DE NORONHA (18/12/1873)

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António Floriano de Noronha estudou direito em Coimbra, Portugal, onde era conhecido como o 'indio erudito'.

Foi promovido ao topo do Sistema Judiciário Português e apontado como o primeiro Juiz Chefe do Estado Português da Índia após a proclamação da República em 5 de outubro de 1910, com jurisdição sobre todos os territórios portugueses na Índia Portuguesa, além de Macau e Timor Leste.

O seu título era "Juiz Desembargador Presidente do Tribunal de Relação de Goa".

Coincidentemente, a família mudou-se para Panjim e sua casa ancestral em Carvota, Loutulim, foi vendida para Camilo António José Ismael Lourenço Gracias, conhecido como José Antonio Ismael Gracias (Sênior) e, em seguida, a mesma casa foi herdada por seu filho Dr. José Antonio Ismael Gracias (Junior), que veio a ser o último Juiz Chefe do Estado Português da Índia ("Juiz Desembargador Presidente do Tribunal de Relação de Goa") de 1958 a 1962.

António Floriano casou-se com Rosa Beatriz Gonçalves da Costa Noronha, do qual teve uma filha. Enviuvando, casou em segundas núpcias com
Laura Aurora da Piedade de Noronha, do qual resultaram três filhos.

Faleceu em junho de 1931.
 
 
 
 
 

527 SUJATHA FERNANDES

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Sujatha Fernandes é professora de economia política e sociologia na Universidade de Sydney, na qual ingressou em 2016.

Anteriormente, foi professora de sociologia na Queens College e no Graduate Center da City University, de Nova York.

Antes disso ainda, foi bolsista Wilson-Cotsen na Sociedade de Bolsistas da Universidade de Princeton em Artes Liberais (2003 - 2006).

Sujatha é PhD em Ciência Política pela Universidade de Chicago.

Fernandes é autora de «Cuba Represent! Artes cubanas, poder do Estado e a criação de novas culturas revolucionárias» (Duke University Press, 2006), «Quem pode parar a bateria? Movimentos sociais urbanos na Venezuela de Chávez» (Duke University Press, 2010) e «Perto do limite: em busca da geração global de Hip Hop» (Verso, 2011).

O seu último livro, intitulado «Histórias Com Curadoria: os usos e usos indevidos de contar histórias», foi publicado pela Oxford University Press em 2017.

Publicou artigos em vários volumes e revistas, incluindo «Sinais», «Contextos», «Sociedade e Política Latino-Americana, Etnografia» e «Antropologia Trimestral».

O seu trabalho foi traduzido para espanhol, português, alemão, francês e chinês.

É colaboradora do «The New York Times», «The Nation» e «Dissent», entre outras publicações.

Apareceu no Daily News de Nova York e na ABC Australia, NPR, MSNBC, American Public Radio, BBC e em muitos outros meios de comunicação globais.

É membro do conselho editorial da «Transition: The Magazine of Africa and the Diáspora».

526 DEEPA FERNANDES

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Fernandes é o ex-apresentadora do programa de rádio WBAI Wakeup Call.

Já foi apresentadora do programa de notícias na rádio Pacifica, «Free Speech Radio News», uma rede de rádio politicamente independente e pacifista.

Fernandes trabalhou como produtora freelancer para a British Broadcasting Corporation, para a Australian Broadcasting Corporation, a InterWorld Radio, e a Pacifica Radio.

★Biografia
Nascida em Bombaim, filha de pais de origem goesa, Fernandes iniciou sua carreira no jornalismo em Sydney, na Austrália, trabalhando como repórter diário.

Então mudou-se para a América Latina, onde trabalhou numa série de 26 documentários de rádio sobre comunidades indígenas no Equador.

Daí partiu para Cuba, onde trabalhou diariamente na Radio Havana Cuba.

Em 2012, Fernandes foi bolsista da Universidade de Stanford. Em 2013, Fernandes ingressou na equipe da estação membro da NPR KPCC em Pasadena, Califórnia. Ela cobre uma batida recém-estabelecida sobre o desenvolvimento da primeira infância.

Fernandes é mestre pela Columbia Journalism School. Sua irmã, Sujatha, é professora assistente de sociologia no Queens College, em Nova York

526 JOSÉ MARCELO RODRIGUES "QUIQUITA" (18/02/1944)

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Como já mencionamos, o futebol é o desporto rei entre os Goeses, principalmente entre aqueles que viveram nas antigas Províncias Ultramarinas.

Apesar do afã e da prática intensa, poucos foram aqueles que obtiveram destaque, tanto a nível nacional como internacional. Alberto do Carmo Rodrigues e António Mascarenhas, foram exemplos de futebolista moçambicanos de origem goesa a singrar nesta modalidade, com carreiras consistentes, ainda que discretas.

José Marcelo Rodrigues, mais conhecido como "Quiquita", foi outro caso semelhante.

Nasceu na antiga Lourenço Marques, e aos quinze anos ingressou na equipa junior como defesa, no seu clube de sempre, o Ferroviário de Lourenço Marques.

Neste clube, e durante os próximos onze anos, ganhou tudo em Moçambique e em todos os escalões. Foi campeão distrital de Lourenço Marques, campeão provincial de Moçambique, num tempo em que era esta província ultramarina quem deitava as cartas no panorama nacional português. Chegou a levar de vencida numa final do campeonato distrital, o famoso Sporting de Lourenço Marques

Foi ainda com o Ferroviário de Lourenço Marques que participou, e por três vezes, na Taça de Portugal, tendo sido eliminado em 1969 pela brilhante Académica de Coimbra.

Paralelamente á carreira de futebolista, José Rodrigues trilhou outro percurso profissional nos Caminhos de Ferro de Lourenço Marques, e após a independência, foi funcionário público no Ministério da Educação português, de onde se aposentou.

 — at Estádio Cidade de Coimbra.

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