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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

397 BHAU DHAJI LAD (1822)

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Bhau Daji Lad (Ramachandra Vitthal Lad) foi um médico hindu goês, erudito em sânscrito, e um antiquário da comunidade brâmane Goud Saraswat.

Veio de uma aldeia em Goa chamada Mandrem, e depois mudou-se para Bombaim, atual Mumbai.

Carreira Médica
A carreira do Dr. Bhau é um exemplo notável de grandes resultados decorrentes de pequenos incidentes. 

Um inglês, notando sua perspicácia no xadrez, convenceu o seu pai a dar ao menino uma educação em inglês.

Bhau mudou-se para Mumbai e completou seus estudos no Elphinstone Institute.

Nessa época, ganhou um prémio por escrever um ensaio sobre infanticídio e foi nomeado professor na Elphinstone Institute.

Depois estudou medicina no Grant Medical College. Pertencia à turma de 1850, o primeiro grupo de formandos da faculdade.

Em 1851, começou a praticar medicina em Mumbai e se tornou muito bem sucedido. 

Estudou a literatura sânscrita da medicina védica. 

Também testou o valor das drogas às quais os antigos hindus atribuíam poderes maravilhosos, em itens patológicos que investigavam, como a lepra. 

Educador
Sendo um ardente promotor da educação, foi nomeado membro do conselho de educação em Mumbai. Foi um dos bolseiros originais da Universidade de Bombaim e o primeiro presidente de origem indígena da Sociedade Literária e Científica dos Estudantes. 

Foi também um paladino da causa da educação feminina. Uma escola de meninas foi fundada em seu nome, para o qual uma doação foi fornecida por seus amigos e admiradores. 

Carreira Política
Bhau teve sempre grande e ativo interesse nos desenvolvimentos políticos que aconteciam na Índia. A Associação de Bombaim e a filial de Bombaim da Associação das Índias Orientais devem sua existência à sua capacidade e esforços. 

Em homenagem ao Dr. Bhau Daji, uma estrada tem o seu nome no King's Circle em Matunga, Mumbai. 

Bhau foi escolhido duas vezes Prefeito de Mumbai, uma vez em 1869 e novamente em 1871. 

Pesquisa 
Várias sociedades científicas na Inglaterra, França, Alemanha e Estados Unidos conferiram-lhe a sua filiação, ele contribuiu com numerosos artigos para a revista da filial de Bombaim da Royal Asiatic Society.

Hobbies
Bhau Dhaji Lad acumulou uma grande coleção de raras moedas indianas antigas. Estudou antiguidades indianas, decifrando inscrições e verificando as datas e a história de antigos autores sânscritos. 

Morreu em maio de 1874. 

O Museu Victoria & Albert de Mumbai foi rebatizado em sua homenagem em 1975, e é testemunho da sua contribuição para o campo das artes e do património.

segundo Wikipédia

 — em Mandrem, Goa, India.

 
 
 
 
 
 
 

396 FERNANDO EVERARD DO ROSÁRIO VAZ (1929)

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Há quem afirme que o primeiro presidente da então jovem república de Moçambique, declarou ás massas num célebre comício no Estádio da Machava, corria o ano de 1975, que "Goês é como camaleão!".

 

Tal facto não impediu que Samora Machel tivesse no elenco do seu governo vários goeses (por ascendência ), entre os quais Fernando Everard do Rosário Vaz.

 

Fernando Vaz nasceu em Moçambique, em 1929, filho de pais goeses, emigrados em 1908 para aquela província ultramarina, ou colónia, segundo outros pontos de vista.

Frequenta o ensino primário e secundário, e por via das boas notas ganha uma bolsa de estudos para vir estudar Medicina em Portugal.

 

Em 1949 chega a Lisboa com Marcelino dos Santos, e frequenta a Casa de Estudantes do Império.

 

Priva com Mário Pinto de Andrade, Amílcar Cabral, Agostinho Neto, mas também os mais novos Joaquim Chissano, Sérgio Vieira e Pascoal Mocumbi, que formarão o núcleo dos futuros auto-denominados "movimentos de libertação", guerrilhas de matriz marxista, e futuros dirigentes das respectivas nações.

 

Dentro da Casa dos Estudantes do Império adquire protagonismo tendo sido nomeado Presidente da Direção em 1957. Mas em 1958 desvincula-se ao ser admitido para Interno dos hospitais civis de Lisboa.

 

Em 1970, depois de uma passagem por Timor-Leste (onde exerce no Hospital Dr.Machado, em
Dili, e onde preside à Associação Académica de Timor), retorna a Moçambique já formado em Medicina, especializado em Cirurgia Geral.

 

De 1970 a 1974 é Cirurgião no Hospital Miguel Bombarda.

 

Em 1974, já no Governo de Transição, é nomeado Director-Geral do Hospital Central de Maputo, que era uma unificação do Hospital Miguel Bombarda e do Hospital da Universidade.

 

Cumpre essa função no difícil período de 1975 a 1985, onde a escassez de meios e quadros era particularmente acutilante devida ao exôdo de pessoal qualificado no processo de independência, e à guerra civil que durou 16 anos, tendo deixado um milhão de mortos e quatro milhões de refugiados.

 

Foi Vice-Ministro e Ministro da Saúde de Moçambique durante longo período, e médico pessoal do presidente Samora Moisés Machel.

 

Com a morte de Samora Machel de acidente de aviação, Fernando Vaz é incumbido da penosa tarefa de fazer o reconhecimento dos corpos, inclusive o do presidente e de outros vários seus amigos pessoais que iam no vôo.

 

Negoceia também com as autoridades do regime de apartheid sul-africano, sobre o qual recaem as suspeitas de crime, o translado dos corpos de maneira às autópsias serem realizados em território nacional moçambicano.

 

Diríamos que na hora final, foi útil a Samora Machel, o "camaleonismo" goês.

395 Dr. JOAQUIM JOSÉ ANTÓNIO DE CAMPOS (11/10/1893)

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Natural de Anjuna, foi formado pela Escola Médica de Bengala (1916) e emigrou para a África Oriental Inglesa, de onde regressou a Goa em 1934. 

Nesse ano fez duas conferências sobre as antiguidades portuguesas na África Oriental, no Instituto Vasco da Gama, de que fora sócio desde 1925.

Pouco depois foi nomeado Cônsul de Portugal em Banguecoque e Sião sendo-lhe cometido o encargo de pesquisas históricas e arqueológicas nessa região relacionadas com os feitos dos portugueses nessas paragens orientais.

Homem de grande cultura, o médico Joaquim de Campos foi nomeado pelo Governo do Sião seu principal conselheiro adido à Repartição de Arqueologia do Sião.

Ferreira de Castro in «A Volta ao Mundo» referiu-se a Joaquim José António de Campos como um prestigioso português de Goa, de bondade infinita e vasta cultura. 

in «Dicionário de Goanidade», de Domingos Soares Rebelo

 

394 JOÃO THEODOMIRO LIGÓRIO DE CARVALHO MIRANDA, Capitão de Fragata Médico (1880/1959)

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Natural de Bardez, com os preparativos da Escola Politécnica (1896/98) formou-se pela Escola Médica de Lisboa (1904).

Foi integrado nas Campanhas de Moçambique como Médico da Brigada Naval, Médico da Escola de Marinheiros do Sul e Médico da Esquadrilha de Submersíveis.

Exerceu vários altos cargos: Subdirector e Director Interino do Hospital da Marinha, Chefe da Repartição de Saúde, Presidente da Junta de Saúde Naval.

Publicou a tese de formatura «Valor da Leucocytose nos Casos de Supuração em Geral» (Lisboa, 1904).

em Dicionário de Goanidade, de Domingos Soares Rebelo

 

393 FRANCISCO JOÃO "GIP" DA COSTA (1859)

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Francisco João da Costa, mais conhecido por seu pseudônimo "GIP", foi uma figura importante no jornalismo goês do século XIX. Também adotou o pseudônimo de "André Paulo", sendo alcunhado de "Matk Twain" goês.

Costa nasceu numa poderosa dinastia, com raízes católicas e brâmanes, que apoiaram a Regeneração em Portugal, e também apoiaram a extensão dos direitos constitucionais e democráticos à Índia Portuguesa. 

Costa estudou Direito, mas ao lado da sua carreira jurídica desenvolveu um perfil como jornalista e escritor de contos. 

O tio de Costa, Bernardo Francisco da Costa (017), era proprietário da revista semanal «O Ultramar», associada ao Partido Ultramarino e à casta bramânica de Goa. 

Costa começou a escrever para o periódico «O Ultramar» em 1882, contribuindo mais notavelmente para o romance «Jacob e Dulce» em forma de folhetim, entre 10 de novembro de 1894 e 1 de junho de 1895, antes de publicar o livro em 1896. 

A ação passa -se na cidade natal de Costa, Margão, e concentra sua sátira na burguesia católica das Velhas Conquistas de Goa. 

"Em vez de um romance, «Jacob e Dulce» talvez sejam mais bem lido como uma série de esboços em relação às maquinações em torno de um casamento arranjado" entre seus protagonistas. 

Influenciado pela escrita do realista e satírico Eça de Queiroz, «Jacob e Dulce» é conhecido por levar a escrita goesa para além do Romantismo em direção ao realismo social, desenvolvendo a sátira social e capturando um tom coloquial e local, no diálogos em português. 

O livro rendeu várias edições, tendo havido uma em Concani, traduzida por Aleixo Francisco.

Notas a Lápis, Balas de Estalo e Medalhões, foram outras de suas sátiras fulminantes.

Parece que a opóbrio que as sátiras de Costa provocaram, levaram-no a cessar a escrita de ficção depois de «Jacob e Dulce». 

392 ALEIXO FERNANDES, OS EXCÊNTRICOS DO RITMO E A PRIMEIRA GUITARRA ELÉTRICA PORTUGUESA

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Aleixo Socorro Gallus Fernandes nasceu na actual Tanzânia em 1922. Em 1927, juntamente com a sua família, oriunda de Goa, vem para Lisboa.

Com o seu irmão Nereus Fernandes e dois amigos, formam um grupo musical que será pioneiríssimo no Jazz em Portugal: Os Excêntricos do Ritmo.

Em 1945 são convidados por Luís Villas-Boas, para tocarem no primeiro programa «Hot Club», na então Emissora Nacional. 

Serão os próprios Excêntricos do Ritmo a fabricarem, a partir da cabeça de um gira-discos, a primeira guitarra elétrica portuguesa. Sobre isto, diz-nos a revista «Exame Informática» de 26 de Dezembro de 2014: 

" Há guitarras elétricas e… há a primeira guitarra elétrica portuguesa com que Aleixo Fernandes reservou um lugar na história do Jazz português. Aos 92 anos, o guitarrista e engenheiro reformado, enjeita qualquer pretensão quanto à autoria do instrumento: a primeira guitarra elétrica portuguesa foi pensada precisamente para imitar os sons das guitarras elétricas que começaram a ecoar nos cinemas a preto e branco com que os habitantes da capital se entretinham, enquanto, além-fronteiras, a segunda guerra mundial caminhava para o auge da violência.

Em vez de um fabricante de instrumentos, Aleixo Fernandes e os colegas da banda Excêntricos do Ritmo recorreram aos préstimos de um carpinteiro que trabalhava nas oficinas do Instituto Superior Técnico. E foi com um braço e um corpo de madeira maciça, que pesam talvez o dobro dos de um modelo atual, que surgiu a primeira guitarra elétrica portuguesa.

O arrojado instrumento, juntamente com uma guitarra do Havai fabricada na mesma oficina, acabaria por catapultar os Excêntricos do Ritmo para as luzes da ribalta nacionais com aparições em programas da Emissora Nacional (antecessora da RDP) e em filmes como o «Pátio das Cantigas», ou «Ladrão Precisa-se». 

«Foi uma vida boa», diz Aleixo Fernandes, com os olhos ainda a cintilarem com os holofotes do passado."

 

391 CONJUNTO RENATO SILVA

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Conjunto de grande prestígio na cena musical de Lourenço Marques, era formado por músicos goeses, nomeadamente Renato Silva (piano), Bony (vibrafone e acordeão), Fausto (contrabaixo), Eduardo Pereira (bateria) e Sita Fernandes (vocalista e esposa de Renato).

Colaboram em programas do Rádio Clube de Moçambique e acompanham vários outros artistas moçambicanos como Garrido, Eduardo Jaime, Parafuso m e Natércia Barreto, a menina dos " Óculos de Sol".

Em 1961 editam um EP pela etiqueta Alvorada.

Em 1964 são os músicos de suporte a Madalena Iglésias, no Teatro Manuel Rodrigues, Lourenço Marques.

Em 1972 gravam pela editora moçambicana Teal Discos, juntamente com Jorge Paixão, a trilha sonora de «O Explicador de Matemática», do realizador e produtor Courinha Ramos.

Na foto: Bony, Corte, Madalena Iglésias, Eduardo Pereira, Renato Silva e Fausto.

segundo "A Última Dança Em Goa" de Joaquim da Fonseca

 

390 ROSA LOBATO DE FARIA (20/04/1932)

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Figura incontornável do meio artístico português, dispensa apresentações.

Pela via materna é bisneta do ilustre goês José Júlio Rodrigues (267) e neta de José Bettencourt Rodrigues (268), filho de mãe açoriana. 

O prefeito goês de Coimbra, Raimundo Venâncio Rodrigues (222) era irmão de seu bisavô (ou seja, filho de seu trisavô), e o grande António Maria Bettencourt Rodrigues (269) era irmão do seu avô, portanto também ele filho de José Júlio Rodrigues (267).

Estranhamente esta informação está omitida no texto abaixo transcrito. Bem se vê que tudo é visto de forma a perpetuar determinada visão unívoca da história e, em último lugar, de nós próprios. 

Contrariar esta visão manietada, é uma das razões desta página. Queremos demonstrar que a história também teve dois sentidos. Pelo menos no caso de Goa, os seus filhos foram também seus actores e protagonistas. Mas adiante.

Pela via paterna Rosa Lobato de Faria provém de uma família portuguesa com uma ligação secular a Goa. Aqui fica a sua história genealógica, descrita em dn.pt de 29 de Setembro de 2007:

"A escritora, poetisa e actriz Rosa Maria de Bettencourt Rodrigues Lobato de Faria nasceu em Lisboa, na freguesia de Santa Isabel, a 20 de Abril de 1932. Começou a escrever poesia aos seis anos. Foi aluna do Instituto de Odivelas, colégio para filhas de militares. Do casamento dos seus pais, teve uma única irmã, mais velha, que estudou Psicologia.

A sua mãe, Vera Corrêa Mendes de Bettencourt Rodrigues, natural de Lisboa, era filha de José Júlio de Bettencourt Rodrigues, bacharel em Química e professor do Liceu de Lamego, e de Maria Jesuína Corrêa Mendes. Vera Corrêa Mendes de Bettencourt Rodrigues casou em 1927 com Joaquim António de Lemos Lobato de Faria, capitão-de-mar-e-guerra do porto da Figueira da Foz e de Caminha, que nasceu em Pangim, ilhas de Goa, em 1902.

Rosa Lobato de Faria é um raro caso de consanguinidade documentada na sua ascendência. Os seus pais eram parentes, desde logo por serem ambos bisnetos do general Raimundo Corrêa Mendes, membro do Conselho do Governo da Índia, e de Lina Lucília de Lemos. Esta senhora era neta de Bernardo de Lemos Telo de Menezes, capitão do Estado da Índia em 1801, e de Ana Isabel de Saldanha. Era esta senhora filha de Bernardo de Lemos Faria, governador de Macau, e de Joaquina Saldanha Noronha e Menezes, neta paterna de Bernardo de Lemos, tanador-mor das ilhas de Goa, e de Antónia Lobato de Faria, filha de Manuel Lobato de Faria, governador de Damão, natural de Viana do Castelo e o primeiro desta família a passar para a Índia.

O avô paterno de Rosa Lobato de Faria foi o capitão Sertório Lobato de Faria, administrador do concelho das ilhas de Goa, quarto neto por varonia deste Manuel Lobato de Faria, governador de Damão, e de Joana Gameiro Soares Rolim. Casou em Pangim com Ana Josefa de Lemos, trineta dos acima referidos Bernardo de Lemos Telo de Menezes e de Ana Isabel de Saldanha. Assim, os avós paternos de Rosa Lobato de Faria eram parentes da sua mãe além de parentes próximos entre si.

Os quartos avós da escritora foram o brigadeiro José Maria Lobato de Faria, segundo morgado de Nerul, e Ana Leonor Rita da Cunha. Esta era filha de Miguel Carlos de Távora e neta paterna dos quintos condes de São Vicente - Miguel Carlos da Cunha da Silveira e Távora e sua mulher D. Rosa de Ataíde. Miguel Carlos de Távora casou na Índia com Inácia de Vilhena e Castro, filha do capitão Diogo Prestes de Abreu. Este capitão foi pai de Rita de Vilhena e Castro, casada com Caetano Lobato de Faria, de quem teve o referido segundo morgado de Nerul, José Maria Lobato de Faria, primo direito de sua mulher.

Os citados quintos condes de São Vicente pertenciam à nobreza de corte do século XVIII, descendendo das primeiras famílias do reino. O conde era bisneto por varonia de António Luís de Távora, segundo conde de São João da Pesqueira, senhor da casa de Távora. A condessa era filha dos nonos condes de Atouguia e neta materna do segundo marquês de Távora, por sua vez neto deste segundo conde de São João da Pesqueira. Poderemos encontrar outras consanguinidades na árvore genealógica de Rosa Lobato de Faria, que se enreda também sempre na História de Portugal."

 

389 ÂNGELO PEREIRA

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Pertencente a uma nova geração de autarcas portugueses, Ângelo Pereira foi vereador social-democrata do pelouro da cultura, naquele que é o concelho mais qualificado e de maior rendimento per capita em Portugal: Oeiras.

Encabeçou a coligação PSD/CDS que concorreu contra a eleição anunciada de Isaltino de Morais para a presidência da Câmara Municipal da referida cidade da área metropolitana de Lisboa. 

De ascendência goesa.

388 MANUEL AGOSTINHO LOURENÇO

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Muito pouco sabemos por enquanto, acerca deste misterioso personagem, Manuel ou Manoel Agostinho Lourenço.

É dado como sendo de origem goesa, e viveu entre os séculos XIX e XX. 

Foi professor de Física e Química no «Gymnásio Culto Á Ciência» (renomeado Colégio e hoje Escola Estadual), na cidade de Campinas, São Paulo, Brasil. 

Fundado a 13 de Janeiro de 1874, e de influência positivista e maçónica com vários membros maçons entre os fundadores, era uma instituição de referência naquela cidade do sudeste do Brasil, onde estudava a elite dos fazendeiros, comerciantes e intelectuais paulista. 

Com o tempo, a escola foi-se democratizando. 

Santos Dummond, pai da aviação mundial e a atriz Regina Duarte, estão entre os ex-alunos do Gymnásio.

nota: assim que for possível atualizaremos a informação acerca de Manuel Agostinho Lourenço.

 

387 CANDICE PINTO

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Candice Pinto é uma supermodelo indiana e Miss Tourism International 2001. Figura constante nos principais eventos de moda da Índia como a Lakme Fashion Week ou a India Fashion Week, é vista em muitas capas de revistas indianas de moda. 

Infância e Educação
Candice Pinto nasceu em Mumbai, na Índia, numa família católica. Ela é meio goesa, meia mangaloreana (comunidade católica de Mangalore com origem em Goa) e tem três irmãos. 

Frequentou a Escola Secundária Holy Cross (Kurla) e formou-se na Faculdade da Sociedade de Educação do Sul da Índia (SIES) em Sion, Mumbai, onde recebeu o título de Mestre em Economia. 

Pinto costumava modelar nos seus dias de faculdade junto com o seu irmão. Mesmo que sua família não quisesse inicialmente que ela seguisse a modelagem, acabaram por a ajudar a entrar no concurso da Gladrags. Depois da sua graduação, projetou uma carreira como animadora, que tem planos de retomar um dia. 

386 OS GOESES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA

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Data do século XVI, a presença goesa na linhas da navegação marítima europeias.

Foram inúmeros os marinheiros Goeses que fizeram parte das tripulações embarcadas, não só na Carreira das Índias, como por todo o Índico e um pouco por todo o globo, com especial incidência naquelas linhas que tinham a Europa como ponto de origem ou de destino. 

Era habitual nos séculos passados, a presença de marinheiros goeses nos portos europeus, onde muitos tinham residência.

Essa presença não esmoreceu, antes transformou-se, e hoje em dia os cruzeiros turísticos estão lotados de empregados goeses. 

Por outro lado, no preâmbulo da Primeira Grande Guerra, já os Goeses detinham uma particular participação na colonização e desenvolvimento em todos os territórios africanos orientais que estavam em disputa pelas principais potências europeias como a Inglaterra, a Alemanha, a Itália e a França. Esses territórios são hoje a Tanzânia, o Quénia, o Uganda, etc. 

Só no Tanganyika alemão existiam cerca de 600 a 700 goeses residentes, sendo um deles, Clemente de Souza, membro do German Club of Tanga.

O início da Primeira Grande Guerra fez com que o conflito se estendesse aos territórios africanos tutelados pelas potências europeias, assim como às zonas costeiras e marítimas adjacentes. 

Não só as embarcações de guerra ficaram envolvidas neste conflito, como também as embarcações civis e comerciais ficaram à mercê do seu decurso.

Em ambos os casos, o registo histórico atesta a presença de tripulações de origem goesa.

Assim, e como exemplo, em 1911, o vaso de guerra britânico HMS Alert, dá conta da presença de seis tripulantes de origem Goesa:

Vitoriano Caridade de Sousa, 46 anos, casado, natural de Bardez.
Pascoal João Rodrigues, 32 anos, casado, natural de Bardez.
Sebastião Caridade Lobo, 22 anos, solteiro, natural de Bardez.
Vicente Rosário de Sousa, 41 anos, casado, natural de Bardez.
João Vitoriano de Sousa, 27 anos, casado, natural de Bardez.
Diogo António Pereira, 35 anos, casado, natural de Bardez (também fez parte da tripulação do HMS Astræa).

Esta presença voluntária de Goeses, cidadãos portugueses (residentes em território britânico) em barcos de guerra britânicos era possível em regime de contrato, geralmente de cinco anos. As suas tarefas não eram militares, sendo geralmente cozinheiros e pessoal de serviço aos oficiais. 

Porém a história também nos dá conta de outros registos bem menos agradáveis, como o das baixas goesas entre os tripulantes dos navios civis: Correa, Xavier Costa, Pedro Almeida, Triphona Álvares, Padrinho Colaço, Joaquim Freitas, Nazário Bragança, Diogo Lobo, I.N.Lobo, A.N. Lobo, Camilo Fonseca, Francisco Coelho, são algumas das casualidades goesas civis, tendo o óbito ocorrido em sítios tão díspares como Dover (Inglaterra) Canal da Mancha, Table Bay (África do Sul), Cabo Martello (Creta), ou Mar do Norte (Escócia).

Pensamos que está por fazer um verdadeiro retrato da participação civil e militar dos goeses neste conflito.

na foto, Diogo António Pereira.

385 Dr. ALEIXO CAETANO LACTÂNCIO DE SOUSA (10/05/1883)

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por Dr. Alan de Sousa Rodrigues 

"O Dr. ACL de Sousa combinou brilhantismo médico e visão, com sentido de Estado e um profundo senso de responsabilidade para com a terra em que vivia. 

Um jornalista pioneiro, um grande político, um assistente social ativo, um líder realizado em muitas facetas, um marido devotado, pai e amigo maravilhoso, ele era. 

Nascido em 10 de maio de 1883, em Carmona, Goa, deixou a aldeia, desiludido com a pequenez local e a política mesquinha. 

Em Bombaim estudou medicina no J.J. Medical College.

Ao chegar no Quénia em 1915, foi nomeado Oficial Médico do Governo em Mombaça. 

Assim começou uma época tão cheia, que só terminaria com sua morte em 17 de julho de 1958. 

Em 1919 casou com a encantadora e graciosa Dra. Mary Matilda Pereira de Mazagon, Bombaim, a quem conhecera na faculdade de medicina. Entrou para clínica privada com a sua esposa e viveu na sua bela casa em Parklands com os seus filhos, Theo de Sousa, o Dr. Peter de Sousa e Aura de Sousa Rodrigues. 

A escrita estava no seu sangue. As suas notas contundentes eram escritos políticos carregados de fatos sólidos, argumentos destemidos e críticas lógicas. Nenhum sujeito fez a sua pena prolífica não adornar. Foi dotado de um talento para a eloquência que poderia influenciar uma turba ou encantar o público mais culto. 

Expressou sua opinião franca e estudada sobre todos os assuntos que afetavam sua comunidade. 

Escreveu livremente para o "Democrata", depois para "Fairplay", um semanário que ajudou a fundar, depois para o "Colonial Times" e mais tarde para o "Goan Voice", do qual foi fundador e editor. Um digno tributo seria compilar todas as suas obras literárias num único volume - artigos de jornais, editoriais, orações fúnebres, mensagens de simpatia e apreço, discursos em reuniões de condolências e folhetos, para capturar o espírito do homem e a extensão de sua obra e contribuição da comunidade Goesa [...] no Quênia. 

Tudo o que ele tocou na vida pública, ele adornou. Como servidor público, ele se elevou aos olhos de todas as comunidades do Quênia. Os seus oponentes disseram que ele era ambicioso demais. Se ambicioso ele era, a sua ambição o levou a trabalhar para o seu povo. O seu trabalho foi muito nos bastidores e as pessoas não tinham conhecimento real da medida em que ele serviu a comunidade. A sua compreensão e amor pela necessidade da educação é a sua maior obra. 

Ele é um dos poucos goeses que nunca se desviou do caminho da retidão para ganhos pessoais - se assim fosse, teria sido um milionário. Brutalmente sincero e sério, o leão não era tão feroz como foi pintado. Dentro dele havia um coração de ouro e fontes de bondade e compaixão. 

Um grande Goês, um dos primeiros a pisar nas costas da África Oriental [Inglesa], será lembrado com gratidão por seu serviço e pelo Hospital Maternidade Indiano, construído como resultado de seus esforços, a Associação Ultramarina de Goa da qual foi o fundador e Presidente, a Desai Memorial Library, a Conferência Goesa da África Oriental, o Goan Housing Scheme, a Indian Association e a Indian Medical & Dental Association. 

Foi membro do Conselho Legislativo de 1934 a 1938 e do Conselho Municipal de Nairobi por muitos anos. 

Descrito como o maior protagonista da Educação Goesa na África Oriental [Inglesa], na verdade, o arquiteto da história goesa na África Oriental, se não fora por seu espírito de luta e personalidade dinâmica, a Escola Goesa em Nairobi ou qualquer outra escola goesa no Quénia não viria a luz do dia. Com sua tenacidade e apoio sincero à comunidade goesa, alcançou o objetivo de escolas separadas para os goeses. 

Este apoio de todo o coração, exceto pelo rancor sombrio de algumas vozes discordantes, desfrutou-o até o fim de seus dias. A morte o restaurou ao seu lugar de direito entre os eminentes goeses por sua probidade imaculada, serviços indiscutíveis e nome esplêndido. 

Eu tinha apenas quatro anos quando o avô faleceu. Tudo o que sei dele é do que a mãe compartilhou conosco, seus cinco filhos, enquanto crescemos, de cartas do meu tio, Peter de Sousa e sua esposa Sofia e de numerosos amigos da família de Nairobi. 

A mãe foi cadeirante por 22 anos até que faleceu em 17 de junho de 2013, mas em todos esses anos, e a cada dia, ela olhou para as fotografias de seus pais sobre a lareira e acendeu uma vela e orou. 

Ela iria chegar, tocar nos porta-retratos, sorrir carinhosamente e dizer “meu pai, minha mãe”, testemunho de pessoas maravilhosas que foram, Dr. AC L de Sousa e Dra. Mary de Sousa. [...]"

 

384 JOSÉ FRANCISCO DA SILVA COELHO (15/03/1889)

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Neto do capitão homónimo (383) e filho do tabelião Camilo Vicente António da Silva Coelho, José da Silva Coelho foi um jornalista e autor de pequenas crónicas e histórias satírica publicadas no jornal «O Heraldo», nas décadas de 20 e de 30 do século passado. 

É considerado o mais prolífico ficcionista goês em língua portuguesa.

Nascido em Margão, era um de quinze irmãos, entre os quais o poeta Mário da Silva Coelho.

Depois de frequentar o Liceu em Pangim e de seguir os estudos em Direito, tornou-se Notário, primeiro auxiliando o seu pai, para depois estabelecer-se em Damão e posteriormente em Bicholim, onde trabalhou até ao fim de sua vida. 

Exímio caçador, fluente em Concani, era aparentemente um «dandy» e um epicurista. 

Nunca se casou.

Para além de ser notado pela quantidade, as sátiras de José da Silva Coelho ficaram conhecidas pela abrangência, refletindo em parte sua íntima familiaridade com a cultura das Novas Conquistas, indo além do alcance relativamente estreito do seu precursor goês Francisco João "GIP" da Costa. 

Estas incluem pessoas de diversas castas, religiões e estilos de vida. 

"O opróbrio acumulado sobre Silva Coelho por seus esforços logo o deixou ... exausto, incapaz de continuar como escritor e prestes a ser esquecido"; sua última história publicada parece ter sido em 1931, aproximadamente ao mesmo tempo que o Estado Novo começou. 

OBRA

«Contos Regionais»
Silva Coelho publicou cerca de 40 contos na série 'Contos Regionais' entre 1922 e 1927. Foram esses contos que levaram Vimala Devi e Manuel de Seabra a chamá-lo de "um dos mais notáveis ​​escritores curtos de Goa". Os dois críticos escrevem que Silva Coelho "foi capaz de retratar seu povo com uma autenticidade que magoa até hoje". 
As histórias mostram a influência do realista satírico português Eça de Queiroz, um dos autores favoritos de Silva Coelho. A série foi uma espécie de "succès de scandale" em Goa, sendo muito popular entre o público leitor, enquanto provocava indignação entre os indivíduos que se reconheciam nos personagens do autor. 

A série passou a inspirar uma série de epigones locais, imitadores menos talentosos, na imprensa local. Também parece ter influenciado vários escritores goeses subsequentes: Ananta Rau Sar Dessai, Vimala Devi e Augusto do Rosário Rodrigues. 

«Lendas Indianas»
Silva Coelho também coletou várias ('Lendas Indianas' ou Indian Legends). Três dúzias destas pequenas peças foram publicadas numa série com o mesmo nome em 'O Heraldo'. 

«Malícias Orientais»
Silva Coelho também escreveu uma série de histórias sobre personagens hindus. Estes nunca foram publicados em vida. 

Traduções de Inglês
As Hesitações de Damião e Seu Primeiro Amor, Amar é Sofrer Paulo Melo e Castro (tradução), Alongamento das Sombras, 2 vols, "Um Cacho de Bananas para o Advogado Separião", "O Chap de Monserrate", "O Desenvolvimento Tardio das Ideias de Sebastianinho", "Como Minhas Curtas Histórias Afetam o Senso de Proporções das Pessoas".

de Wikipédia

 

383 Capt. JOSÉ FRANCISCO DA SILVA COELHO (1820)

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Era filho do Capitão Camilo Vicente da Silva Coelho, natural de Margão, nascido no ano de 1789.

1852. Alferes do 1º Batalhão de Caçadores do Estado da Índia (Margão), por Carta Patente, Registo Geral de Mercês, D. Maria II, liv.39, fl.32v-33v

1860. Capitão do 1º Batalhão de Caçadores do Estado da Índia (Margão)

1866. Cavaleiro da Ordem de São Bento de Aviz, por Decreto de 28/12/1866

1869. Major, Medalha de Prata de Comportamento Exemplar, Portaria do Ministério de 31/5/1869

O Capt. José Francisco da Silva Coelho era casado com Anna Joana Marcelina Angélica Letícia Álvares, bisneta de Pedro António Álvares (1746-1805), capitão médico (físico-mor) e Fidalgo da Casa Real.

Foi avô do escritor goês José da Silva Coelho e do poeta Mário da Silva Coelho.

 

382 JOANA JOAQUINA LUCINDA PINTO

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Lucinda Pinto, a primeira mulher goesa formada em Medicina, pela Escola Médico-Cirúrgica de Goa em 1914, aqui fotografada com outros alunos e professores em 1913.
Formou-se com 17 valores.

Era filha do advogado Luís João Valentino Viriato Pinto, natural de Calangute, e foi casada com o médico Manuel Belmiro Fernandes.

381 JOÃO DE SOUSA (16/06/1947)

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Nasceu em Lourenço Marques (Maputo), hoje a viver na Matola. Casado e com um filho.

É um dos grandes jornalistas radiofónicos de sempre de Moçambique. João de Sousa é considerado o “The Voice” da Rádio Moçambicana. Figura ímpar no meio jornalístico desportivo radiofónico e de quem muitos de nós guarda gratas recordações 

Iniciou a sua actividade radiofónica nas Produções GOLO, uma Agência de Publicidade que produzia vários programas que eram transmitidos através do então Rádio Clube de Moçambique, em 1964. 

Começa a fazer relatos desportivos de várias modalidades (basquetebol, futebol e hóquei em patins) em 1966. Para além da cobertura dos acontecimentos nacionais, com destaque para os Campeonatos da Cidade e os Provinciais, fez transmissões directas de jogos que se realizaram no exterior de Moçambique, nomeadamente em Angola e em Portugal. 

Em 1968, a par com os relatos desportivos, é incluído em outras equipas de produção de programas das Produções GOLO, tendo realizado até 1975 o “Bondiazinho” (de parceria com o Eugénio Corte Real) ou o “Guiando e Ouvindo Música”. 

Esporadicamente fazia a locução de outros programas tais como o “Domingo Alegre” ou o “Extensão 10”. 

Produziu rubricas diárias sobre a atualidade desportiva moçambicana que eram transmitidos diariamente no programa CIDADE 68, no então Canal D do RCM. 

Em 1974 ingressa no Rádio Clube de Moçambique como locutor. Após a nacionalização, ocorrida em 1975, passa para os Serviços Redactoriais, (hoje Direcção de Informação) como repórter e noticiarista. Nessa qualidade realiza um conjunto de transmissões “em directo” relacionadas com vários acontecimentos nacionais. 

É nesse período que é integrado no grupo de profissionais designados para acompanhar o Presidente Samora Machel nas suas viagens de Estado. 

Em 1977 chefia a Redacção Desportiva da Rádio Moçambique. Faz a cobertura dos principais eventos nacionais, regionais e internacionais, sendo de destacar as transmissões directas feitas da participação moçambicana na Liga dos Campeões Africanos ou na Taça das Taças (em futebol), nos Campeonatos Africanos de Basquetebol em masculinos e femininos, nos Jogos Africanos de Argel, no Campeonato do Mundo de Hóquei em Patins da Argentina de 1978 ou dos Jogos Olímpicos de Moscovo de 1980. 

Na sua trajectória profissional dirige o Canal Nacional da RM, e posteriormente o Departamento de Programas. 

Anos depois foi nomeado Administrador da Rádio Moçambique, sendo responsável durante 6 anos pelos pelouros Comercial e de Produção. 

Em 2003 é nomeado Assessor do Conselho de Administração para as Relações Internacionais e posteriormente para a Área de Comunicação e Imagem da Empresa. Integra o grupo dos primeiros jornalistas que cria o Canal Desportivo da Rádio Moçambique, (RM DESPORTO) que durante 19 horas de emissão se dedica exclusivamente a noticias e reportagens sobre desporto nacional e internacional. 

Em Fevereiro de 2006 é nomeado Correspondente da Rádio Moçambique na África do Sul, tendo terminado o seu mandato no dia 31 de Janeiro de 2012.

A par com a actividade radiofónica colaborou com a Televisão de Moçambique como “pivot” e comentarista dos jogos dos Campeonatos do Mundo de Futebol e como apresentador (de parceria com Leite de Vasconcelos) do programa “Volta a Moçambique”. 

Embora reformado, continua a colaborar com a Rádio Moçambique na produção de 3 programas semanais de 60 minutos cada, nomeadamente “O Fio da Memória”, “História das Músicas” e “Coisas da Bola”.

em bigslam.pt

na foto, Eusébio, João de Sousa e Chiquinho Conde.
 
 
 

380 LUIS PEDRO FARO (05/04/1948)

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Luís Pedro Carneiro de Souza e Faro nasceu em Ribandar, Goa (Índia Portuguesa) e aí viveu até aos 13 anos, quando durante a ocupação indiana de Goa em 1961, a família, luso-goesa, veio para Portugal. 

Estuda no Liceu Passos Manuel, em Lisboa, onde desperta o seu interesse pela música, aprendendo acordes de guitarra para tocar músicas de Roberto Carlos e Duo Ouro Negro. 

Transita para o Liceu João de Castro e em paralelo, frequenta a Academia dos Amadores de Música, onde aprende guitarra clássica.

Já no Instituto Superior Técnico, a convite de um colega, frequenta o Orfeão da Universidade Técnica. É aí que vem a conhecer os seus futuros colegas do Grupo Musical Intróito, até então denominado Grupo de Espirituais Negros. Eram eles, Ana Pires, Isabel Pires e Nuno Gomes dos Santos. 

O grupo apresenta-se no conhecido programa de televisão Zip-Zip, a que se segue uma digressão pelo país. Tocam em Dusseldorf e Frankfurt na Alemanha Federal, mas também actuam na RDA (República Democrática Alemã), Madrid , Bruxelas e Paris. Actuavam também em festas particulares.

Por esta altura, Luís Pedro participa também em simultâneo, no grupo Tabu.

Em 1970, os Intróito participam no Festival da Canção com o tema "Verdes Trigais", alcançando o terceiro lugar, e em 1971 com o tema "Palavras Abertas".

Em Agosto desse mesmo ano, Luís Pedro Faro acompanha o guitarrista Carlos Paredes a uma digressão pelo Japão. No mês seguinte, Setembro, acompanha Zeca Afonso a Paris, onde vem a conhecer José Mário Branco e Sérgio Godinho. 

Luis Pedro Faro frequenta o Centro de Estudos Gregorianos onde estuda Solfejo com Sibertin-Blanc e Contraponto com o Maestro Frederico de Freitas. 

Forma-se em Mestre de Capela Gregoriana e Mestre de Música Polifônica.

Estuda Percussão, e Flauta Transversal com Carlos Franco, da Orquestra Gulbenkian.

Ainda durante a década de 70, começa a liderar grupos musicais como o Coro da Incrível Almadense, de onde sai em 1974, formando o Grupo de Canto Livre de Almada.

Convive com o Maestro Lopes Graça que o convida para coadjuvante do Coro doTeatro da Trindade.

Em 1975 entra para o GAC, Grupo de Ação Cultural, onde militava José Mário Branco e Fausto. Por esta altura termina a sua participação no grupo Intróito. No GAC, tem a seu cargo a Direção Vocal e Coral e de Direção Artística. Termina a sua participação no GAC em 1978.

A partir desta altura dedica-se à composição, arranjos, orquestração, direção coral, canto e técnica vocal.

Compõe para grupos de teatro como A Barrraca, A Comuna, O Bando, Teatro Nacional D.Maria II, entre outros.

Entre 1979 e 2002 dirige o Coro do Grupo Desportivo IBM, o Coro Descante, o Coro BPSM, o Coro Novos Tempos, o Coro 6 de Maio, o Coro «Os Loureiros», o Coro de Lagos, o Coro de Portimão e o Coro Cramol, alguns em simultâneo.

Cria o Coro da Freguesia de São João, que se muda para a Amadora, e depois para Oeiras, sendo então renomeado Coro Consonante.

Em 2007 cria o grupo vocal e instrumental «Á Quinta Voz».

Presentemente dirige o Grupo Coral Consonante e dá aulas de Canto e Técnica Vocal na Biblioteca Operária Oeirense.

segundo www.ondapop.pt

 

379 BRAGANZAS & Co. (Calcutá)

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Fundada em Marquis Street, Calcutá, abriu as suas portas pela mão dos irmãos Francisco e Tomás Braganza em 1942, mantendo hoje mais de 75 anos de ininterrupta actividade.

Autêntica referência na venda de instrumentos musicais «premier» em toda a Índia, continua na gestão da família Braganza, havendo várias sucursais para além da loja original.

378 «JESSONDA», de LUDWIG "LOUIS" SPOHR (1822)

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Obra alemã proibida pelo nazismo, por representar o amor metarracial, «Jessonda» é uma «Grande Ópera» composta pelo prolífico compositor, violinista e regente germânico Louis Spohr(05/04/1784) em 1822, sobre libreto de Eduard Gehe, tendo sido estreada em 28 de Julho de 1823 com direção do próprio Spohr.

A ópera é composta em três atos, e tem a duração aproximada de 2 horas e 15 minutos.

Personagens Principais: 
Jessonda (viúva), soprano.
Amazali (irmã), soprano.
Dandau (grande brâmane), baixo.
Nadori (jovem brâmane), tenor.
Tristão da Cunha (almirante português), barítono.
Pedro Lopes (coronel adjunto), tenor.

A ação situa-se em Goa, no século XVI. 

Sinopse:
Jessonda é uma viúva de um Rajah, que segundo os costumes da época e vontade da própria, deveria se juntar ao marido através da cremação.

Para esse efeito, Nadori, um jovem brâmane, é enviado pelo templo hindu para trazer Jessonda. Contudo apaixona-se pela sua irmã, Amazali.

Entretanto, Tristão da Cunha, almirante português, encontra-se no cerco a Goa, e acalenta a esperança de voltar a encontrar o seu amor de infância, Jessonda, o qual não reconhece à primeira vista.

A ação evolui, entre tréguas, avanços e recuos, e finalmente as forças portuguesas lançam o ataque final, e Tristão consegue evitar «in extremis», o sacrifício de Jessonda por parte do Brâmane Dandau. 

Nadori e Amazali terminam juntos também.

Nota:agradecemos a Joaquim Correia o conhecimento desta notável obra.

 

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