142 OSKAR PINTO LOBO (1913)
Uma biografia muito completa do arquitecto Oskar Pinto Lobo, pai da estilista Ana Salazar. Em Revisitar Goa.
"Fernando Óscar Pinto Lobo (Oskar), nascido em 1913, descendente de uma família de Goa, e de avô inglês, licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde estudou pintura.
Pai da estilista Ana Salazar, tinha com a sua mulher Ema sempre a casa cheia de amigos. Na casa da Rua da Praia da Vitória, junto ao Monumental, havia festas, serões, tertúlias enfim, por onde passavam o João Villaret, António Ferro, Fernanda de Castro, ou Almada Negreiros de quem o seu pai era muito amigo.
Ana reconhece-se permanentemente no pai – um homem de figura irrepreensível, sempre muito bem vestido, e a quem no Liceu Camões chamavam o “príncipe perfeito”.
António Ferro foi afastado do Secretariado Nacional da Informação em 1949. Foi o princípio do fim da sua Política do Espírito e da tutela sobre uma fatia considerável das artes gráficas portuguesas.
Eixo programático do SNI e do Estado Novo, o turismo elitista, assente na pureza do ar e dos costumes regionais, cedeu o passo ao turismo de massas, à iniciativa privada e a práticas de marketing mais agressivas e abrangentes. As praias e o clima tornaram-se a locomotiva desta estratégia e o Sol, entidade intangível e felizmente fora do alcance de mãos humanas, tinha bastante potencial iconográfico.
Foi um arquitecto, Óscar Pinto Lobo (Oskar) quem desempenhou a tarefa, ilustrando pictóricos e calorosos discos solares nas inúmeras publicações que ao longo das décadas de 50 e 60 venderam os estatísticos 250 dias de sol por ano a estrangeiros ávidos de luz e calor.
Foi diretor gráfico do SNI, e consultor técnico da Junta de Turismo da Costa do Sol. Ao serviço de instituições oficiais e privadas ligadas ao Turismo, desenvolveu muita da sua actividade como designer e ilustrador, com presença assinalável nas publicações da Junta e nos anuários Portugal País de Turismo onde dividiu a colaboração artística com Manoel Lapa.
Nos anos 40, Óscar Pinto Lobo, arquitecto, pintor, é o decorador da casa Olaio. A marca aposta em força no mobiliário de estilo americano, em madeira de carvalho.
De 1932 a 1943, Oskar teve papel relevante em jornais humorísticos e revistas infantis.
Para além de ter colaborado na revista "Ilustração", publicou histórias aos quadradinhos na revista "ABC-Zinho", nomeadamente com os personagens Tom Migas e o seu cavalo Cara Linda, e as adaptações de Bucha e Estica.
O seu nome inclui-se entre os designers e artistas que muito concorreram para uma imagem moderna do País e da TAP.
Integrou o grupo de sócios fundadores da Tertúlia Literária e Artística PARLATÓRIO, criada em 18 de Outubro de 1989, cujo objectivo principal era o da divulgação cultural e artística. A primeira reunião que definiu os seus objectivos, teve lugar na Restaurante Parlatório.
Faleceu em Lisboa em 1995."
6G
em http://revisitargoa.blogspot.pt/2016/05/oscar-pinto-lobo-1913-1995.html

"Fernando Óscar Pinto Lobo (Oskar), nascido em 1913, descendente de uma família de Goa, e de avô inglês, licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde estudou pintura.
Pai da estilista Ana Salazar, tinha com a sua mulher Ema sempre a casa cheia de amigos. Na casa da Rua da Praia da Vitória, junto ao Monumental, havia festas, serões, tertúlias enfim, por onde passavam o João Villaret, António Ferro, Fernanda de Castro, ou Almada Negreiros de quem o seu pai era muito amigo.
Ana reconhece-se permanentemente no pai – um homem de figura irrepreensível, sempre muito bem vestido, e a quem no Liceu Camões chamavam o “príncipe perfeito”.
António Ferro foi afastado do Secretariado Nacional da Informação em 1949. Foi o princípio do fim da sua Política do Espírito e da tutela sobre uma fatia considerável das artes gráficas portuguesas.
Eixo programático do SNI e do Estado Novo, o turismo elitista, assente na pureza do ar e dos costumes regionais, cedeu o passo ao turismo de massas, à iniciativa privada e a práticas de marketing mais agressivas e abrangentes. As praias e o clima tornaram-se a locomotiva desta estratégia e o Sol, entidade intangível e felizmente fora do alcance de mãos humanas, tinha bastante potencial iconográfico.
Foi um arquitecto, Óscar Pinto Lobo (Oskar) quem desempenhou a tarefa, ilustrando pictóricos e calorosos discos solares nas inúmeras publicações que ao longo das décadas de 50 e 60 venderam os estatísticos 250 dias de sol por ano a estrangeiros ávidos de luz e calor.
Foi diretor gráfico do SNI, e consultor técnico da Junta de Turismo da Costa do Sol. Ao serviço de instituições oficiais e privadas ligadas ao Turismo, desenvolveu muita da sua actividade como designer e ilustrador, com presença assinalável nas publicações da Junta e nos anuários Portugal País de Turismo onde dividiu a colaboração artística com Manoel Lapa.
Nos anos 40, Óscar Pinto Lobo, arquitecto, pintor, é o decorador da casa Olaio. A marca aposta em força no mobiliário de estilo americano, em madeira de carvalho.
De 1932 a 1943, Oskar teve papel relevante em jornais humorísticos e revistas infantis.
Para além de ter colaborado na revista "Ilustração", publicou histórias aos quadradinhos na revista "ABC-Zinho", nomeadamente com os personagens Tom Migas e o seu cavalo Cara Linda, e as adaptações de Bucha e Estica.
O seu nome inclui-se entre os designers e artistas que muito concorreram para uma imagem moderna do País e da TAP.
Integrou o grupo de sócios fundadores da Tertúlia Literária e Artística PARLATÓRIO, criada em 18 de Outubro de 1989, cujo objectivo principal era o da divulgação cultural e artística. A primeira reunião que definiu os seus objectivos, teve lugar na Restaurante Parlatório.
Faleceu em Lisboa em 1995."
6G
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