Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

142 OSKAR PINTO LOBO (1913)

Uma biografia muito completa do arquitecto Oskar Pinto Lobo, pai da estilista Ana Salazar. Em Revisitar Goa.

28279090_925051707662122_3706051788114891916_n.jpg

 



"Fernando Óscar Pinto Lobo (Oskar), nascido em 1913, descendente de uma família de Goa, e de avô inglês, licenciou-se em Arquitectura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde estudou pintura.

Pai da estilista Ana Salazar, tinha com a sua mulher Ema sempre a casa cheia de amigos. Na casa da Rua da Praia da Vitória, junto ao Monumental, havia festas, serões, tertúlias enfim, por onde passavam o João Villaret, António Ferro, Fernanda de Castro, ou Almada Negreiros de quem o seu pai era muito amigo. 

Ana reconhece-se permanentemente no pai – um homem de figura irrepreensível, sempre muito bem vestido, e a quem no Liceu Camões chamavam o “príncipe perfeito”.

António Ferro foi afastado do Secretariado Nacional da Informação em 1949. Foi o princípio do fim da sua Política do Espírito e da tutela sobre uma fatia considerável das artes gráficas portuguesas.

Eixo programático do SNI e do Estado Novo, o turismo elitista, assente na pureza do ar e dos costumes regionais, cedeu o passo ao turismo de massas, à iniciativa privada e a práticas de marketing mais agressivas e abrangentes. As praias e o clima tornaram-se a locomotiva desta estratégia e o Sol, entidade intangível e felizmente fora do alcance de mãos humanas, tinha bastante potencial iconográfico.

Foi um arquitecto, Óscar Pinto Lobo (Oskar) quem desempenhou a tarefa, ilustrando pictóricos e calorosos discos solares nas inúmeras publicações que ao longo das décadas de 50 e 60 venderam os estatísticos 250 dias de sol por ano a estrangeiros ávidos de luz e calor. 

Foi diretor gráfico do SNI, e consultor técnico da Junta de Turismo da Costa do Sol. Ao serviço de instituições oficiais e privadas ligadas ao Turismo, desenvolveu muita da sua actividade como designer e ilustrador, com presença assinalável nas publicações da Junta e nos anuários Portugal País de Turismo onde dividiu a colaboração artística com Manoel Lapa.

Nos anos 40, Óscar Pinto Lobo, arquitecto, pintor, é o decorador da casa Olaio. A marca aposta em força no mobiliário de estilo americano, em madeira de carvalho.

De 1932 a 1943, Oskar teve papel relevante em jornais humorísticos e revistas infantis. 

Para além de ter colaborado na revista "Ilustração", publicou histórias aos quadradinhos na revista "ABC-Zinho", nomeadamente com os personagens Tom Migas e o seu cavalo Cara Linda, e as adaptações de Bucha e Estica.

O seu nome inclui-se entre os designers e artistas que muito concorreram para uma imagem moderna do País e da TAP.

Integrou o grupo de sócios fundadores da Tertúlia Literária e Artística PARLATÓRIO, criada em 18 de Outubro de 1989, cujo objectivo principal era o da divulgação cultural e artística. A primeira reunião que definiu os seus objectivos, teve lugar na Restaurante Parlatório.

Faleceu em Lisboa em 1995."

6G

em http://revisitargoa.blogspot.pt/2016/05/oscar-pinto-lobo-1913-1995.html
 
 
 

Mais sobre mim

imagem de perfil

Arquivo

  1. 2023
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2022
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2021
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2020
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2019
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D