Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

468 RENATO DE SÁ (1908)

61182153_136165124226971_5249675733478932480_o (1)

 

"Nascido em Panjim-Goa, foi farmacêutico, literato e jornalista.

 

Estudou na famosa escola Médica de Goa.

 

Colaborou em numerosos jornais e revistas goeses e portugueses, sobre assuntos literários, biográficos, crónicas e reportagens. Entre eles o «Diário de Lisboa», «O Primeiro de Janeiro» do Porto e «O Globo», do Rio de Janeiro.

 

O seu grande amor por tudo o que fosse cultura e língua portuguesa levou-o, em 1964, a fundar o Centro de Cultura Latina na cidade de Panjim. Quatro anos mais tarde, em 1968, criou uma interessante revista anual com o formoso título de «A Harpa Goesa, na que tiveram cabida textos tagoreanos e depoimentos sobre a sua figura.

 

Da mesma publicaram-se catorze números. O último de dezembro de 1981 é um monográfico dedicado à memória de Renato de Sá. [...]

 

Manteve correspondência com o grande poeta Tagore, que lhe enviou uma foto autografada.

 

467 JOÃO BAPTISTA AMÂNCIO GRACIAS (08/04/1872)

avo_amancio_original.jpg

 

    "De nome completo João Baptista Amâncio Gracias, nasceu em Loutulim, concelho de Salcete-Goa.

 

Foi um historiador e polígrafo ilustre. Escreveu infinidade de artigos num elevado número de publicações periódicas goesas.

 

Também morou em Moçambique, Angola e Cabo Verde. Foi secretário da Imprensa Nacional de Goa, colaborador do jornal O Século de Lisboa e correspondente da Academia das Ciências de Lisboa, do Instituto de Coimbra e do instituto Vasco da Gama de Panjim e, por muitos anos, vogal da Comissão Permanente de Arqueologia de Goa.

 

Entre os seus múltiplos e interessantes artigos sobre temas dos mais variados, históricos e bibliográficos, etnográficos e arqueológicos, quero destacar aquele intitulado “Tagore, político e poeta”. Publicado, também como separata, no Boletim do Instituto Vasco da Gama, número 51, do ano 1941 (Bastorá-Goa, Tipografia Rangel), analisa no mesmo duas destacadas facetas de Tagore, a de sócio-político e a de poeta.

 

Entre outros interessantes aspetos tagoreanos, comenta a pertença de Robindronath ao Brahmo-Samaj, criado pelo Raja Rammohun Roy a princípios do século XIX. Também, de forma ampla, o grande valor de Tagore ao renunciar ao título de “Sir” dado pelos britânicos, depois das famosas matanças de inocentes indianos no ano de 1919 na cidade de Amritsar.

 

Entre os livros tagoreanos do seu maior interesse no artigo comenta especialmente as obras Nationalism (Nacionalismo), Gitanjali (Oferenda lírica), Creative Unity (Unidade Criadora), The Religion of Man (A Religião do Homem) e, entre os poéticos as Canções vespertinas e matutinas, ademais do Kori o Komol (Duro e Tenro).

 

É também enormemente interessante a análise que faz da escola tagoreana de Santiniketon, da universidade internacional de Visva-Bharoti, e de que por próprio merecimento, como grande mestre de mestres que foi, Tagore é conhecido na Índia como “Gurudev”, apelativo de uso exclusivo para Robindronath."

 

Foi Director da Fazenda de Goa.

466 GOESES NA EXPEDIÇÃO BURTON-SPEKE (1856/59)

b00422-p05784-page41.jpg

 
 
"A presença de Goesa em Zanzibar tem centenas de anos.
 
Embora sempre em número reduzido, a presença duradoura de talentosos comerciantes, diplomatas, professores, musicos, fotógrafos e artesãos goeses, permitiu que estes deixassem uma marca permanente na história e na sociedade de Zanzibar.
 
 
 
Uma presença goesa na exploração inicial da África Oriental também deve ser recordada.
 
Em 1856, o explorador Richard Burton viajou para Bombaim com  o seu segundo comandante, o tenente John Hanning Speke, a fim de obter permissão para Speke, que era do exército anglo-indiano.
 
 
Lá, Burton contratou dois goeses como assistentes de viagem. Eles eram Valentino Rodrigues e Caetano Andrade.
 
 
Ambos viajaram com Burton para Zanzibar em dezembro daquele ano e em janeiro de 1857, ambos o acompanharam em curtas explorações costeiras, viajando para Mombaça, Tanga e Pangani.
 
 
Então, em 16 de junho, penetraram no continente e, depois de contratarem carregadores em Bagamoyo, eles e quase 200 outros homens, marcharam em direção à vastidão da África central em busca da nascente do Nilo.
 
 
Ambos os goeses sobreviveriam a esta duríssima jornada de quase dois ano. Acidentes e doenças, fizeram muitos ficarem para trás.
 
 
Caetano Andrade foi um dos apenas 35 homens que deram os últimos passos com Speke, quando Burton adoeceu gravemente ficando temporariamente cego. 
 
Estes 35 homens marcharam as últimas 226 milhas em 25 dias. Finalmente, no dia 3 de agosto de 1885, chegaram juntos a uma pequena colina com vista para o enorme mar interior que Speke chamou de Lago Victoria, e que Burton não conseguiu ver.
 
 
De volta a Zanzibar em 1859 e apesar de algumas queixas de Burton sobre o desempenho de alguns de seus trabalhadores, incluindo os dois goeses, estes foram pagos.
 
 
Speke, ao responder a essas reclamações, observou que "era de simples justiça dar-lhes o salário, pois eles ficaram conosco até ao fim ...". Observou também que "Valentino Rodrigues falou Swahili e foi útil na cozinha e na costura, enquanto Caetano Andrade foi um enfermeiro gentil e, embora fisicamente fraco, corajoso ".
 
 
Não se sabe se Rodrigues e Andrade permaneceram em Zanzibar, mas a amizade entre Burton e Speke terminou abruptamente por este e outros motivos, nomeadamente na discórdia quanto a origem do Rio Nilo, pois Burton afirmava que o Lago Vitória estava abaixo do nível do Nilo.
 
 
Num encontro público marcado entre os dois, a arma de Speke disparou acidentalmente quando se preparava para ir ao mesmo, e este morreu."

 

465 ÓSCAR CONCEIÇÃO MONTEIRO E A DEFESA DA LÍNGUA PORTUGUESA NO CANADÁ

Antologia-Consulado-2.jpg

 

OSCAR FRANCISCO CONCEIÇÃO MONTEIRO nasceu em Pangim, Goa, e viveu a maior parte da sua infância e adolescência em Lourenço Marques, Moçambique, onde completou o curso dos Liceus (hoje grau 12 das Escolas Secundárias). Em seguinda estudou na Universidade de Lourenço Marques.

Um ano antes do 25 de Abril mudou-se para Lisboa, onde continuou os seus estudos universitários.

 

Em Portugal, casou-se com Rosamaria Monteiro, natural de Lisboa. Mais tarde, em busca do além, rumou com a esposa, para o Canadá, onde agora radica e labuta. 

Ávido e curioso por conhecer e saber, completou os seus estudos universitários na Universidade de York, em Toronto, obtendo a licenciatura em Psicologia (B.A. honours degree - HONOURS THESIS: Imagery Vividness Ratings and Memory for a Common Object, Course Director and Supervisor - Prof. Ron Okada). Tirou ainda a licenciatura de Professor do Ensino Secundário na Universidade de Toronto (B.Ed. - OISE), nas disciplinas de Português e Economia. É membro do Colégio de Professores de Ontário (Ontario Teachers' College). 

Trabalhou como editor da revista mensal "News & Views" dedicada aos empregados do Departamento de Electrónica da empresa automóvel da FORD.

 

Desejoso de transmitir os conhecimentos aos mais novos, há mais de 30 anos que ensina a Língua e Cultura Portuguesas a jovens e adultos.

 

Assim, foi docente de várias Direcções Escolares de Toronto (School Boards of Education), nomeadamente de Toronto District School Board, Toronto Catholic District School Board, Durham Catholic District School Board e Halton Catholic District School Board e "First Portuguese Canadian Cultural Centre."

É actualmente Director da Escola "PORTUGUESE STUDIES & SKILLS ACADEMY INC."  que funciona com o nome de Escola Portuguesa "A Caminho do Saber", (www.portugueseclasses.2ya.com) que tem raízes na Escola Portuguesa "A Magia das Palavras" da saudosa Professora e Directora Judite Ondarra.

É também autor. Como tal, deu já expressão ao seu pensamento através de poemas publicados nos livros "DA POESIA" - Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea (Vol. VII, Edição Editorial Minerva, Junho de 1997, Lisboa, Portugal) e "Portugal e a Saudade em Verso" (Peregrinação Publications, 2000, Rumford, Rhode Island, USA). Semanalmente colaborou no semanário de Toronto "Sol Português".  Publicou a revista "A Nossa Escola" para a Escola do "First Portuguese Canadian Cultural Club" e ainda outras para a  Escola Portuguesa "A Caminho do Saber", de Toronto. Colaborou nas revistas da Casa dos Açores, durante as semanas culturais (1999 e 2001), e na revista do 45 aniversário da fundacção da Associacço "First Portuguese C. C. Centre", (2001).  Alguns dos seus poemas foram lidos nos Clubes e Associações Portuguesas e não só. 

Entre as suas publicações como autor único, consta o livro "NAS ASAS DA PALAVRA" a venda nas livrarias de Toronto e em Portugal (lista das livrarias no website www.portugueseclasses.2ya.com ). Podem ler também as apresentações/críticas ao livro no mesmo portal.

A sua grande paixão pela música fê-lo abraçar muito cedo à guitarra, e a tocar em agrupamentos musicais em Lourenço Marques e Tete (Moçambique). No Conjunto Académico - teclado, no Conjunto Cabora Bassa - guitarra, no Conjunto Universitário - guitarra.

 

Em Toronto no Conjunto Zip-Zip - guitarra-baixo. Entrelaçada entre os acordes e trinados, vivia a poesia que circulava efervesscente nas suas veias de musicófilo. Como prolífero leitor e amante da poesia passou a escrever poemas e a compor música e destarte nos transmitir a sua paixão pela Língua de Camões.

Assim, agora debruça-se também, concomitantemente entre as outras tarefas, a escrever letras e compôr músicas. Algumas já foram gravadas em CDs por artistas da comunidade como Mara Tavares, Michelle Tavares, Paula Alexandre, Steve Vieira, Catarine Marie (Mika) e Nicole Santos, Jennifer Abadesso, Sthefanie Pais e Sara Ferreira, entre outros.

 

 

Foi um dos fundadores do Grémio Literário de Língua Portuguesa e o seu primeiro Presidente. Também foi o primeiro Presidente do Senado desse mesmo Grémio Literário. Foi ainda o criador dos portais do Grémio Literário (http://www.gremioliterario.ca) e do Orfeão Stella Maris de Toronto (http://stellamaris.ca). 

464 ANDRÉ PEREIRA DOS REIS (séc.XVII)

 

 

mascateoman2.jpg

 

 

André Pereira dos Reis foi capitão, piloto e cartógrafo renomado, natural de Goa, embora não nos seja claro a sua ascendência.

 

Esteve envolvido nas guerras contra os Árabes e Persas. servindo nas frotas das fortalezas da Índia portuguesa.

 

Em 1647, foi feito Cavaleiro.

 

Ficou para a história por ter sido sob o seu comando que Mascate, em poder de Portugal desde Albuquerque (1505), e após a queda de Ormuz (1622), foi perdida definitivamente para o Imã de Omã, no dia 23 de janeiro de 1650, data essa que os Omanitas ainda hoje celebram como data da Independência.

 

A queda de Omã, precipitou o declínio português na costa norte oriental de África.

463 FRANCISCO XAVIER PEREIRA (1883)

francisco_xavier_pereira.jpg

 

Francisco Xavier teve a distinção de ser o mais novo Presidente do Leal Senado de Macau.

 

Nasceu em Macau, de família goesa, que o batizou com tão popular nome entre os Goeses.

 

O seu pai viera de Benaulim. A sua mãe, vinha de uma família de goesa, em Macau desde o século XVIII.

 

Estudou no Lyceum de Macau, após o qual, veio a Coimbra onde se formou em Direito.

 

Depois de admitido como advogado, retornou a Macau em 1905.

 

Dois anos depois, 1907, é eleito para a presidência do Senado, aos vinte e quatro anos, cargo que exerceu até 1909.

 

Faleceu relativamente jovem, em 1910, tendo o seu nome sido imortalizado na toponímia macaense logo em 1919, em importante artéria, e também numa travessa do território.

 

 

P (1).jpg

maxresdefault.jpg

 

 

462 CHAVES NA MEMÓRIA

FB_IMG_1557156851692.jpg

 

1160- A cidade de Chaves é conquistada "aos Mouros" para o Reino de Portugal, pelos irmãos cavaleiros Rui e Garcia Lopes.

 

1650- Nasce em Lisboa, António Rafael Álvares, descendente de Rui Lopes, e que foi para a Índia, onde foi Ouvidor de Goa, Feitor da Capitania e Alcaide-Mór da Feitoria de Diu, e Guarda-Mór da Torre do Tombo de Goa.

 

1745- Nasce em Goa, Pedro António Álvares, cavaleiro-fidalgo, descendente do antecedente e antepassado de Genoveva Emerenciana Álvares.

 

1860- Nasce em Goa, José João da Costa descendente de Marada Poi e que vem a casar-se com Genoveva Emerenciana Álvares, nascida no mesmo ano.

 

1961- Nasce em Lisboa, António Costa, filho de Orlando da Costa, nascido em Moçambique e descendente de João da Costa e de Genoveva Álvares, entre outros.

 

2015- António Costa, primeiro-ministro, visita a cidade de Chaves.

 

Pedro António Álvares, nasceu em Goa e faleceu em Barcelos

 

IMG_1359.jpg

 

 

461 ANTÓNIO MASCARENHAS (15/09/1931)

56616299_591450798039911_1297843523764092928_n.jpg

 

Nasceu na antiga Lourenço Marques, actual Maputo, de pais Goeses.

 

Foi a par de Alberto do Carmo Rodrigues (167), um dos grandes nomes do desporto do C.D.I.P. (179), popularmente conhecido por Indo-Português ou Indo.

 

António Mascarenhas popularizou-se no desporto rei, o futebol, durante a década de 50 do século 20, quando Lourenço Marques marcava pontos no panorama nacional e internacional (o Brasil ali jogou), com o surgimento de jogadores de fama mundial como Matateu, Eusébio, Hilário, Mário Wilson, Costa Pereira, entre muitos outros.

 

Mascarenhas começa a sua carreira ainda como júnior, no Clube 1º de Maio, a filial de «Os Belenenses», onde se sagra campeão.

 

Na época seguinte, enquanto reserva, transfere-se para o Indo-Português.

 

Combinando força e técnica, era hábil no drible e um concretizador nato, tendo marcado a todos os grandes guarda-redes de Moçambique, tais como Acúrsio, Costa Pereira. Pedro Santos ou Hélder Pegado.

 

No jogo inaugural pelo Indo, vence o consagrado Desportivo, filial do Benfica, por 3-1.

 

Noutro jogo em que o popular Sporting de Lourenço Marques necessitava de ganhar, Mascarenhas marca, o Indo vence o jogo por 4-3, e o Sporting perde o campeonato.

 

Joga pela Seleção de Moçambique.

 

É sondado pela Académica de Coimbra de Cândido de Oliveira, mas recusa, começando a trabalhar como contabilista no «Notícias», o principal jornal de Moçambique. Onde teria chegado se não o fizesse?

 

Vive desde 1975 em Portugal, tendo residido por alguns anos no Moçambique independente.

 

Na foto, a Seleção de Moçambique (pré-independência), onde podemos observar Mascarenhas (terceiro de pé, pela esquerda).

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D