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GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

GALERIA DOS GOESES ILUSTRES

INTROSPECÇÃO SOBRE A ORIGEM, O ALCANCE E OS LIMITES DA IDENTIDADE GOESA, E O SEU CONTRIBUTO HISTÓRICO E SOCIAL EM PORTUGAL E NO MUNDO

454 O CAMINHO DE FERRO DE MORMUGÃO (1887–1961)

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O Caminho de Ferro de Mormugão foi uma ferrovia com uma extensão total de 82 km que ligava o porto de Mormugão, então no Estado da Índia, à estação de Castle Rock, na Índia Britânica, onde entroncava coma linha da Southern Mahrata Railway Company, permitindo as comunicações ferroviárias entre o então território português de Goa e a Índia Britânica.

 

A linha foi construída e estava concessionada à Western India Portuguese Guaranteed Railways Company (que depois operou com o nome de West of India Portuguese Railway) e funcionou até à anexação de Goa pela União Indiana, sendo então integrada na rede nacional indiana.

 

A construção da linha foi titulada por contrato assinado a 18 de Abril de 1881 entre o governo do Estado da Índia e um grupo de financeiros britânicos.

 

O contrato determinou as condições de abertura, prazos de acabamento, número e localização das estações a criar e forma de exploração da linha de caminho de ferro, que deveria ligar o porto de Mormugão, então já com um intenso movimento marítimo, com a linha férrea da Índia Inglesa que descia paralelamente à costa desde Bombaím ao sul do subcontinente indiano.

 

Depois de múltiplos problemas de construção, a exploração iniciou-se a 15 de Janeiro de 1887, autorizada pela Portaria n.º 131 do Governador-Geral do Estado da Índia, Augusto César Cardoso de Carvalho, que autorizava o funcionamento do troço que se encontrava quase pronto, entre Mormugão e Collém, localidade situada perto da fronteira com a Índia Britânica.

 

A ligação à rede da Índia Britânica ocorreu em 1888, ano em que a ferrovia entrou em plena exploração.

 

A exploração da linha atravessou tempos muito difíceis, com deficits de exploração sucessivos que tiveram de ser cobertos pelo magro orçamento do Estado da Índia, em boa parte causados pelas dificuldades aduaneiras com a Índia Britânica e com as guerras comerciais com as empresas ferroviárias britânicas que faziam melhores preços para encaminhamento das mercadorias para o porto de Bombaím via Poona.

 

Depois de vários contratos adicionais, todos eles onerosos para o Estado Português, a concessão foi dada por terminada a 31 de Março de 1961, tendo Portugal pago na altura um resgate de 1.107.541 de libras britânicas à Western India Portuguese Guaranteed Railways Company.

 

Após o termo da concessão, a linha foi administrada pela Junta Autónoma dos Portos e Caminhos de Ferro do Estado da Índia, criada pelo Decreto-Lei n.º 43 517, de 25 de Fevereiro de 1961, mas essa administração foi efémera já que em Dezembro desse ano a União Indiana invadiu o território e incorporou a linha na Indian Railways.

 

 

em Wikipédia

ÍNDICE 5

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401 LÚCIO SANTANA B. DO ROSÁRIO MIRANDA
402 EUGÉNIO VIASSA MONTEIRO
403 TEODORICO JOSÉ DO ROSÁRIO DE ABRANCHES (c.1780)
404 JOSÉ CAMILO AIRES DA CONCEIÇÃO E SÁ, Coronel-Médico
405 FRANCIS NEWTON DE SOUZA
406 HOPFER CUSTÓDIO XAVIER C. GOMES
407 ALBERTO CARLOS G. DA SILVA CORREIA
408 MATILDE LANDA VAZ 
409 A SINA DE ANTÚ SINAI 
410 MONSENHOR GUSTAVO COUTO 
411 VASAI VIBES, o Natal em Baçaim.
412 SOLOMON SOUZA-KHON 
413 EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL DA ÍNDIA PORTUGUESA (1860)
414 FRAGATA «SANTO ANTÓNIO DE TANNA» (1681)
415 THOMAS STEPHENS (1549)
416 CONDE DO RIO PARDO, Dom Diogo Martim de Sousa Teles de Meneses (17/05/1755)
417 ISIDORO EMÍLIO BATISTA
418 BERNARDO JOSÉ DE SOUSA E BRITO
419 ELVINO JOSÉ DE SOUSA E BRITO 
420 LUÍS FILIPE DO ROSÁRIO
421 JOE RODRIGUES
422 CYPRIAN FERNANDES
423 PATRIZIA MARIA ROSÁRIO
424 CLAUDE AJIT MORAES
425 NEVILLE ANTHONY MASCARENHAS 
426 THOMAS STEPHENS
429 GLENN SALDANHA
430 JOÃO FRANCISCO LUDGERO GRACIAS
431 FRANCISCO DE SOUZA
432 CHINA MACHADO
433 MONSENHOR GUSTAVO COUTO
434 BASÍLIO DE GOA (1923)
435 A PROVÍNCIA DO NORTE (1534/1739)
436 DUQUE DE GOA (1515/1581)
437 GOA, ANTES E APÓS AS NOVAS CONQUISTAS DE 1680.
438 NELSON DE SOUZA 
439 TOMÁS PERES DA SILVA (04/10/1800)
440 MIGUEL ARAÚJO E A AZEITONA GOESA 
441 CÓNEGO BALTAZAR ESTRÓCIO FALEIRO 
442 JOSÉ JESUS DE AZEVEDO E SOUSA
443 O INSTITUTO GOANO DE LOURENÇO MARQUES
444 O PALÁCIO DOS VICE-REIS DA ÍNDIA
445 JACINTA LUÍS
446 EDGAR LUÍS SIMÕES VALLES
447 EDGAR VALLES
448 JOÃO ERNESTO VALLES VAN DUNEN 
449 JOSÉ INÁCIO DE LOYOLA 
450 MARY D'SOUZA SEQUEIRA 
451 OS NAZARETH: DO QUÉNIA PARA OS E.U.A
452 MERVYN MACIEL
453 "DORIC" DE SOUZA
454
 
 
 
 
 
 
 
 

ÍNDICE 4

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301 DR. ANTÓNIO JOSÉ DE SOUSA 
302 MONSENHOR GOMES CATÃO
303 VIRGÍLIO CASTELO
304 PONTE CONDE DE LINHARES
305 JOÃO TAVARES DE ALMEIDA
306 JOÃO JACQUES FLORIANO ÁLVARES
307 JÚNIO GUALBERTO BETTENCOURT RODRIGUES
308 FLÁVIO JOSÉ ÁLVARES DOS SANTOS 
309 MANUEL LEONiS DE CASTRO
310 LUCY D'ABREU
311 Dra. ADÉLIA COSTA
312 JÚLIO GONÇALVES
313 CAETANO XAVIER FURTADO
314 INÁCIO CAETANO XAVIER (séc.XVIII)
315 INÁCIO CAETANO XAVIER 
316 TITO LÍVIO XAVIER 
317 MATEUS DE LACERDA
318 DOM ALEIXO JOÃO DE BRAGANÇA
319 FRANCISCO ALBERTO, E OS BRAGANÇA DE SERGIPE
320 «GOA, A HISTÓRIA DE UM ENCONTRO» de Catarina Portas
321 O FENIM
322 A MARCHA DE DIU (video)
323 O SARAPATEL DE GOA
324 ESTÊVÃO JEREMIAS MASCARENHAS 
325 LONGUINHOS MONTEIRO
326 "CHIC CHOCOLATE" (video)
327 A ÍNDIA PORTUGUESA – sustentáculo da colonização do Brasil 
328 O FUTEBOL, DESPORTO REI EM GOA
329 TÉCNICOS DE GOA ENVIADOS AO BRASIL 
330 Dr. MANUEL FRANCISCO DE ALBUQUERQUE 
331 Dr. Adv. LOURENÇO GRACIANO FAVORINO ANTÃO 
332 GOVERNADORES GOESES DE TIMOR
333 CONSTÂNCIO XAVIER GREGÓRIO - "DIWALI"
334 SABRINA DE SOUZA, o espião que não veio do frio
335 JULIAN GONSALVES
336 GENELIA de SOUZA
337 A FORTALEZA DE DAMÃO E OS ÚLTIMOS ILUSTRES DAMANENSES (video)
338 MARCOS PERESTRELLO 
339 JOÃO BRUTO DA COSTA 
340 OS BURGHERS DO SRI LANKA
341 AMÂNCIO D'SILVA
342 OS CATÓLICOS MANGALOREANOS 
343 A SOMBRA DE MARADA POI
344 FRANCISCO SALVADOR ZEFERINO PINTO 
345 VALERIE VAZ
346 SAYONARA D'LIMA
347 SUELLA FERNANDES
348 GOESES NAS FORÇAS ARMADAS INDIANAS
349 GOA, COMO ERA EM 1953 (video)
350 A MENTIRA (video)
351 GOA EM BOLLYWOOD 1 e 2 (video)
352 TOLLENTINE FONSECA e o Hino Nacional do Paquistão
353 BERNARDO XAVIER FURTADO
354 JOSÉ MATHIAS PIEDADE PACHECO 
355 MAPUÇÁ ANTIGA CIDADE DE GOA 
356 JOSÉ FRANCISCO BARRETO DE MIRANDA 
357 VER COM OLHOS DE VER
358 FRANCISCO XAVIER DE BRAGANÇA 
359 JOVINO FRANCISCO DE GOUVEIA PINTO
360 CAMILO DIONÍSIO ÁLVARES
361 HIPÓLITO FERNANDES ÁLVARES
362 OS GANCARES, E AS GANCARIAS OU COMUNIDADES AGRO-ECONÓMICAS DE GOA
363 OS NORTEIROS OU «EAST-INDIANS»
364 É NATAL EM BAÇAIM (video)
365 RESUMO DA HISTÓRIA ANTIGA DE GOA (2000 AC - 1500 DC)
366 AS GAUKARIAS E A HERANÇA SUMÉRIA EM GOA
367 CARLOS SOUZA CORDEIRO
368 FRANCISCO PAULO BACHMANN DE MELLO
369 HENRY LOUIS VIVIAN DEROZIO
370 IGREJAS E CRISTÃOS DE BAÇAIM (albúm)
371 GOESES E BOMBAIM (albúm)
372 CLIFF RICHARD e o elo perdido
373 «A GRANDE MARCHA» GAUD SARASWAT BRAHMIN
374 BERN COLLAÇO 
375 WENDELL RODRICKS
376 SHIRLEY RODRIGUES
377 LINCOLN JUSTO DA SILVA
378 «JESSONDA», de LUDWIG "LOUIS" SPOHR 
379 BRAGANZAS & Co. (Calcutá)
380 LUIS PEDRO FARO
381 JOÃO DE SOUSA 
382 JOANA JOAQUINA LUCINDA PINTO
383 Capt. JOSÉ FRANCISCO DA SILVA COELHO 
384 JOSÉ FRANCISCO DA SILVA COELHO 
385 Dr. ALEIXO CAETANO LACTÂNCIO DE SOUSA 
386 OS GOESES NA PRIMEIRA GRANDE GUERRA
387 CANDICE PINTO
388 MANUEL AGOSTINHO LOURENÇO 
389 ÂNGELO PEREIRA
390 ROSA LOBATO DE FARIA
391 CONJUNTO RENATO SILVA 
392 ALEIXO FERNANDES, OS EXCÊNTRICOS DO RITMO E A PRIMEIRA GUITARRA ELÉTRICA PORTUGUESA
393 FRANCISCO JOÃO "GIP" DA COSTA
394 JOÃO THEODOMIRO LIGÓRIO DE CARVALHO MIRANDA, Capitão de Fragata Médico 
395 Dr. JOAQUIM JOSÉ ANTÓNIO DE CAMPOS 
396 FERNANDO EVERARD DO ROSÁRIO VAZ 
397 BHAU DHAJI LAD
398 YVAN DAS DORES SILVA 
399 CASIMIRO MENEZES
400 SACUNTALA DE MIRANDA
 
 
 
 
 
 
 
 

ÍNDICE 3

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201. 02 DE ABRIL DE 1761
202. 15 DE JANEIRO DE 1774
203. A LISONJA DE CHURCHILL
204. GOA, POR MIGUEL TORGA
205. PADRE CHICO
206. ANTÓNIO JOSÉ DA GAMA
207. MARIA ALCINA HENRIQUETA DE MIRANDA
208. DIOGO JOSÉ DE NORONHA
209. 20 DE SETEMBRO DE 1844 
210. 19 DE ABRIL DE 1752 
211. JACK DE SEQUEIRA
212. TENENTE-CORONEL EUGÉNIO DE OLIVEIRA
213. JOAQUIM ANTÓNIO BOSSUET AFONSO
214. JOSÉ CAETANO PEREIRA
215. MIGUEL VIVENTE DE ABREU
216. VICTOR MANUEL DIAS
217. EDMUNDO BRAZ SEQUEIRA
218. ANTÓNIO XAVIER ROCHA PINTO
219. EDWARD JAMES DE SOUZA
220. ANTHONY FIRINGEE
221. LOUIS "GUMBY" PINTO (video)
222. RAIMUNDO VENÂNCIO RODRIGUES
223. VASANT KRISHNA TAMBA
224. SIR ERNEST JOSEPH SOARES
225. DOMINGOS XAVIER VIEGAS
226. JERÓNIMO ACÁCIO DA GAMA
227. ALBERTO DA ASCENÇÃO MENDONÇA
228. ANTÓNIO DA PIEDADE MORAIS
229. COMUNIDADE DE PESCADORES DA CATEMBE
230.MARGARIDA MERCÊS DE MELLO
231. VICTOR J. MENEZES
232. IVAN MANUEL MENEZES
233. O CEMITÉRIO DOS PRAZERES
234. BRAZ GONSALVES (video)
235. EDWARD PETERS
236. JOÃO PACHECO DE FIGUEIREDO
237. FERNANDO CURADO RIBEIRO
238. MICKY CORREA
239. LUCILLA PACHECO
240. MANUEL BARBOSA DU BOCAGE
241. LUÍS VAZ DE CAMÕES
242. SÃO JULIUS DE GOA (video)
243. FRANCISCO FARIA E OS ÁLAMOS (video)
244. GONZAGA COUTINHO (video)
245. A GUARDA MOURA GOESA DE MACAU (video)
246. ESPIONAGEM EM GOA (video)
247. D.CAETANO DE ROSÁRIO E SOUSA
248. VIMALA DEVI
249. JOSÉ PAULO GOMES
250. MANUEL JOSÉ FELICÍSSIMO DE ABREU 
251. ISIDORO EMÍLIO BAPTISTA
252. MIGUEL ARCANJO MARQUES LOBO 
253. EUSTÁQUIO BRÁS GOMES
254. ANTÓNIO BERNARDO DE SOUSA
255. LÚCIO S.B. DO ROSÁRIO MIRANDA 
256. ALFREDO DOS ANJOS OSÓRIO
257. VASCO DOS ANJOS OSÓRIO
258. DINANATH ATMARAMA DOLVI
259. DAMODAR KOSAMBI
260. RENATO PERES DA SILVA
261. GOA EM COMBRA
262. TRIKAL, Passado, Presente e Futuro (video)
263. O CEMITÉRIO DA CONCHADA (animação)
264. FRANCISCO JOÃO BRÁS GOMES 
265. D. ANTÓNIO XAVIER PEREIRA DA TRINDADE 
266. FRANCISCO CORREIA AFONSO 
267. JOSÉ JÚLIO RODRIGUES
268. JOSÉ JÚLIO BETTENCOURT RODRIGUES
269. ANTÓNIO MARIA BETTENCOURT RODRIGUES
270. BERNARDO FRANCISCO DE ABRANCHES 
271 IVO BJARNE DE FIGUEIREDO 
272 JOSÉ MIGUEL LAMARTINE DA COSTA 
273. A.C. GOMES & SONS, Photographers 
274. JONH WILFRID DA CUNHA
275.JOAQUIM FRANCISCO HELIODORO DA SILVA
276 PASCOAL FORTUNATO DE SOUZA 
277 DOM JOSEPH COUTTS
278 LUÍS CAETANO DE SANT'ANNA ÁLVARES
279 JOSEPH FURTADO
280 CINCO POEMAS DE JOSEPH FURTADO
281 VICTOR FROILANO BACHMANN DE MELLO 
282 A CONJURAÇÃO DOS PINTOS (1787)
283 BERNARDO FRANCISCO BRUTO DA COSTA 
284 AUGUSTO BRÁS DE SOUSA
285 CHARLES CORREA
286 DESEMBARGADORES E CONSELHEIROS GOESES 
287 JOSÉ MARIA PEREIRA COUTINHO
288 LUÍS CAETANO PEDRO DE ÁVILA 
289 EDUARDO JUDAS DE BARROS
290 DOM JOSÉ MARIA DE CASTRO E ALMEIDA DE SEQUEIRA E ABREU 
291 BRÁZ ANTÓNIO FERNANDES
292 BRÁZ FERNANDES
293 JOHN BARRETO
294 MONSENHOR HIPÓLITO PURIFICAÇÃO DAS ANGÚSTIAS DA COSTA
295 PADRE LAPA, Madre Rita e o Instituto
296 FRANCISCO JOSÉ DE MELO 
297 PADRE AFONSO CAETANO LOBO E FRIAS 
298 ANTÓNIO CAETANO DO ROSÁRIO PACHECO
299 ANTÓNIO MARIA EURICO XAVIER 
300 DINESH JOSEPH D'SOUZA (video)

ÍNDICE 2

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101. OSCAR MASCARENHAS 
102. JOSÉ CASTELO BRANCO 
103. CAMILO LOIURENÇO 
104. VERA NOBRE DA COSTA 
105/106 JOAQUIM & CATARINA FURTADO
107. RICARDO COSTA 
108. ESCOLA MÉDICO-CIRÚRGICA DE GOA 
109. MATERNIDADE ALFREDO DA COSTA 
110. FRAGATA DOM FERNANDO E GLÓRIA 
111. O TIATR 
112. O HOCKEY EM CAMPO E A ARMADA GOESA
113. INST. DE OFTALMOLOGIA GAMA PINTO (video)
114. SÃO GONÇALO GARCIA 
115. GENERAL SUNITH RODRIGUES 
116. MARIA TERESA CÁRCOMO LOBO 
117. MARIA DE LOURDES ALBUQUERQUE (video)
118. ANTÓNIO GONÇALVES PEREIRA 
119. ANDRÉ GONÇALVES PEREIRA 
666. MOUZINHO DE ALBUQUERQUE 
121. EMÍDIO DA CONCEIÇÃO AFONSO 
122. LUÍS BISMARK DIAS 
123. TEOTÓNIO R. DE SOUZA 
124. CASA REAL DE SUNDÉM 
125. ALFRED ROSE 
126. ALISTAIR McGOWAN (video)
127. ALBANO DE NORONHA (video)
128. OS TAIP 
129. ANTÓNIO DE NASCIMENTO MENDONÇA
130. ANTÓNIO XAVIER TRINDADE 
131. DOMINGOS JOSÉ REBELO 
132. CHRISTA d'SOUZA 
133. ARCHIBALD HERMAN MÜLLER 
134. O CRIOULO INDO-PORTUGUÊS DE COCHIM I E II
135. D.MATHEUS DE CASTRO 
136. D. THOMAS DE CASTRO 
137. REITA FARIA 
138. NICOLE STELLE FARIA 
139. CUNHA RIVARA 
140. RADHA BARDAKE 
141. TARA ANNE FONSECA 
142. OSKAR PINTO LOBO 
143. LUÍS LEOPOLDO FLORES 
144. ANTÓNIO BETTENCOURT RODRIGUES 
145. PADRE VASCO MONIZ 
146. JOAQUIM MONTEIRO DOS REMÉDIOS 
147. MARIO SANTANA DE MENESES 
148. O EXÉRCITO DA ÍNDIA 
149. YOLANDA NOIVO 
150. A MILÍCIA LASCARIM
151. FELIPPE XAVIER NERY 
152. JOÃO FILIPE E OS QUADROS DE GOA 
153. JOÃO FILIPE E OS QUADROS DE LISBOA 
154. CAETANO FRANCISCO C. E. GONÇALVES 
155. CAROL GRACIAS 
156. NINA MANUEL 
157. VISCONDE DE BARDEZ 
158. VISCONDE DE MAHEM 
159. MANUEL MISQUITA
160. A HIERARQUIA GOESA NO CATOLICISMO DO PAQUISTÃO E A POLÉMICA DE 2009
161. CARDEAL JOSEPH CORDEIRO
162. ARCEBISPO SIMEON CORDEIRO
163. ARCEBISPO EVARIST PINTO
164. JOSEPH BAPTISTA
165. ANTÓNIO PIEDADE DA CRUZ
166. PREFEITOS DE BOMBAIM 
167. ALBERTO DO CARMO RODRIGUES
168. NEVILLE STEPHENS DE SOUZA
169. ARMANDO DE SOUZA
170. MAFALDA VEIGA
171. ACÁCIO JOSÉ VIEGAS
172. DOM ALTINO RIBEIRO DE SANTANA
173. OCTAVIANO GUILHERME XAVIER FERREIRA
174. PETER DE NORONHA
175. JOSEPH ZUZARTE MORUMBI
176. FITZ DE SOUZA
177. AQUINO DE BRAGANÇA
178. VALENTINO VIEGAS
179. CLUBE DESPORTIVO INDO-PORTUGUÊS
180. GOAN-PORTUGUESE KARACHI ASSOCIATION
181. ROSENDO AYRES RIBEIRO (video)
182. O FATO GOMESI
183. GOESES NO UGANDA
184. CASA DE PERNÉM
185. FRANK SIMÕES
186. ANTÓNIO JOSÉ DE MIRANDA
187. CUSTÓDIO DE MIRANDA
188. DOM JOSÉ FILIPE DO CARMO COLAÇO
189. ANTÓNIO VICENTE DA FONSECA
190. CAETANO SEBASTIÃO ROBERTO FRIAS
191. BERNARDO FRANCISCO BRUTO DA COSTA
192. MIGUEL DE LIMA E SOUZA
193. BERNARDO CAMILO CINCINATO DA COSTA
194. JOSÉ CAMILLO MARIA DA COSTA ÁLVARES
195. LUÍS CINCINATO CABRAL DA COSTA
196. MANUEL INÁCIO DE MIRANDA
197. GOESES NA TOPONÍMIA DE LISBOA
198. ITINERÁRIO "GOA EM ALMADA"
199. JOSÉ NICOLAU DA FONSECA
200. PADRE TOMÁS DE BRITO
 
 
 
 
 
 
 
 

ÍNDICE 1

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001. GAMA PINTO
002. GUILHERME MONIZ BARRETO
003. ALFREDO DA COSTA
004. SILVA TELES
005. ABADE FARIA
006. ÁLVARO CARMO VAZ 
007. FRANCISCO LUÍS GOMES
008. BERNARDO PERES DA SILVA 
009. ISMAEL GRACIAS 
010. JOAQUIM J. CORREIA AFONSO 
011. MARIANO GRACIAS 
012. BERNARDO JOÃO GRACIAS 
013. PROPÉRCIA CORREIA AFONSO
014. ANTÓNIO CAETANO PACHECO 
015. PADRE AGNELO DE SOUZA 
016. JÚLIO F. ADEODATO BARRETO 
017. BERNARDO F. HENRIQUES DA COSTA (video)
018. CONSTÂNCIO ROQUE DA COSTA 
019. NARANA COISSORÓ 
020. ABÍLIO FERNANDES 
021. ANTÓNIO BRAGANÇA PEREIRA 
022. PASCOAL DE MELO 
023. AGOSTINHO VICENTE LOURENÇO 
024. PURXOTOMA QUENIM 
025. JOÃO ARAÚJO 
026. GEORGE FERNANDES 
027. TONY FERNANDES 
028. MARIANO BARRETO 
029. JORGE XAVIER BARRETO 
030. ERIC WILMOT PINTO 
031. FREIDA PINTO 
032. CONSTÂNCIO ROQUE MONTEIRO 
033. FRANCISCO VELASCO 
034. PADURONGA PISSURLENCAR 
035. ACHRAYA KOSAMBI 
036. DADA VADYÁ 
037. PAULINO DIAS 
038. SÉRGIO CASTELO BRANCO 
039. ANICETO DO ROSÁRIO 
040. EUSTÁCIO DIAS 
041. DANIEL TRAÇA
042. JOÃOZINHO CARVALHO "JOHNSON" 
043. SHENOI GOEMBAB 
044. CLÁUDIA SEMEDO 
045. PADRE JOSÉ VAZ 
046. BLASCO HUGO FERNANDES 
047. MALUDA 
048. NINA MARQUES PEREIRA 
049. Iº TENENTE RODRIGUES DE MOURA 
050. CRISTÓVÃO AIRES 
051. FERNÃO ÁLVARES DO ORIENTE 
052. LUÍS DA CUNHA GONÇALVES 
053. ÁLVARO DE SANTA RITA 
054. SÓCRATES DA COSTA 
055. AYRES DE SOUSA 
056. ÓSCAR MONTEIRO
057. PIO GAMA PINTO (video)
058. SITA VALLES 
059. MAESTRO FORTUNATO DE FIGUEIREDO 
060. IAN d'SÁ (video)
061. TRISTÃO BRAGANÇA DA CUNHA 
062. CASIMIRO MONTEIRO 
063. GENERAL DR. MIGUEL CAETANO DIAS 
064. JÚLIO FLEMING DIAS 
065. ANTÓNIO JOAQUIM FERNANDES 
066. FRANCISCO X. SOARES DE MELO 
067. RUY DE FIGUEIREDO 
068. MÁRIO MIRANDA 
069. CORREIA AFONSO 
070. DOMINGOS AGOSTINHO DE SOUZA 
071. JOSÉ GERSON DE SOUSA 
072. JULIANA DIAS DA COSTA 
073. SEPAPHINO ANTÃO 
074. JULIO FRANCIS RIBEIRO 
075. LEANDER PAES 
076. MONSENHOR RUDOLFO DALGADO 
077. GARCIA DE ORTA 
078. LUÍS DE MENEZES BRAGANÇA 
079. CARLOS EUGÉNIO FERREIRA 
080. ANTÓNIO J, DE MELO TELES 
081. TELO DE MASCARENHAS 
082. EVÁGRIO JORGE 
083. FERNÃO VAZ DOURADO 
084. PADRE BELCHIOR DA SILVA 
085. ROGÉRIO DE FARIA 
086. FRANCISCO WOLFGANGO DA SILVA 
087. CONSTÂNCIO ROQUE DA COSTA 
088. MARTA DIAS 
089. NOEL DO CARMO FLORES 
090. ANA SALAZAR 
091. DOM JOÃO DE CÂNDIA 
092. KEITH VAZ 
093. ORLANDO DA COSTA 
094. ANTÓNIO COSTA 
095. ALFREDO BRUTO DA COSTA 
096. KALIDÁS BARRETO 
097. OTELO SARAIVA DE CARVALHO 
098. ALFREDO NOBRE DA COSTA 
099. PADRE JÁCOMO GONÇALVES
100. MANUEL ANTÓNIO DE SOUSA

 

413 EXPOSIÇÃO INDUSTRIAL DA ÍNDIA PORTUGUESA (1860)

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A Exposição Industrial da Índia Portuguesa teve lugar no Palácio Arquiepiscopal de Goa, no dia 12 de janeiro de 1860, pouco depois do encerramento dos rituais de São Francisco Xavier que se realizaram na mesma cidade, Velha Goa, a antiga capital do Estado Português da Índia, e permaneceu aberta até o dia 8 de fevereiro.

A exposição religiosa foi seguida pela industrial, na qual se viu, além daqueles produtos da natureza e da arte dos territórios portugueses, também muitos produtos de uma variedade de regiões indianas.

Neste certame, estiveram 230 expositores e quase 4.000 artigos, todos descritos num abrangente catálogo impresso cuja capa aqui postamos.

Esta exposição, apesar de pouco industrial, e muito mais agrícola, aconteceu cinco anos antes da primeira exposição internacional que teve lugar em Portugal em 1865, e vinte anos antes da primeira exposição de Cabo Verde, em 1881, recordando que as exposições do Mundo Português, Lisboa e Porto Capitais da Cultura e claro, Expo 98, só aconteceriam no século seguinte.

453 "DORIC" DE SOUZA (1914)

 

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Anthony Theodoric Armand "Doric" de Souza foi um político trotskista do Sri Lanka, senador e académico. 

 
Filho de Armando de Souza (169), jornalista nascido em Goa, que foi editor do «Morning Leader» e membro fundador do Congresso Nacional do Ceilão, Doric foi educado em criança no Convento de St. Bridgets e depois no St. Joseph's College, em Colombo onde se formou com distinção em Inglês.
 
Depois de se formar, recebeu uma bolsa de estudos para a Universidade de Londres e, no seu retorno, foi nomeado professor no Departamento de Inglês da University College, em Colombo.
 
O seu trabalho focou-se no campo da Linguística, assim como nas transcrições fonéticas da fala na língua inglesa.
 
 
 
Membro do partido político trotskista «Lanka Sama Samaja Party», teve uma acção preponderante na clandestinidade, especialmente durante a Segunda Guerra Mundial, quando o LSSP foi banido por prejudicar o esforço de guerra.
 
 
Ajudou Colvin R de Silva e N.M. Perera a sair da prisão e refugiarem-se na Índia. Numa das suas viagens à Índia, foi preso pela polícia indiana.
 
 
Em 1946, foi eleito para o Conselho Municipal de Colombo e ocupou o cargo até 1952, quando renunciou para assumir o cargo de professor no Departamento de Inglês em Peradeniya, na Universidade de Ceilão.
 
 
Em 1957, foi eleito para o Senado onde serviu até 1969.
 
 
Naquele ano, aposentou-se da Universidade de Ceilão e foi nomeado como professor associado de Inglês da Universidade de Vidyalankara em 1970 e permaneceu lá até 1982.
 
 
Deixou a academia para servir como Secretário Permanente do Ministro das Indústrias de Plantação e Assuntos Constitucionais sob o comando do Ministro Colvin R de Silva durante o regime de Bandaranaike.
 
 
Casou-se com sua aluna Violet, (1915- 2006) que também se formou na University College em Colombo, e depois completou seu trabalho de pós-graduação em Biblioteconomia em Londres, tendo trabalhado como bibliotecária associada na Peradeniya University (1953-1968) e na Head Bibliotecária Universitária na Universidade de Colombo de 1968 até 1977.

452 MERVYN MACIEL, e as Memórias de Um Homem de Fronteira

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Com raízes goesas na aldeia de Salvador-do-Mundo, Bardez Goa, Mervyn Maciel nasceu em Nairobi. Era filho de Mathias Maciel (do secretariado de Nairobi) e de Josephine Maciel (D'Sá).

 

A sua mãe morreu no seu parto, enquanto seu pai, madrasta e 3 irmãos mais jovens foram vítimas do malfadado S.S. TILAWA, torpedeado pelos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial.

 

Mervyn e seus dois irmãos (Rev. Joseph Maciel, e Wilfred Maciel - bem conhecido nos círculos jornalístico e social do Quênia), ficaram órfãos da noite para o dia.

 

Depois de completar sua educação em Belgaum (Índia) e  em Goa (Aldona), a Mervyn foi-lhe ferecido um emprego no Secretariado do Quénia, com a idade de 18 anos.

 

Aceitou, e mais tarde mudou-se para a Administração Provincial. 

 

Serviu em vários distritos, incluindo alguns dos regiões mais periféricas e inóspitas do Norte do Quénia (N.F.D.), uma região e pessoas que ele amou, e ainda hoje mantém contato com amigos.

 

A independência do Quênia viu a africanização do seu posto na Estação de Melhoramento de Plantas, Njoro (no antigo White Highlands), quando Mervyn, sua esposa Elsie e os quatro filhos pequenos - Clyde, Andrew, Josey e Pollyanna, mudaram-se para o Reino Unido.

 

Estabelecendo-se no arborizado Sutton, Surrey, numa herdade, prontamente chamaram-na de  "Manyatta" (cabana ou aldeia em Masai).

 

Aqui, ele trabalhou em várias empresas privadas usando a sua capacidade gerencial, até sua aposentadoria.

 

Enquanto isso, ainda no emprego, Mervyn foi capaz de realizar seu sonho ao longo da vida, publicando as suas memórias da África Oriental, «Bwana Karani», às quais Sir Richard Turnbull, ex-chefe de Mervyn e ex-governador do Território do Tanganyika, contribuiu com o prefácio. O livro foi muito bem recebido no Reino Unido e no Quênia e Mervyn ainda hoje valoriza as muitas cartas e resenhas pessoais que recebeu.

 

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O seu interesse em escrever continua até hoje, e muitos de seus artigos foram publicados na revista queniana OLD AFRICA, KENYA PAST & PRESENT, AWAAZ, e também em várias revistas religiosas e imprensa em geral deste país, sendo um fervoroso católico praticante.

 

Maciel é uma versão masculina, bem sucedida e com final feliz, de Karen Blixen, e ao mesmo tempo, um exemplo vivo, documentado e autobiográfico do papel que os goeses têm tido ao longo dos séculos, no desbravamento e administração do continente africano. 

 

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451 OS NAZARETH: DO QUÉNIA PARA OS E.U.A.

Os Nazareth

 

 

De Moirá, Goa, partiram para o Quénia britânico no final século XIX. Ali, os Nazareth contaram três gerações que em muito influenciaram os destinos daquela nação africana.

 

Rafael Agostinho e Joaquim António Nazareth, fundaram na jovem Nairóbi, uma empresa marcante, denominada «Nazareth Bros», que operou entre 1899 (ano da fundação da cidade) e 1910. Atuavam no comércio a retalho, e em 1903 ganharam o concurso de «catering» da Uganda Railways, esteio do desenvolvimento do território da África Oriental inglesa. Prosperaram até ao fim da Primeira Grande Guerra, após o qual a empresa atravessou uma grave crise.

 

 

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João Maximiliano Casimiro Nazareth, mais conhecido por «Mackie», era filho de Joaquim António e Amélia Deusdita de Nazareth, e nasceu a 21 de Fevereiro de 1908 em Nairóbi, Quénia.

 

Ficou conhecido pela sua atividade como advogado, e político, em prol dos direitos cívicos quenianos. A sua importância dentro do contexto queniano, ficou algo eclipsada na história por outras figuras goesas com Pio Gama Pinto, Morumbi, ou F.de Souza. Certo é que «Mackie» antecedeu em muitos anos, qualquer um deles.

 

Estudou em Bombaim, no St.Xavier School. Formado com distinção, apesar das dificuldades financeiras familiares, em Direito, começou por exercer ali a sua profissão, ganhando inúmeros prémios, mas regressou em 1934 ao Quénia natal.

 

Foi Advogado, Juíz da Suprema Corte do Quénia Britânico, presidente da Kenya Law Society e Conselheiro da Rainha. 

 

Foi presidente da East African Indian National Congress, membro fundador da  East African Goan National Association, entretanto ilegalizada pelo governo britânico por colidir com os interesses portugueses.

 

Neste campo, teve também severos desentendimentos com os Goeses unionistas, defensores da união com Portugal (ainda que eventualmente noutros moldes) que o acusavam justamente, de ir contra a sua própria história e tradições. Foi também membro de inúmeras outras associações pró-indianas.

 

Professor na Universidade de Nairobi, faleceu em 1989. Do seu casamento com Maria Mónica Nazareth, sul-africana de ascendência goesa, nasceu em Nairóbi (1946), John Lawrence Anthony Nazareth.

 

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John Lawrence Nazareth, «Larry», frequentou a escola em Nairobi e em Bombaim. Em 1964, começou a sua graduação, cursando o Trinity College na Universidade de Cambridge, Inglaterra, onde obteve um diploma de bacharel em Matemática, em 1967, e um diploma de pós-graduação em Ciência da Computação em 1968. Mudou para os Estados Unidos.

 

Naturalizado, continuou seus estudos de pós-graduação na Universidade da Califórnia, Berkeley, especializando-se nas áreas de otimização e computação numérica. Em 1973, concluiu um doutorado no Departamento de Ciência da Computação (orientador de tese: Professor Beresford Parlett) e obteve simultaneamente um mestrado no Departamento de IE & OR (orientador de tese: Professor Stuart Dreyfus).

Realizou nomeações na equipe de pesquisa da Divisão de Matemática Aplicada do Argonne National Laboratory, Illinois, do Laboratório de Otimização de Sistemas do Departamento de Pesquisa Operacional da Universidade de Stanford e do Programa de Sistemas e Ciências da Decisão do Instituto Internacional de Análise de Sistemas Aplicados ( IIASA), Viena, Áustria.

 

Também teve uma associação de quase duas décadas com a Woodward-Clyde Consultants, a S.F. Empresa sediada na Bay Area (recentemente adquirida pela URS Corporation). Esse relacionamento começou em 1979, quando foi contratado como consultor no desenvolvimento de um sistema de otimização de manutenção e reabilitação de pavimentos para o Departamento de Transportes do Arizona, um projeto pioneiro que mais tarde ganhou o Prêmio ORSA-TIMS Edelman para os diretores da empresa.

Isso, por sua vez, levou a uma variedade de outros trabalhos de consultoria da Woodward-Clyde, incluindo projetos para os Departamentos de Transporte do Kansas e Alasca, o Instituto de Pesquisa de Gás, Consolidated Edison, CalTrans e PG & E; e aos compromissos relacionados para o Banco Mundial e a Lucent Medical Systems.

 

Em 1989, começou a trabalhar como professor no Departamento de Matemática Pura e Aplicada da Washington State University (WSU), Pullman e, pouco depois, tornou-se professor afiliado no Departamento de Matemática Aplicada da Universidade de Washington, em Seattle. Anteriormente, lecionou cursos de pós-graduação e seminários de pesquisa sobre visitas ao Departamento de IE & OR em Berkeley, Instituto Tata de Pesquisa Fundamental (TIFR), Bombaim e Instituto de Mathematica Pura e Aplicada (IMPA), Rio de Janeiro, Brasil.

 

Também foi membro do Instituto de Pesquisa em Ciências Matemáticas (MSRI), Berkeley, durante seu semestre de foco em otimização, e passou licenças sabáticas na Universidade de Cambridge, na Inglaterra, e na Universidade de New South Wales, Sydney, Austrália.

 

É autor de mais de setenta e cinco artigos técnicos e escreveu seis livros sobre otimização.

 

450 MARY D'SOUZA SEQUEIRA (18/07/1931)

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Velocista, hoquista, Mary d'Souza  foi uma desportista indiana, com origem familiar em Aldona, Goa.

 

Mary d'Souza foi a primeira atleta feminina a representar a Índia em competições olímpicas e internacionais.

 

Ganhou a medalha de bronze nos 200m e prata na estafeta 4x100m nos primeiros Jogos Asiáticos, em 1951, Nova Delhi.

 

Representou a Índia nas Olimpíadas de1952 em Helsínquia.

 

Selecionada para as Olimpíadas de Melbourne em 1956, não foi por alegada falta de fundos da respetiva federação.

 

Como velocista foi recordista indiana entre 1950 e 1957 em 200m, 100m e 80m barreiras, e asiática dos 100 e 200m.

 

Representou a Índia no Meeting de Pista no Sri Lanka, em 1957.

 

Enquanto hoquista, representou a Índia nos Campeonatos do Mundo em Londres,1953, na Austrália em 1956, no International Women's Field Hockey World Tournament, Folkstone, Reino Unido, 1963, e contra o Japão em 1964, estando sempre em destaque no que concerne a golos marcados.

 

Em 2013 viu o seu mérito reconhecido tardiamente pelo governo indiano, recebendo o Dhyan Chand Award das mãos do presidente de Goa.

 

 

 

 

 

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450 MARY D'SOUZA SEQUEIRA (18/07/1931)

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450 MARY D'SOUZA SEQUEIRA (18/07/1931)

Velocista, hoquista, Mary d'Souza (na foto co Jesse Owens) foi uma desportista indiana, com origem familiar em Aldona, Goa.

Mary d'Souza foi a primeira atleta feminina a representar a Índia em competições olímpicas e internacionais.

Ganhou a medalha de bronze nos 200m e prata na estafeta 4x100m nos primeiros Jogos Asiáticos, em 1951, Nova Delhi.

Representou a Índia nas Olimpíadas de1952 em Helsínquia.

Selecionada para as Olimpíadas de Melbourne em 1956, não foi por alegada falta de fundos da respetiva federação.

Como velocista foi recordista indiana entre 1950 e 1957 em 200m, 100m e 80m barreiras, e asiática dos 100 e 200m.

Representou a Índia no Meeting de Pista no Sri Lanka, em 1957.

Enquanto hoquista, representou a Índia nos Campeonatos do Mundo em Londres,1953, na Austrália em 1956, no International Women's Field Hockey World Tournament, Folkstone, Reino Unido, 1963, e contra o Japão em 1964, estando sempre em destaque no que concerne a golos marcados.

Em 2013 viu o seu mérito reconhecido pelo governo indiano, recebendo o Dhyan Chand Award das mãos do presidente de Goa.

 

 

 

 

 

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449 JOSÉ INÁCIO DE LOYOLA (11/03/1891)

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por João B. Serra *

 

"José Inácio Francisco Cândido de Loyola nasceu na aldeia de Orlim, Salcete, Goa, a 11 de Março de 1891 e veio a falecer em Lisboa em 1973.

 

A sua família estava conotada, há muito, com a afirmação politica de uma visão autonomista para a Índia portuguesa, a qual esteve na origem do chamado Partido Indiano. Seus pais, Avertano Loyola e Maria Angélica da Conceição Gomes, eram figuras proeminentes desse Partido.

 

José Inácio, que viria a ser popularmente conhecido pelo nome de Fanchú, tinha o mesmo nome do seu tio, José Inácio de Loyola, advogado, editor de A Índia Portuguesa, órgão do Partido Indiano, feroz crítico do colonialismo português na Índia.

 

Na altura em que nasceu, tanto o pai como o tio estavam exilados na Índia britânica, só tendo regressado a Goa em Setembro de 1891.

 

Fanchú revelou cedo a fibra de lutador. Os seus textos publicados no Jornal da Índia deram azo a que o Governador-Geral [...] determinasse a suspensão do periódico. Loyola respondeu com um panfleto intitulado Carta Politica, dirigida ao Governador, onde prometia continuar o combate contra as arbitrariedades do regime colonial e pela liberdade. Estava-se em 1913.

 

Fundou O Rebate, para ocupar o espaço do jornal proibido. O seu estatuto de “enfant terrible” da politica goesa ganhou forma nessa altura.

 

Mostrou reservas face à autonomia provincial atribuída pela Governo republicano à Índia Portuguesa nos anos 1920, criticou a composição da Conselho Legislativo nela prevista e envolveu-se na eleição de um candidato alternativo como representante de Goa no Conselho Superior das Colónias, em 1926.

 

No final dessa mesma década, encontramos José Inácio Loyola desempenhando as funções de inspector das comunidades rurais e fortemente empenhado no tema do desenvolvimento agrícola como base da economia goesa. As dificuldades encontradas levam-no, em 1932, a lançar um grito de revolta, num texto intitulado Basta, onde se insurge conta a lentidão e os bloqueios do Estado Português da Índia.

 

Data igualmente desse ano um famoso discurso que proferiu junto à estatua de Afonso de Albuquerque, glosando a frase com que aquele estratega concluiu a sua última carta ao rei D. Manuel : “Quanto às coisas da Índia, não digo nada, porque ela falará por si e por mim”. A partir de então, multiplicou as advertências ao governo português sobre a inevitabilidade do caminho da revolta, caso persistisse na sua surdez face ao clamor pela liberdade.

 

Um desses alertas veio, em 1946, a originar a sua prisão e posterior deportação para Portugal. Publicou no Free Press Journal, em Bombaim, um periódico favorável ao movimento nacionalista indiano, um texto intitulado “The coming struggle in Goa”, um comentário aos apelos feitos pelo Partido Socialista Indiano, dirigido por Ram-Manohar Lohia, a favor da instauração de um regime de liberdades e direitos na Índia sob administração portuguesa. Loyola insurgia-se contra as leis que limitavam os direitos cívicos na Constituição portuguesa de 1933, considerando que quaisquer restrições ao exercício das liberdades era intolerável.

 

Em Novembro de 1946 foi condenado a quatro anos de prisão e a quinze de suspensão dos direitos políticos. Transferido para Portugal, foi encarcerado no Forte de Peniche. Em Janeiro de 1947, terá ficado sob o regime de liberdade condicional, com residência fixada em Lisboa. Só foi autorizado a regressar a Goa, em 1958, onde permaneceu até ao momento da integração na União Indiana, em 1962. 

 

Os seus biógrafos registam os traços de um homem corajoso, profundamente apegado aos princípios da liberdade e da igualdade (pelos quais estava disposto a afrontar as injustiças, inclusivamente as decorrentes do próprio modelo social de castas indiano), um orador veemente e impressivo.

 

Conhecendo as fragilidades do Estado colonial, Fanchú exortava os seus compatriotas a, enquanto reivindicavam um regime de liberdade, assumirem responsabilidades na melhoria das condições do seu próprio território, para o qual sonhava um futuro de autonomia, democracia e desenvolvimento.

 

Quando foi autorizado a sair de Portugal, em 1958, procurou Jawaharlal Nehru, em Deli. Saiu desse encontro profundamente desconsolado, convencido de que a integração de Goa na União Indiana seria uma questão de tempo. Lutara toda a vida por uma Goa para os goeses. Ao constatar a inviabilidade da sua utopia, afastou-se para Lisboa, numa espécie de exílio voluntário e tristemente saudoso.

 

Nota: Nao há referência a José Inácio Francisco Cândido de Loyola no Registo Geral de Presos (Peniche). Porém, fazendo fé nas fontes bibliográficas consultadas, esteve de facto detido no Forte de Peniche, mas teria saído em 1947, permanecendo porém em “liberdade condicional” até 1958."

 

Bibliografia:
Charles J. Borges (Ed.), Goa’s Foremost Nationalist José Inácio Cândido de Loyola. The Man and his Wriyings. New Delhi, Concept Publishing Company, 2000.
Esta obra foi realizada no Xavier Centre of Historical Research de Goa e teve a colaboração de Charles Borges, Lino Leitão, Carmo D’Souza, Yona Loyola-Nazareth e Joseph Barros.

[Nas suas memórias, Edila Gaitonde (As Maçãs Azuis. Portugal e Goa, 1948-1961) indica os seguintes nomes de detidos indianos que encontrou no Forte de Peniche em 1948: Dr. Inácio de Loyola, advogado, Tristão de Bragança Cunha, escritor, Laxmicant Bhembre, professor, Purshotham Kakodkar, político, e Dr. Rama Hedge, médico.
Tentamos recolher alguns dados biográficos sobre este conjunto notável de combatentes goeses pela liberdade e contra o colonialismo].

(*) Biografia da autoria do docente e investigador João B. Serra, publicada no Grupo Fascismo Nunca Mais (22/10/2017).

448 JOÃO ERNESTO VALLES VAN DUNEN (08/02/1077)

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Nasceu em Angola, filho de José Van Dunen, irmão da atual Ministra da Justiça de Portugal, Francisca Van Dunen, e de Sita Valles (058), angolana de origem goesa.

 

Ambos os pais eram dirigentes angolanos da jovem república africana, e foram fisicamente eliminados por uma das fações da cúpula do partido marxista, no poder.

 

Não obstante, João Ernesto cresceu e estudou em Portugal com a sua tia Francisca.

 

De 1980 a 1995 estudou no Liceu Francês de Lisboa. De 1995 a 1998, forma-se em Economia na Universidade do Sussex, para depois, entre 1998 e 2000, concluir o Mestrado na Universidade de Bristol.

 

Alto quadro, trabalha em Moçambique, primeiro integrado na equipa macroeconômica do Banco Mundial, depois no Ministério do Planeamento e Desenvolvimento moçambicano.

 

Trabalhou também como Interno Unidade de Reformas Económicas da Comissão Europeia, em Bruxelas.

 

Entre 2007 e 2008, é Investigador no Instituto de Economia de Copenhaga, Dinamarca.

 

Até 2014 foi Leitor em Métodos Quantitativos, do Departamento de Económicas da Universidade Católica de Angola, Luanda.

 

É sobrinho de Edgar Valles (447), Francisca Van Dunen, e primo de Edgar Luís Simões Valle (446).

447 EDGAR VALLES

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Edgar Valles, de origem goesa, nasceu em 1953, em Angola. É casado e tem dois filhos. Exerce a advocacia desde 1977. É formador do Centro de Estágio de Lisboa da Ordem dos Advogados na área do Processo Civil.
 

 

Foi colaborador da revista "Seara Nova" no período de 1973 a 1977, colaborou no semanário "Extra", no "Diário de Lisboa" e no “PÚBLICO", onde manteve um consultório jurídico de 1993 a 1995. O consultório jurídico na edição on line deste jornal foi iniciado em Dezembro de 2003.

 

Integrou duas direcções da Associação Académica da Faculdade de Direito de Lisboa, em 1972 e 1974.

 

Foi membro do Conselho Distrital de Lisboa da Ordem dos Advogados de 1992 a 1995. É actualmente Presidente da Assembleia Geral da Casa de Goa e membro da Direcção da Associação 27 de Maio.

 

É autor dos livros " África, Colonialismo e Socialismo" (Seara Nova, 1975), "Apartheid em Crise" (Seara Nova, 1977), "O que foi a descolonização portuguesa?" (Apúl, 1978), “Guia do Autarca” ( Almedina, 2005, 3ª edição), "Cobrança Judicial de Dívida, Injunções e Respectivas Execuções" (Almedina, 2008, 3ºedição), “Prática Processual Civil” ( Almedina, 2008,4ºedição), “Actos Notariais do Advogado” ( Almedina, 2008,2ª edição) e “Consórcio, ACE e outras Figuras” (Almedina, 2007).

446 EDGAR LUÍS SIMÕES VALLES

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446 EDGAR LUÍS SIMÕES VALLES

Autarca eleito em 2013 pelas listas do Partido Socialista, e Vice-Presidente do Concelho de Odivelas.

Edgar Valles é responsável pela Área Jurídica e Organização Municipal, Cultura e Turismo, Fiscalização Municipal e Gestão Patrimonial
Saúde.

É filho de Edgar Valles, atual presidente da Casa de Goa, e sobrinho da malograda Sita Valles (058), histórica dirigente política angolana, assassinada pela cúpula do MPLA.

445 JACINTA LUÍS

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Uma História da Música

 

Tendo a sorte de nascer numa família musical em Dar-es-Salaam, na Tanzânia, na África Oriental, Jacinta Luis toca piano desde os 3 anos e meio.

 

Jacinta Luis, Vocalista, Pianista, Compositora, Artista e Professora

 

As raízes musicais de sua família podem ser rastreadas até suas origens em Goa. Cada membro da família cantava e tocava pelo menos um instrumento. Tocarem juntos, era uma actividade comum em casa. Ela cresceu amando a bossa nova e a trautear as músicas que a banda do seu pai ensaiava na sua toca.

 

Em 1971, a família Luís imigrou para o Canadá, estabelecendo-se em Montreal.

Jacinta estudou piano clássico e fez cursos de música no Dawson College e na Concordia University.

 

Jacinta completou um mestrado em Educação Musical na Universidade de Victoria, onde desenvolveu o seu interesse em jazz vocal, organização e composição, bem como em filosofia e prática educacional.

 

Teve uma carreira completa: como vocalista / pianista e em quartetos.

 

Jacinta é actualmente professora em tempo integral de Música na Dawson College, onde ministra cursos de Voz, História do Jazz e História da Música Clássica, e é onde capaz de compartilhar sua paixão pela música.

 

https://www.youtube.com/watch?v=9XqOb13-Vd4

 

Discografia

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444 O PALÁCIO DOS VICE-REIS DA ÍNDIA

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Artigo de Hélder Cabrita

 

"Durante mais de três séculos, o Palácio dos Vice‑Reis marcou a imagem da cidade de Goa, erguendo‑se num conjunto de altivos volumes sobre as águas do Mandovi. Integrando todo um conjunto de infraestruturas administrativas, o palácio desenvolvia‑se em vários edifícios à volta de uma praça, designada Terreiro dos Vice ‑Reis.

 

Para o lado do rio, o palácio erguia uma fachada amuralhada sobre uma outra praça: o Cais do Vice ‑Rei, que se abria sobre as margens do Mandovi. Esta fachada integrava‑se nas antigas muralhas da cidade. As duas praças comunicavam entre si através do Arco dos Vice ‑Reis, hoje o único testemunho formal de todo este vastíssimo conjunto arquitetónico.

 

Pela sua estética, tanto arquitetónica como urbana, o palácio apresenta ‑se ainda como um paço real do tardo‑manuelino, vivendo como um complexo quase autónomo dentro da cidade, sem contacto direto com o Mandovi, a não ser pelas vistas das altas janelas e varandas.

 

Conhecido normalmente pelo nome de Palácio da Fortaleza, o edifício integrava‑se na antiga fortaleza da cidade de Adil Shah, encostando ‑se a um pano das suas muralhas.

 

Após a conquista da cidade pelas tropas portuguesas, Afonso de Albuquerque mandou restaurar a dita fortaleza e o primeiro capitão da cidade, Rodrigo Rebelo, habitou‑a.

 

Em 1554, o vice ‑rei Pedro de Mascarenhas instalou ‑se ali, abandonando o Palácio do Sabaio, que fora na primeira metade do século XVI a residência dos vice‑reis.

 

O local, junto às margens do Mandovi, com vista sobre o estuário, aproximava ‑se mais da situação do Paço Real da Ribeira, o que terá influenciado a permanência dos vice ‑reis no Palácio da Fortaleza e o desenvolvimento desta residência em palácio oficial.

 

Arquitetonicamente, o palácio caracterizava ‑se por um conjunto de diferentes volumes que se sucediam organicamente, integrando a Cadeia do Tronco e os Arma zéns Reais, que serviam para depósito de munições e armaria.

 

O edifício adquiria uma certa sumptuosidade, referida por vários viajantes, mais pela escala e proporções que por um elaborado desenho arquitetónico. O levantamento do palácio, realizado em 1779, dá disso testemunho.

 

Do desenho transparece uma tendência para a arquitetura chã, e um sentido de organicidade acentuada por um conjunto de altos tetos de tesoura que, simultaneamente, lhe conferiam uma marcada monumentalidade.

 

No seu programa distributivo o palácio recolhia ‑se sobre um pátio murado, sendo a entrada marcada por um vasto alpendre com dois lances de escadas coberto de telhado de quatro águas repousando em grossas colunas de pedra. De cada lado do alpendre abriam‑ ‑se, por sua vez, a toda a largura do alçado, duas largas varandas de colunas, solução que, mais tarde, viria a ser adotada nas grandes casas do século XVIII.

 

Como refere Pyrard de la Valle, este pátio assumia importantes funções de representação, sendo onde se reunia toda a aristocracia, a cavalo ou em machilas, nas cerimónias oficiais ou quando o vice ‑rei se deslocava para fora do palácio.

 

Como paradigma de palácio real, o edifício agregava uma vasta capela com tribuna, cuja ligação com o interior do palácio a dotava de características de capela palatina.

 

No seu complexo interior, o palácio era dotado de duas grandes salas, uma primeira com funções de antecâmara, onde permanecia no dia‑a‑dia a guarda pessoal do vice ‑rei, e uma segunda reservada para o conselho e as grandes recepções.

 

Na primeira sala estavam pintadas todas as armadas que desde Vasco da Gama tinham aportado na Índia, referindo Pyrard de la Valle como pormenor que todos os navios eram apontados com o seu nome e respectivo capitão, sendo ainda anotados os naufragados.

 

Esta sala dava acesso a uma ainda maior, decorada por sua vez com os retratos em corpo inteiro de todos os vice ‑reis, preciosa coleção que se encontra, hoje, no convento dos franciscanos da cidade de Goa.

 

Em 1695, devido à epidemia que assolava a cidade o conde de Vila Verde vê‑se obrigado a abandoná‑la e fixar residência no Palácio da Casa da Pólvora, em Panelim, nos arredores de Goa. Já no século XIX, os vice‑reis instalam‑se, por sua vez, em Pangim, na sequência das grandes obras efetuadas nesta localidade e da sua passagem a capital do Estado da Índia.

 

Mesmo depois de o Palácio da Fortaleza ter deixado de ser residência dos vice‑reis, durante muitos anos a grande sala de audiências ainda era utilizada como local de recepções oficiais. Kloguen, na sua estadia em Goa, em 1812, ainda refere o facto, pouco tempo antes da demolição do que restava do palácio, em 1820."

 

http://www.hpip.org/pt/heritage/details/1538?fbclid=IwAR3NpGIl0SZyqYiNfA4FQ9udibkVCfX7AIHoKUIlMAQ_IH561RbhntS_xhE

 

Em baixo, o levantamento da residência oficial dos vice-reis da Índia em Goa e que inclui um corte-alçado e as plantas do piso terreo e piso nobre.

 

O desenho é assinado por João Baptista Vieira Godinho, nascido em Mariana, Minas Gerais.

 

Este oficial foi nomeado para Índia em 1774 onde mais tarde foi governador de Timor entre 1785-1788.

 

Vieira Godinho continuou na Índia até 1799 e voltou mais tarde para a Bahia.

 

Na legenda do piso nobre o desenho apresenta um pequeno alçado do famoso Arco dos Vice-Reis projectado por Júlio Simão e encomendado pelo conde da Vidigueira D. Francisco da Gama, e, neto de Vasco da Gama, para as celebrações do primeiro centenário da chegada à Índia de Vasco da Gama.

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443 O INSTITUTO GOANO DE LOURENÇO MARQUES

Sede do Instituto Goano

 

 

Fundado em 1905, o Instituto Goano (Goano, designação caída em desuso) ou Clube Goês, foi uma emblemática associação representativa da proeminente comunidade laurentina goesa.

 

Entre os seus fundadores contava-se João Francisco de Faria, nascido em Goa e Escrivão da Capitania dos Portos.

 

A sua sede, situava-se na antiga Avenida Andrade Corvo, hoje Ho Chi Min, e foi um dos mais hisroricis e emblemáticos edifícios da Cidade das Acácias. A pedra inaugural foi lançada em 1907 pelo Príncipe Real Dom Luís.

 

recepção goesa ao Príncipe Real Dom Luís,16 Nov 1907

 

 

Fundada como associação recreativa, o Instituto Goano, em 1915, já em Républica, altera os estatutos para um caráter mais político e representativo, passando a denominar-se Associação Indo-Portuguesa.

 

Em 1963, a sede é demolida, para dar lugar a uma nova e mais moderna.

 

Foi recuperada a pedra original que continha moedas e documentos de Moçambique e da Índia Portuguesa, decladada monumento nacional e recolocada no novo edifício.

 

https://arquivos.rtp.pt/conteudos/inauguracao-do-campo-de-tenis-da-associacao-indo-portuguesa/

 

Com a independência do território, este edifício passa a a albergar o Museu Nacional da Arte.

museu nacional arte 2012 ps.jpg

 

 

 

442 JOSÉ JESUS DE AZEVEDO E SOUSA

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https://arquivos.rtp.pt/conteudos/jose-jesus-de-azevedo-souza/ 

https://www.facebook.com/290551081112191/videos/794651997571692/ 

 

 

"Pianista, cravista, oboísta, e compositor, José Jesus de Azevedo e Sousa é Tailandês de nascimento, filho de pais Goeses.

 

José Jesus de Azevedo Souza estudou na Inglaterra, na Escola Purcell com uma bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian.

 

Estudou também no Trinity College of Music e na Universidade de Sheffield.

 

Desde então, deu inúmeras apresentações solo, de câmara ou orquestra em Portugal, Inglaterra, Tailândia, Estados Unidos e Áustria.


A sua música foi apresentada nos Estados Unidos na Compositions 'Voice Concert Series; nas Filipinas, no Pacific Soundstreams Festival; em Portugal no International Arts Festival; no Brunei, no ASEAN Music Camp; na Tailândia, no Bangkok Contemporary Music Festival; na Nova Zelândia no Asia & Pacific Composers Conference & Festival.

 

Na Polônia foi apresentada no Tarnow Summer Concerts; na Inglaterra no Maidenhead Festival de Música e Dança; no Japão nos Concertos de Aniversário da Japan Chamber Music Academy; na Alemanha e nos Estados Unidos na Conferência Internacional Double Reed Society; no Festival Internacional de Música Contemporânea no Brasil; no Golden Key de Viena na Áustria.

 

Além disso foi realizada em concerto na Dinamarca, França, Grécia, Holanda, Itália, Noruega.

 

 

Jose de Sousa ganhou na categoria de Oboé, o Concurso Mundial em Composição para a Paz com a sua obra «Por la Paz em El Mundo» realizada no 70º aniversário da Organização das Nações Unidas em Londres.

 

A sua música foi recentemente gravada na Polônia, Portugal e México, tendo sido descrita como" … muito agradável… ”(Solilóquio para Oboé em MÚSICA & VISÃO),“… intenso… absorvente ”(Fantasy for Piano, THE NATION, Tailândia), “… cheio de cores apaixonadas e ritmos elaborados…” (Rapsódia para Piano, NEUE LUZERNER ZEITUNG, Suíça), “…um sucesso...” (Metamorfoses em Temas Portugueses para Piano, KERKYRAIKO VIMA, Grécia), "...incrivelmente enérgico...”(Indecisão para Viola, NM21, Estados Unidos da América)."

 

em http://www.phasma-music.com/composers-club/Jose-Jesus-de-Azevedo-Souza 

 
 

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